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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A falta de continuidade que atrapalha a dupla Gre-Nal

Sem dúvida nenhuma, dos últimos presidentes do Internacional, Giovanni Luigi é o mais contestado pela torcida. Seu mandato começou em 2011. Celso Roth era o técnico, recém havia renovado o contrato. O Inter vinha do Mundial de Clubes de 2010, ainda sob a presidência de Vitório Piffero. Em poucos meses, Luigi demitiu Roth. Veio Falcão, e o ídolo colorado ficou mais três meses e também foi pra rua. Depois de alguns jogos com Osmar Loss de interino, chega então Dorival Junior. Este último consegue transpassar 2011 e vai até boa parte de 2012, quando é demitido para que Fernandão assuma o comando técnico da equipe. E o Capitão da América em 2006 foi outro que não conseguiu ter sequência. Em 2013, início do segundo mandato de Luigi, Dunga começa um trabalho promissor. Uma série de fatores e resultados ruins também resultaram na queda do Capitão do Tetra. É então que o Colorado termina o ano com Clemer sendo o treinador.

Giovanne Luigi se encaminha para seu quarto e derradeiro ano de presidência. Foram, até agora, sete treinadores. Basicamente, o Inter troca o comandante a cada seis meses. É muita coisa. Se formos contabilizar o número de dirigentes que passaram pelo departamento de futebol, também é uma enormidade. Nesta terça o Luis César Souto de Moura, então diretor de futebol, anunciou sua saída. Ou seja, no Beira-Rio, em 2014, o Inter segue com o mesmo presidente mas novamente terá um departamento de futebol e uma comissão técnica iniciando um trabalho.

Não há planejamento que resita. Os jogadores não sentem a mínima confiança na direção e a certa altura já não respeitam mais aqueles a quem deveriam ser subordinados. E isto vem acontecendo muito claramente dentro do vestiário colorado nas últimas temporadas.

No Grêmio, com todo respeito ao Fábio Koff - o maior dirigente da história do Grêmio, cartola dos mais importantes e de grande influência política no futebol sul-americano -, as informações deste resto de ano dão conta que não são boas as chances de renovação com Renato Portaluppi. A não ser que o treinador peça um absurdo impagável de salário para o próximo ano, a troca do comando técnico do Grêmio é um equívoco para 2014.

Renato já conhece o grupo, tem a simpatia dos jogadores e fez uma campanha que o credencia a ter o respaldo da direção gremista. 

Se a decisão for realmente mudar de treinador, Koff inicia seu segundo ano de mandato com o terceiro técnico. É muita mudança! Se há o mérito na manutenção do diretor executivo Rui Costa e do Assessor de Futebol Marcos Chitolina, o Grêmio tem tudo para começar um ano promissor mantendo a comissão técnica e fazendo contratações pontuais num grupo que é vice-campeão brasileiro.

É preciso ter convicção.

domingo, 7 de outubro de 2012

Grêmio abandona o habitual 4-4-2 para voltar a vencer

Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Luxemburgo aproveitou que não vai poder contar com Fernando nos próximos três jogos (Seleção) para antecipar e testar uma nova maneira de jogar. Contra o Cruzeiro, ontem, o treinador deixou Fernando no banco de reservas e escalou Marco Antônio, mudando um pouco a característica do time e o modo de jogar.

Do 4-4-2 híbrido, que ora tem Zé Roberto e Elano bem abertos, fazendo linha com os volantes, e ora tem os dois meias mais centralizados, imediatamente à frente de Souza e Fernando, Luxemburgo optou pelo esquema 4-3-1-2, mas com aptidões ofensivas. Zé Roberto vinha de trás e apoiava pela esquerda, Marco Antônio fazia o mesmo papel pela direita. Centralizado no losango, Elano (depois Marquinhos). Dessa forma, o Grêmio tinha uma posse de bola mais agressiva, com maior qualidade de passe.

O Cruzeiro jogava exatamente da mesmo forma, mas com uma estratégia diferente, mais defensiva. No meio campo de Celso Roth, o losango contava com três volantes de ofício, e Montillo pouco mais à frente. Com a marcação das duas equipes completamente encaixada, e o Grêmio e jogando no campo do Cruzeiro, a estratégia da Raposa era lançar Anselmo Ramon e Borges para disputar bola no alto com a zaga gremista e apostar que Montillo pegasse o rebote. O Cruzeiro jogou assim até pouco antes dos 30 minutos de jogo, quando Anselmo Ramon conseguiu, em jogada individual, chutar da entada da área e fazer o gol. O Grêmio era melhor no jogo, e era o primeiro chute do time mineiro.

O Tricolor se perturbou. Demorou a voltar pro jogo. Ainda na primeira etapa, Luxa trocou Marquinhos e Zé Roberto de posições. Centralizado, o 10 gremista tentou articular a equipe, mas foi pouco efetivo. A grande mudança do Grêmio veio no intervalo, com mais uma alteração de esquema.

Leandro entrou no lugar de Zé Roberto para jogar aberto na esquerda. Com Kléber na direita, o Grêmio passou a atuar num 4-3-3 de muita dedicação tática. O Tricolor correu e marcou muito para sufocar o Cruzeiro até conseguir os dois gols. A entrada de Marcelo Moreno no lugar de André Lima foi essencial. O centroavante boliviano deu outra cara para o ataque gremista.

De uma forma geral, foi muito boa a atuação do Grêmio. Elano e Zé Roberto estão, visivelmente, sentindo a forte sequência de jogos.  Por isso acabou sendo muito importante as boas atuações de Marquinhos, Marco Antônio e Leandro. Certamente são jogadores que serão muito utilizados daqui pra frente. É essencial que estejam confiantes.

Entrevista do Presidente Paulo Odone após o jogo

domingo, 15 de julho de 2012

Com Elano, Grêmio muda esquema e volta a ter cara de time

Na última quarta-feira, aqui no PoA Geral, especulei como jogariam Elano e Forlán na dupla grenal. Cravei que o jogador gremista seria utilizado como volante apoiador pela direita, no losango que Luxemburgo usa desde quando chegou ao Grêmio. Na excelente vitória contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, nesse domingo, Elano jogou como meia, ao lado de Zé Roberto. Opção que coloquei em segundo plano no mesmo texto.

O Grêmio de Luxemburgo atuou no 4-4-2 com dois volantes, dois meias avançados. e dois atacantes - o brasileiríssimo 4-2-2-2. E jogando dessa forma, o Tricolor voltou a ter cara de time, como já tinha no início do trabalho de Luxa, mas foi se perdendo conforme um pragmatismo cada vez mais fácil de ser marcado.

O time que vencia o Cruzeiro por 2 a 0 quando perdeu Werley, expulso aos 44 do primeiro tempo, teve maturidade incomum e um futebol inesperado depois de uma semana complicada, com muito falatório, vindo de dois resultados de derrota no BR-12. O Grêmio teve a partida sob controle quando estava 11 a 11 e mesmo no segundo tempo, com um jogador a menos, fazendo duas linhas de quatro atrás de Moreno e encaixando alguns bons contra-ataques até fazer o terceiro gol e matar a Raposa de Celso Roth.

O gol do Cruzeiro veio nos acréscimos, depois de um pênalti bem marcado pelo atrapalhado árbitro. Atrapalhado como o time de Roth, que se desmanchou no segundo tempo para ir pra cima do Grêmio, ficou sem nenhum lateral e criou muito pouco.

Gil Leonardi/Lancepress!
A equipe do Grêmio teve atuações incorrigíveis. Sem dúvida os maiores destaques são Marcelo Moreno, autor de dois gols, e o volante Souza, desta vez mais ao lado de Fernando, marcando muito e saindo pro jogo na hora certa, sem desproteger o sistema defensivo. Fez uma linda jogada no terceiro gol gremista.

Com Zé Roberto e Elano nas meias, o Grêmio pareceu mais encorpado e, naturalmente, mais experiente. Os dois jogadores conseguiram fazer a aproximação dos setores e qualificaram o toque de bola gremista. Não foi por acaso os dois primeiros gols saíram pelo lado direito. O primeiro, depois de uma enfiada do Kléber, a bola chega até Elano na linha de fundo, que faz o cruzamento perfeito para a cabeçada de Moreno. No segundo gol, o promissor Tony faz boa jogada individual, vai até o fundo e cruza rasteiro, a bola chega no Moreno que, num toque sutil para trás, encontra o Gladiador, que finaliza a jogada. 

Nos três gols, o Grêmio teve bola trabalhada, troca de passe, aproximação, vitória pessoal e calma. A calma que não vinha tendo e, ironicamente, só veio depois de uma semana muito conturbada.

domingo, 8 de julho de 2012

Inter usa do contra-ataque para vencer o Cruzeiro no Beira-Rio

Assim como o Atlético-MG há uma semana, o Cruzeiro também desembarcou em Porto Alegre com velhos conhecidos do futebol gaúcho. Comandado por Celso Roth, a Raposa teve o zagueiro Léo, que atuou como lateral direito e faz bom campeonato na posição, teve o meia Souza e também os volantes Leandro Guerreiro, Willian Magrão e Tinga, que há poucos meses ainda jogava no Internacional. O Cruzeiro tem um bom time, continua se reforçando e não é de graça que dificultou muito as coisas para o Internacional.

Dorival admite que o Colorado ainda não joga o futebol que todos esperam, inclusive a comissão técnica. Uma série de desfalques e a falta de continuidade são os principais motivos alegados pelo treinador. No próximo domingo, quando recebe o Santos, mais uma vez o Inter não vai conseguir repetir o time. Oscar e Damião vão jogar as Olimpíadas e D'Alessandro está suspenso.

Contra o Cruzeiro, apensar das boas participações de Josimar e Élton, Guiñazu fez muita falta à equipe. É o argentino um dos responsáveis pela compactação do time, pela marcação mais agressiva e pela transição defesa/ataque. Os dois volantes escalados apenas marcaram.

Quem teve a posse de bola foi o Cruzeiro, que iniciou jogando no 4-3-1-2, com Tinga e Willian Magrão vindo de trás e apoiando Montillo na armação. Apesar do volume de jogo mineiro, o Inter marcou com correção a equipe de Roth. Devido a circunstância, restou ao colorado o contra-ataque. 

Sem o brilho dos ofensivos D'Alessandro, Oscar, Dagoberto e Damião, o Inter venceu pela efetividade. No habitual 4-2-3-1, que varia para o 4-4-2 conforme o posicionamento de Dagoberto, os dois gols vieram no primeiro tempo, depois de rápidas trocas de passes. 
Ricardo Duarte/ClicRBS
Durante a partida, o Inter encaixou poucas jogadas, sobretudo num segundo tempo todo cruzeirense. Roth jogou o Cruzeiro pra cima, adiantou Tinga, deslocou Léo de novo pra zaga e Magrão fez a lateral. Na frente, Wallysson fez boa parceria com Ramon, e Montillo ficou mais à vontade atuando pela esquerda. O Cruzeiro chegou ao gol mas o Inter soube segurar o ímpeto da Raposa.

Além da importante vitória colorada, que por enquanto coloca o Inter no G4, é positivo que Dorival faça a leitura correta do jogo e saiba que, mesmo jogando em casa, às vezes é bom negócio esperar o adversário e explorar o contra-ataque.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Balanço Inter 2011

A década do Colorado é tão boa que, até em ano de altos e baixos, se ganha dois ou três títulos no Beira-Rio. O primeiro ano de gestão do presidente Giovanni Luigi tem um Gauchão e uma Recopa Sul-Americana, além de um 5° lugar no BR-11 e a vaga na pré-Libertadores. Mais da metade dos clubes da primeira divisão trocariam seu ano pelo do Inter. 2011 foi razoável para o torcedor colorado. Porém, a temporada passou longe de não dar dor de cabeça aos vermelhos. Apesar de tudo, o ano do Internacional foi conturbado, principalmente fora do campo, como o episódio das reformas do estádio, que ainda se estendem.
Foram duas trocas de treinadores - ou três, contando o mês que Gilmar Loss trabalhou como técnico interino. Teve a polêmica demissão de Falcão, com três meses de trabalho, e a queda do departamento de futebol comandado por Roberto Siegmann, revelando que o clima de vestiário era péssimo no Beira-Rio. As entrevistas dos envolvidos Siegmann, Falcão e Luigi, na época, foram constrangedoras. Fala-se que o clima com os jogadores também não era dos melhores. Alguns alardeavam que o grupo era dividido em três.
Sempre lembrando que antes de Falcão tinha o inesgotável Celso Roth, sobrevivente do Mazembazzo no Mundial de Clubes. Roth seguiu comandando o clube até o limite, até onde deu, até que os sócios colorados decidiram parar de pagar o clube. Falcão veio, Renato já estava por aqui, e o clima era de festa no RS. Festa que não entrou em campo, não sustentou trabalho nem de um, nem de outro. A eliminação precoce na Libertadores foi um balde de água fria nas duas torcidas, que sonhavam com um clássico na competição continental. 
Paulo Roberto Falcão tentou implantar no Inter uma ideia de futebol europeu, com jogadores cumprindo várias funções, posse de bola, e uma armação de jogo descentralizada, sem a figura clássica do camisa 10. Fez a famosa duas linhas de 4, no 4-4-2 em que D'Alessandro e Andrezinho jogavam bem abertos, e Zé Roberto fazia companhia para Damião no ataque. Nessa formação o Inter viveu um de seus melhores momentos no ano, ganhou o Gauchão e chegou a entrar no G5 do BR-11.  Mas não resistiu à incompreensão pública e nem aos poucos resultados ruins. Mais pra frente, já na era Dorival Junior, os melhores resultados do Inter, incluindo título da Recopa e vaga na pré-Libertadores, a equipe jogou num 4-4-2 muito similar ao de Falcão, mas sem Zé Roberto e Andrezinho.
O que 2011 deixou evidente para o futebol do Inter é a necessidade de rejuvenescer o grupo de jogadores. Pois se não estão desgastados pela idade, estão desgastando com o clube ou com a torcida. Ou até mesmo acomodados, ganhando um bom salário, mas sem nenhuma motivação para disputar título. Caso mais evidente é o de Bolivar, de uma péssima temporada tecnicamente. Jogadores como Tinga e Guinazu seguiam o mesmo caminho, mas melhoraram de rendimento no final do ano, é provável que sejam mantidos.
Para pensar no Tri da Libertadores, ou no Tetra do Brasileirão, o Inter precisa de contratações, precisa de menos conturbações políticas e mais foco na bola. Mas também precisa ser coerente, dar respaldo ao treinador, pois Dorival é bom profissional, ainda jovem, anseia por títulos, e não pode ser tratado como foram tratados Roth e Falcão.
Se há uma palavra que resuma o ano colorado, esta seria Damião. Esteve aqui no Beira-Rio o jogador brasileiro que quase dividiu os holofotes com Neymar. Leandro Damião foi um fenômeno, empilhou gols e ostentou um exuberante preparo físico. Centroavante que dentre muitas qualidades técnicas, também pode ser chamado de trombador. Um pena sua lesão na metade pro fim do ano, acabou atrapalhando sua guinada na Seleção e a briga pela artilharia do BR-11. Ainda sim, um brilhante Damião.


domingo, 11 de dezembro de 2011

Balanço Grêmio 2011


Com um time que terminou em alta a temporada de 2010, com um esquema encaixado, com o goleador do campeonato, com uma vaga na pré-Libertadores, com um ídolo comandando o time fora de campo. O torcida gremista tinha muita empolgação com o que poderia ser o 2011 gremista. A expectativa de ter Renato Portaluppi e Ronaldinho Gaúcho juntos, potencialmente grandes ídolos do Grêmio, foi uma hipótese real, mas que frustrou torcedor e clube ainda em janeiro.
Ronaldinho não veio - e esta história todo mundo já sabe. Talvez tenha sida essa a grande complicação do Grêmio no início da temporada. Paulo Odone apostou demais na vinda do desafeto gremista, o que acabou tomando dois meses (dez/10 e jan/11) de atenção exclusiva à negociação, que acabou não se confirmando. O Grêmio só não trouxe Ronaldinho como também perdeu o artilheiro Jonas, perdeu o lateral Fábio Santos e o zagueiro Paulão. Os que vieram não deram certo, como Gilson, Rodolfo, Carlos Alberto e Escudeiro (este só veio a jogar bem com Roth, no segundo semestre). Ou seja, o Grêmio piorou de um ano para o outro, desagregou jogadores e não conseguiu recompor com qualidade.
Faltou bola na Libertadores, faltou bola na primeira parte do BR-11 e, por incrível que pareça, faltou bola também numa final de Gauchão em que o Grêmio teve vantagem em dois momentos. Primeiro quando ganhou o turno inicial e poderia ter ganho o segundo turno e levado o título direto. Depois na finalíssima, quando venceu por 3 a 2 dentro do Beira-Rio, cedeu o mesmo resultado para o Inter no Olímpico e acabou perdendo nos pênaltis.
Sem dúvida é um dos piores anos da história do Grêmio. Além de não vencer título algum, perdeu jogos importantes dentro do Olímpico, ficou com um inexpressivo 12° lugar no BR-11, brigou para não cair boa parte do campeonato, trocou de treinador três vezes (ou quatro, levando em conta que Caio Junior foi contratado ainda em 2011), e tomou duros golpes como a sempre conturbada demissão de um ídolo e mais uma recusa indesejada de Ronaldinho Gaúcho. Sem contar a simbólica derrota no Rio de Janeiro, no 1° turno do BR-11, aquele 2 a 0 para o Flamengo, que o ídolo recente da torcida, o irregular Victor, entregou o segundo gol constrangedoramente para Ronaldinho. Um grande resumo da década sem títulos do Grêmio, que em 2001 venceu sua quarta Copa do Brasil e desde então se contenta com Gauchões, um título da segundona, e algumas boas campanhas. Nada comparado ao que o clube já conquistou em outros tempos.
Depois da breve e equivocada passagem de Julhinho Camargo, teve ainda a volta do eterno Celso Roth, que de tão eterno também é passageiro, e não comandará o Grêmio na próxima temporada. Roth deu ao time o padrão de jogo que não aparecera em 2011, fixou a equipe num 4-2-3-1 que funcionou enquanto o elenco teve gás e motivação para alçar vôos maiores na competição nacional. O gás acabou antes da motivação, e o campeonato antes do Grenal da última rodada, naquele 1 a 0 colorado.
Foi um ano repleto de equívocos no Estádio Olímpico, de todas as instancias, desde o discurso falido da direção, tão quanto as contratações insuficientes, passando pelas erratas das três comissões técnicas em momentos capitais da temporada, até chegar na torcida, que vaiou Douglas o ano inteiro, sendo que o 10 é o melhor jogador do elenco, o único que ao menos chuta a gol mais de duas ou três vezes no jogo.
2012 ainda é uma incógnita. Como sempre é o começo de ano de qualquer clube.  Kléber é bom jogador, mas vai corresponder o investimento? Caio é bom treinador e ainda tem o apetite de ganhar títulos, mas isto basta? Paulo Pelaipe diz que terá o grupo fechado até a virada do ano. Até que ponto isto é possível? E a Arena, que deve inaugurar no final de 2012, pode representar um salto de patamar como clube de futebol, como representou o Olímpico na metade do século passado?
 De 2012 ainda não sei. Porém, esse ano já acabou, e inegavelmente foi um péssimo ano.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Rivalidade maior que o clássico

Passou desapercebido o fato de o Grêmio ter dado uma mãozinha ao Internacional com a vitória de 4 a 2 sobre o Flamengo. Poucos torcedores gremistas comentaram antes e depois do jogo, assim como poucos colorados não torceram para que Ronaldinho Gaúcho viesse ao Olímpico e vencesse o Grêmio, machucando o ego de torcedor e instituição, mesmo que isto custasse uma distância maior do G5 para o Colorado.
Parece que enquanto Ronaldinho Gaúcho ainda jogar futebol profissionalmente, a rivalidade entre Grêmio e R10 será mais perturbadora ao torcedor que a rivalidade grenal. Mesmo que esta rivalidade parta apenas de uma das partes envolvidas, o Grêmio, é de se imaginar que Ronaldinho também cultive um sentimento especial quando o assunto é ganhar do Tricolor Gaúcho.
O jogo de domingo, no Olímpico, foi emblemático. Um público de 40 mil torcedores e certamente a maior vaia da história deste estádio que vive seus derradeiros anos.  A pressão da torcida não ficou apenas sobre Ronaldinho, mas também sobre o time do Grêmio. Tanto é que a equipe de Celso Roth, desfalcada de Rochemback, teve dificuldades de corresponder à expectativa. Mesmo jogando no habitual 4-2-3-1, o Grêmio deu para o Flamengo mais campo que o Flamengo esperava ter para jogar. E jogou. Num 4-4-2 bem brasileiro, os dois atacantes eram Ronaldinho e Deivid. O craque surdo pouco deu bola para os protestos que viam das arquibancadas e fez um grande primeiro tempo. Por dois momentos quase fez seu gol. Nos 2 a 0 do Mengão, Tiago Neves e Deivid fizeram.
Foi um belo jogo de futebol. Mesmo com dificuldades de fechar os espaços lá atrás, muito pela lentidão de G.Silva e pela precária recomposição de Marquinhos e Escudero, ambos em tarde pouco inspiradas, lá na frente o Grêmio deu certo trabalho ao goleiro Felipe, que evitou por duas vezes o gol de Douglas, o que não ocorrera no segundo tempo. Apesar dos dois gols de André Lima e o golaço de Miralles, o Douglas foi a referência técnica do Grêmio, fez boa partida, chamando a responsabilidade que deve ter aquele que veste a 10, e ainda foi o autor do terceiro gol tricolor.
O segundo tempo superior do Grêmio e a falência das principais virtudes do time de Luxemburgo deu-se, principalmente, após a mudança de Roth no intervalo. O treinador tirou o zagueiro Saimon, de 19 anos, nervoso com o tamanho do confronto, ainda mais pelo fato de ser gremista de criação, e estar amarelado. Adilson entrou, assim G.Silve foi recuado pra zaga e o meio-campo do Grêmio ganhou mais vitalidade na marcação e uma experiência salutar no setor defensivo. Deu certo.
Foi uma vitória histórica, para lavar a alma do torcedor e não rebaixar ainda mais uma instituição que não vive seus melhores anos. Contudo, uma vitória simbólica, de muito pouco efeito prático na tabela gremista, mas de uma importância significativa para as pretensões coloradas.

domingo, 23 de outubro de 2011

Grêmio, Inter e a bobeada do século!

O PoA Geral está há quase três semanas parado por conta de uma reforma lá em casa que me impossibilitou de conectar a internet em casa, à noite. Pois as coisas estão voltando pro lugar, a poeira está baixando e o computador voltando a funcionar aos poucos. Então que este nobre blogueiro decide que é hora de voltar!
Nesse tempo não comentei alguns jogos da dupla, e agora volto nessa rodada quase que patética de Grêmio e Inter. Num contexto geral, talvez nem sejam estes resultado tão ruins, visto que o Colorado empatou com o então líder Corinthians (que perdeu a liderança pro Vasco ao término da rodada) e o Grêmio empatou fora de casa com um América-MG desesperado, lutando contra o rebaixamento. Mas isto aliviando muito a barra de Celso Roth e Dorival Junior.
A dupla Grenal perdeu mais uma oportunidade de avançar na tabela, o mínimo que seja. Em ambos os jogos os dois times gaúchos estavam ganhando e com um jogador a mais em campo a maior parte do tempo e levaram o gol de empate depois dos 40 minutos do segundo tempo. Há certa diferença no nível de dificuldade das duas partidas. Mesmo que no Beira-Rio, o adversário do Inter era muito mais qualificado e impetuoso que o América de Minas, entretanto, o tamanho da bobeada é o mesmo.
Outro fato comum nos dois empates com gosto de derrota é incapacidade de Inter e Grêmio definir um jogo, transformar controle de bola em chances de gol. Apesar de o placar final apontar empate e um pontino na tabela, a dupla Grenal perdeu pra si, mais pelos seus defeitos que pelas virtudes dos adversários. Tudo coerente com o 2011 decepcionante dessas duas equipes.
Pode mudar? Pode, mas não é a tendência.

domingo, 25 de setembro de 2011

Grêmio recupera pontos na Ressacada

Momentos antes de Avaí e Grêmio se enfrentarem, especulava-se - e isso por conta dos treinos - que Celso Roth mudaria sua equipe desmanchando o 4-2-3-1 e remontando o Grêmio num 4-3-1-2, com três voltantes, meio-campo em losango e dois atacantes. Esta formação acabou não se confirmando e Roth manteve a equipe  dos últimos jogos. O treinador acertou. Não faria bem ao Grêmio mudar algo que deu mais certo que errado, mesmo depois de duas derrotas consecutivas.
Na partida contra um Avaí em situação complicadíssima no BR-11, o Grêmio conseguiu manter um controle emocional do jogo que foi importante para que o resultado final fosse a vitória gremista. Além do controle emocional, o controle da bola. Da boa partida dos três meias que dão toda a dinâmica do jogo tricolor, apenas uma ressalva: precisam entrar mais na área, fazer companhia a André Lima.
Com a volta de Julio Cesar na lateral-esquerda, Escudero voltou a jogar bem. Fez toda a jogada do segundo gol, que acabou no rebote para Douglas marcar segundos depois de iniciar a segunda etapa. No primeiro tempo, quem abriu o placar foi Mário Fernandes, que aproveitou a bobeada do volante Batista na frente da área. Mário estava merecendo um gol pelas suas atuações desde que assumiu a lateral como titular e como profissão, deixando a função de zagueiro para emergências. Já o volante Batista ficou marcado pela torcida, Toninho Cecílio o retirou no intervalo e, perdendo de 1 a 0, colocou mais um atacante em campo.
O Avaí só melhorou quando o Grêmio relaxou e quando achou um gol aos 24 minutos do segundo tempo. O time catarinense cresceu animicamente, avançou suas linhas e naturalmente empurrou o Grêmio para trás. As providências de Roth forma essencial para que o resultado persistisse em 2 a 1 para o Grêmio. O treinador retirou o pouco combativo Marquinhos e pôs Adilson para marcar no setor direito de defesa e trocou André por Brandão (esta, de efeito nulo). No 4-3-2-1 o tricolor se defendeu bem e tinha boas possibilidades de contra-ataque.
Fica do jogo os três pontos, a continuidade da equipe e a boa expectativa para as duas próximas rodadas, que o Grêmio enfrenta Cruzeiro e Santos no Olímpico e pode retomar a boa tragetória no BR-11. De negativo, André Lima e Brandão, que ainda devem muita bola e muito gol.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vitória fora de casa afasta o Grêmio do perigo

Tivesse o Grêmio com outra sorte, em outra fase, como já esteve recentemente, meu palpite era de que o Bahia empataria no segundo tempo. Mas como a fase é boa no Tricolor Gaúcho, a targédia do gol no final do jogo não ocorreu. Até porque Victor parece ter voltado à velha forma. Fez uma defesa absolutamente espetacular aos 42 do segundo tempo, depois de cabeçada à queima roupa de Jones.
A segurança de Victor e a boa partida é fator de destaque no Grêmio que venceu o Bahia por 2 a 1 na estreia do técnico Joel Santana, em Salvador. Mas o que novamente se sobresai é o o trabalho de equipe, sobretudo no primeiro tempo arrasador, que poderia ter sido mais que 2 a 0. Com o 4-2-3-1 consolidado, um Julio Cesar voando pela esqueda, se entendendo muito bem com Escudero, que voltou a marcar. Com um Douglas afim de jogo, de um drible sensacional na jogada do segundo gol. Bem verdade que o 10 gremista perdeu um pênalti, que o juiz perdeu de não marcar, pois não existiu. O primeiro gol, anotado por Brandão, dá nova vida a esse jogador dentro do grupo, o que pode fazer, inclusive, que o titular André Lima cresça de produção.
Sem dúvida uma vitória repleta de aspectos positivos, que dão ao Grêmio melhor expectativa nesse BR-11, afinal já soma 27 pontos e ocupa a 13° posição. Contudo, houve uma baixa significativa de rendimento na segunda etapa. Joel mexeu no Bahia, mexeu na característica da equipe, fez seu time mais veloz e mais aberto. Maranhão contribuiu pela esquerda de ataque e Carlos Alberto quando não segurou a bola excessivamente, fez o time jogar. Roth então mudou o Grêmio, remontou o time no 4-3-1-2, com os volantes Adilon e Fernando marcando pelos lados. Manobra que travou o Bahia, que também demostrou sinais de cansaço devido ao ritmo intenso.

domingo, 28 de agosto de 2011

Vitória no Grenal dá novo fôlego ao Grêmio

A situação do Grêmio no BR-11 determina que cada jogo disputado seja da importância de uma final de campeonato. Como vitórias não são constantes, cada uma conquistada tem um significado de recomeço, de um fôlego a mais na luta contra o rebaixamento e a expectativa de encaixar uma equipe e uma sequencia de resultados positivos, tão vital dentro de qualquer campeonato de pontos corridos.
Dentro deste contexto, uma vitória em clássico se mostra muito importante que qualquer outra. E o Inter chegava para o Grenal com status de favorito, respaldado pela recente conquista da Recopa Sul-America, sobre o Independiente. Um Internacional que, além do título do meio da semana, mantinha uma sequencia de bons resultados e um time que estava entrando nos trilhos, com o mesmo 4-4-2 que perdeu o clássico para o Grêmio, mas que não contou com Guiñazu e Nei, suspensos, e D'Alessandro, este lesionado. 
Dos méritos que qualquer vitória pode ter, esta do Grêmio tem um em especial. Conseguir anular o grande trunfo colorado em 2011, Leandro Damião, é significativo dentro da história do clássico 388. Trabalho árduo para a dupla de zagueiros Saimon e Vilson que, com Mário na direita e o estreante Julio César na esquerda, consolidaram a boa atuação do sistema defensivo gremista. No 4-2-3-1 de Celso Roth, sem G.Silva, com Fernando jogando ao lado de Rochemback, com Douglas, Marquinhos e Escudeiro fazendo uma linha de três armadores e André Lima trombando com a zaga colorada, o Grêmio fez uma partida segura, muito aplicado, se preocupando em anular o que o Inter tem de melhor e com a disposição de correr mais que o adversário.
Nem Oscar nem Andrezinho, Dellatorre - e depois Jô - também não, muito menos Damião. A virtude colorada que conseguiu furar o bloqueio tricolor foi o letal zagueiro Índio, empatando o jogo 10 minutos depois que Marquinhos abriu o placar no Olímpico.
Dorival Junior demorou a mexer no time. A substituição do intervalo, sacando o apagado Dellatorre e colocando um inexpressivo Jô, não mudou em nada a estrutura do time e nem o panorama do jogo. O Grêmio continuou controlando as ações no segundo tempo. Entretanto, como na primeira etapa, poucas chances de gol de ambos os lados. O gol da vitória gremista veio do pênalti bem cobrado por Douglas. Infração corretamente assinalada pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique.
O Inter e a continuidade do trabalho de Dorival não deve sofrer grande influencia dessa derrota no clássico. O Internacional continua no bolo que briga pela vaga na Libertadores, está em 8° lugar, com 27 pontos. Para o Grêmio, é uma vitória que vale muito. Em termos de tabela, os meso três pontos de qualquer outra vitória, que leva o tricolor aos 21 pontos, continua há três da zona do rebaixamento, na 15° posição, mas que agrega muito na questão anímica do grupo. Como para Victor, de retrospecto negativo em clássicos, como para Escudeiro, um dos melhores em campo e que ainda encontra dificuldades para se afirmar no Grêmio, o mesmo vale para Marquinhos, autor de um dos gols.
 

domingo, 14 de agosto de 2011

Grêmio e a necessidade da vitória

É tão óbvio dizer que um time precisa vencer, que precisa fazer gols. Afinal de contas, não há outro jeito de galgar posições melhores e disputar qualquer coisa dentro de um campeonato. Mas às vezes uma vitória pode significar mais que os três pontos, e é o caso da vitória de 2 a 1 do Grêmio contra o Fluminense.
O time de Celso Roth tinha a necessidade eminente de vencer em conta da sua situação na tabela, muito próximo da zona do rebaixamento. Mesmo com a vitória, no fechamento desta rodada do BR-11, o Grêmio ocupa a 14° posição, a perigosos 3 pontos (tem 18) do primeiro rebaixado, CAP, que hoje tem 15. Entretanto, acompanhado da vitória, vem uma dose de confiança que há muito esse time do Grêmio não tinha, e que precisa demais. Sobretudo um jogador como Marquinhos, ainda pouco à vontade no Olímpico, sem a simpatia da torcida. Seus dois gols podem significar um recomeço para esse jogador dentro do Grêmio.
O Tricolor jogou num 4-3-1-2, com muita aplicação mas em péssima jornada técnica. A não ser em bolas paradas e na jogada do primeiro gol de Marquinhos, pouco fez o Grêmio para ameaçar Diego Cavallieri. Mas nem sempre é preciso jogar bem, isso vem com o tempo, porém as vitórias tem de ser imediatas. Esse é um mérito que Celso Roth conseguiu em dois jogos.
Victor vinha de um bom jogo contra o Palmeiras, mas voltou a falhar no gol do Fluminense, depois do cruzamento de Carlinhos, quando saiu e não achou nada, deixando o gol livra para Fred. Não é o maior, mas é um problema que o Grêmio tem, a má fase de Victor. Acontece um relação mútua de insegurança, pois o goleiro não tem confiança na zaga e sai em todas as bolas aéreas, até nas que não precisa, da mesma forma que os zagueiros não confiam nas saídas de Victor. É preciso chegar a um acordo, Victor tem de sair menos, ficar mais embaixo das traves, onde é incontestável.
O Fluminense é um bom adversário, jogou no campo do Grêmio e teve posse de bola, só não conseguiu furar a marcação do Tricolor, mas rondou a área gremista o jogo inteiro. Entretanto, não deve ameaçar um campeonato que tem cada vez mais Corinthians e Flamengo como favoritos. Esta é uma vitória que pode dar novo fôlego ao Grêmio.

sábado, 6 de agosto de 2011

Mais uma estreia de Celso Roth

E aconteceu de novo - como em alguns anos certamente vai acontecer no Beira-Rio -, Celso Juarez Roth está de volta ao Grêmio. Veio para assumir um pepino na forma de time de futebol, uma equipe que já teve dois treinadores e pouco evoluiu de janeiro pra cá. O Grêmio de 2011 ainda não deu certo, nem dentro nem fora de campo. A opção de trocar o departamento de futebol, a preparação física e o técnico é mais uma tentativa de Odone acertar alguma coisa fora de campo. Dentro de campo, agora a bronca é com Celso Roth.
Certamente é um desafio e tanto estrear fora de casa contra um Palmeiras bem colocado no BR-11, de um trabalho consistente do Felipão de um ano à frente de equipe, de um Palmeiras com bons jogadores como Kléber, Maikon Leite, Valdívia e Marcos Assunção. Por tudo isso, aliado a péssima fase tricolor, o ponto conquistado nesse empate de 0 a 0 contra o Verdão pode ser considerado um bom começo para Celso Roth.
Seria muito forte dizer que o Grêmio evoluiu de quinta à sábado, mas o Grêmio mudou sensivelmente. A mudança mais significativa talvez tenha sido o retorno de Lucio ao meio-campo e Bruno Collaço entrando como lateral-esquerdo. O Leandro atuando como meia-extremo pela direita não é novidade, Julinho Camargo já vinha utilizando o garoto por ali, e variando o esquema entre o 4-4-1-1 e o 4-2-3-1. Na linha de três meias, Celso preferiu Lúcio ao Escudeiro, que entrou só no segundo tempo, e não foi bem - Marquinhos da mesma forma.
Num jogo equilibrado, de um Palmeiras com mais tranquilidade para manter a posse de bola, principalmente porque Valdívia foi mais participativo que Douglas pelo Grêmio, o Tricolor se defendeu bem. Adilson de lateral-direito fez boa partida e Victor atuou com segurança e fez as defesas de se espera dele. Com a bola no pé, o time sentiu a partida abaixo da média de Rochemback, ainda necessita que Douglas saia do meio para encostar nos dois meias abertos e, sobretudo, é dependente demais da iniciativa pessoal de Leandro, que inclusive teve a bola do jogo quando tentou encobrir o Marcão. Mesmo com a bola do jogo a seu favor, o Palmeiras arriscou mais à gol e Victor teve mais trabalho que o arqueiro palmeirense.
O que pode servir de consolo para a torcida gremista, além de um ponto na bagagem, é a atuação razoável, segura defensivamente, sem levar gols, da qual se pode partir para um novo momento, de uma equipe mais equilibrada e confiável. É para isso que Celso Roth voltou.
  

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Tática - dos pontos fracos da nossa imprensa esportiva

Pode até ser uma impressão equivocada. De 2010 para cá, a imprensa do RS especializada em futebol tem batido muito nos treinadores da dupla Grenal. E, não são raras as vezes, se apega à questões de nenhuma importância ou sem nenhum fundamento futebolístico aceitável.
A ferida começou a ser aberta há alguns anos, talvez dois ou três, e alcançou o estágio crítico a partir da Copa do Mundo de 2010. É o "Monstro da Análise Tática". A discussão de ordem tática, que era feita por poucos jornalistas, alguns em veículos de tevê fechada, ganhou espaço na internet e se expandiu através dos blogs. Inevitavelmente a grande mídia teve de absorver essa tendência de jornalismo. O esquema 4-2-3-1 ficou muito em evidência na Copa do Mundo, a imensa maioria das seleções jogaram com essa formatação e ficou impossível de ignorar esse fato e não discuti-lo. Mas discutir sabendo o fazer?
Para os analistas e repórteres do Rio Grande do Sul é inconcebível ganhar um jogo tendo apenas um atacante em campo. Como se só o atacante atacasse. Esse tipo de simplificação é prejudicial à discussão e, por consequência, informa errado o espectador/ouvinte/leitor e cria no clube um clima de muito desconforto, até porque nem todo dirigente sabe tanto assim de bola quanto deveria. Assim, cai Celso Roth, cai Silas, cai Fossati, quase cai Falcão, quase cai Renato.
Não existe só o 4-4-2 e o 3-5-2. Não dá para esquecer que em 2010 o Inter venceu a Libertadores no 4-2-3-1. Assim como a Espanha venceu na Copa do Mundo. O Barça ganha tudo no "faceiro" 4-3-3. Ai de Falcão escalar o Inter num 4-3-3; ou de Renato, de tentar um 4-1-3-2, como já tentou e deu errado esse ano, e como deu muito certo no Estudiantes campeão na Libertadores de 2009. No Olímpico ou no Beira-Rio, quem não montar sua equipe no 4-4-2 abrasileirado, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes, das duas uma: ou é retranqueiro ou é ofencivista demais.
Grêmio e Internacional estão longe de ter uma temporada incontestável. Mas que se conteste com maior embasamento e critério. Sábado passado, Portaluppi foi crucificado por escalar um 4-5-1, com apenas Viçosa no ataque e um Gabriel inventado no meio de campo. Perdeu de 3 a 1 para o bom São Paulo, no Morumbi. E perdeu só pelo esquema e pela invenção? Renato tentou um 4-4-1-1 que tivesse rapidez de se fechar e defender pelos lados e a capacidade de sair em bloco, com as chegadas dos wingers Lúcio e Gabriel passando e dando a opção de Douglas lançar. Não deu certo porque lá na frente o Viçosa não soube reter a bola, Douglas não soube jogar de costas para a área, e a linha de quatro no meio muitas vezes não foi uma linha de quatro. O que quero dizer é que também poderia ter dado certo, e o fracasso pelo esquema diferente não pode ser uma obviedade, como parece ser para tantos.
Facão está batendo de frente com as análises equivocadas que recheiam os comentários da imprensa gaúcha. E quem bate de frente com a imprensa apanha, é taxado de chato ou professor pardal quando fala de tática nas entrevistas coletivas.
Os jornalistas estão expostos. Poucos entendem ou conseguem ler esquemas táticos. Aí atacam, falam que é bobagem, que treinador não ganha jogo, só atrapalha, que só o jogador faz a diferença, que esse ou aquele não podem jogarem juntos, ou devem jogarem juntos, que três volantes é absurdo, que três atacantes é absurdo. Quem não entende desprestigia, então simplificam demais o futebol e a discussão acerca do tema, tornando-a muitas vezes supérflua.
E volto a repetir, Renato e Falcão, Grêmio e Inter, ainda estão devendo muita bola. Mas debate tido como especializado também está devendo e precisa subir de nível.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Celso Roth, ex-Inter

Há dez meses, Celso Roth deixava o Vasco para assumir o Internacional pela terceira vez. Ou a quarta, considerando que trabalhou nas categorias de base em 1993 e 1994. Em junho de 2010 o Inter decidiu por trocar o comando técnico prestes a jogar uma semi-final de Libertadores. Até ali, chegara aos trancos e barrancos, sob o comando de um Jorge Fossati que vencia, mas não convencia e pouco fazia o Inter jogar.
Curiosamente, a situação de Fossati se assemelha a do Roth em 2011. E assim vem desde a bisonha derrota para o Mazembe, no Mundial de Clubes, em dezembro - momento, talvez, mais adequado para trocar o treinador. O Inter de 2011 faz boa campanha na Libertadores, vai razoável no Gauchão, mas não joga o futebol que pode jogar, ou o futebol que a imprensa quer que jogue ou o que a torcida quer que jogue e empolgue.
Roth não mostra os dentes para a imprensa, não é de sorriso fácil. Fator que o prejudicou a carreira inteira, pois Roth tem lá suas virtudes, tem competência, sabe de bola. Mas sabe muito pouco ser flexível, tanto no trabalho de campo quanto no trabalho com o público. Não conquistar a simpatia da imprensa esportiva, especialmente no RS, pode ser fatal. Não que tenha sido desta vez específica, mas batem em Roth além da conta. E isso reflete na arquibancada, no clima desfavorável que se cria entre torcida e técnico. O diretor de futebol do Inter foi taxativo na coletiva que anunciou a saída de Celso. Falou Siegmann: "Não tenho como negar que a forte pressão da torcida colaborou na decisão."
Pauta frequente durante esses dez meses de Roth no comando colorado foi o esquema de jogo. Muito discutiu-se, a maioria das vezes sem embasamento nenhum, sobre a opção por um atacante ou três volantes. Quando chegou, para enfrentar o São Paulo na semi-final da Libertadores, Celso Roth montou o time conforme a tendência que seguiam (seguem) os grandes clubes do mundo, inclusive a Espanha campeã do Mundo aquele mesmo mês, no 4-2-3-1.
O diferencial é que na Libertadores o Inter tinha Taison que, pela esquerda na linha de três meias, dava toda a mobilidade e dinâmica que o time precisava. Depois do Bi, Celso Roth perdeu esse jogador, mas não perdeu a teimosia. Pecou por insistir demais e ver seu time jogar de menos. Nem Sobis, em 2010, nem Zé Roberto, em 2011, fizeram o que se espera de um meia que atua pelos lados num 4-2-3-1.
Com Celso Roth, teimosia e convicção se confundem, o que acaba pesando muito no histórico de sua carreira no futebol. No Inter, apostando e rasgando elogios a Wilson Matias e Zé Roberto, puxando a orelha de D'Alessandro e Oscar, dando entrevistas infelizes e perdendo para o Mazembe (não sozinho, diga-se!) com Alecssandro de titular e Damião no banco, Celso Roth construiu um ambiente completamente desfavorável para seguir trabalhando, e acabou pagando por isso. A derrota e a atuação contra o Jaguares foram apenas gota d'agua.

Em 51 partidas oficiais nesta passagem, venceu 25, perdeu 12 e empatou 14. Com um título da Libertadores no armário, não dá para dizer que foi negativa a terceira passagem pelo Beira-Rio, só podia ter sido mais glamurosa. Mas isso, fica para uma próxima...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Internacional 4x0 Jaguares

Até que fizeram boa partida de futebol o Colorado e a equipe mexicana. O ritmo baixou após os 30min do segundo tempo. Também pudera, o Inter já vencia por 3 a 0. Fez o quarto no apagar da luzes, aos 45. O gol de Oscar, um belo chute de fora da áera, foi o único com bola andando. Os dois gols de Bolatti, o volante galã e artlheiro, mais o gol de Damião, foram frutos de jogadas de bola parada.
Mesmo com um 4 a 0 e a liderança do grupo 6, não foi o jogo dos sonhos para o Colorado que foi ao Beira-Rio assistir ao time de Celso Roth, que não contou com o maestro D'Alessandro, de novo não teve Tinga e continua sem Sobis e Bolivar. O Internacional jogou num esquisito 4-4-2. Por que esquisito?
Porque era para ser um losango no meio, com Matias de cabeça de área, Bolatti mais à direita, Guinazu à esquerda e Zé Roberto como ponta de laça. Mas acontece que o Guina não foi nada, nem meia, nem volante. Dificultou bastante o rendimento do Inter, aliado à ausência de D'Alessandro e ao bom toque de bola do Jaguares, o Inter pouco teve o controle do jogo. Parece mentira minha, pois foi 4 a 0. QUATRO A ZERO!
Cavenaghi não fez grande partida, não foi bem quando saiu da área. Diferente de Damião, que repetiu outra boa performance e anotou mais um gol. Destaque mesmo foi a dupla de volantes, Matias e Bolatti seguraram as pontas no meio - o argentino ainda resolveu o jogo, marcando seu segundo e terceiro gol na competição.
Tivesse o Jaguares dois atacantes mais qualificados, seria mais difícil a vida do Internacional na partida. Os mexicanos jogaram num 3-5-2 ofensivo, com um volante plantado e outros dois meias apoiadores jogando ao lado de cada um dos alas. Destaque para o lado esquerdo do baixinho Rojas, que deu muito trabalho para Nei e Bollati.
Quatro a zero não tem como ser ruim, apesar do futebol do Colorado não ter sido dos mais vistosos, mas o Inter tem como ser melhor. Principalmente levando em conta quem ainda tem para entrar no time (ou para sair).
  

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O matador e o maestro

Sem dúvida nenhuma os grandes destaques do Inter nesse começo de temporada são D'Alessandro e Leandro Damião. Os dois comandaram a virada colorada no estádio Beira-Rio contra o Pelotas, neste Domingo. O 3 a 2 foi construído com três gols de Damião. Com a vitória, o Inter chegou aos 15 pontos e ficou na segunda colocação do grupo 1.
O Internacional entrou em campo com o time principal, no 4-2-3-1, com D'Ale, Tinga e Zé Roberto compondo o trio de meias e Damião como referência de ataque. O time de Roth repetiu a apatia de outros jogos, tocou demais a bola e foi pouco incisivo. Tanto que saiu perdendo, numa jogada de contra-ataque de Pelotas, que jogou num clássico 4-4-2.
Ainda no primeiro tempo, depois da boa descida de Kléber e o cruzamento, São Damião dá algo parecido com um peixinho, um belo gol de cabeça. Mesmo com o empate e com D'Alessandro passeando em campo, a equipe foi para o intervalo abaixo de vaias.
Tudo melhorou quando no segundo tempo o Inter não teve Tinga e contou com Cavenaghi ao lado de Damião. Com dois centroavantes e no 4-4-2, ao contrário do Grêmio, o Inter funcionou. D'Alessandro fez funcionar. Mais leve em campo, a virada veio ao natural, consagrando o jovem Damião.
Na quarta-feira o Inter estreia na Libertadores contra o Emelec, no Equador. A tendência é que Roth promova a estreia do volante Bolatti, mas ainda não se sabe quem sai do time. Damião continua e Cavenaghi segue no banco, pois ainda não está 100% fisicamente.
No sábado, pelas quartas de final da Taça Piratini, o Colorado recebe o Cruzeiro de Porto Alegre, no Beira-Rio.

Demais resultados e cruzamentos:
Novo Hamburgo 2 x 0 Grêmio
Caxias 1 x 0 Porto Alegre
São José 5 x 0 Santa Cruz
São Luiz 1 x 2 Cruzeiro
Ypiranga 4 x 2 Veranópolis
Canoas 2 x 2 Inter de Santa Maria
Lajeadense 0 x 0 Juventude

Grêmio x Ypiranga
Caxias x VEC
Inter x Cruzeiro
Juventude x São José

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Grêmio Prudente 0x3 Internacional

O Inter fez a lição e ganhou bem do Prudente, ao natural, com um placar elástico e justo. Fica do jogo, e deste Inter pré-Mundial, a novidade tática de Celso Roth. A variação aconteceu, entretanto, com os mesmo 11 titulares, o que pode muito bem configurar apenas um testo. O Colorado venceu jogando num 4-3-1-2 (ou 4-4-2 em losango), com Tinga recuando um pouco e fazendo a função de volante pela direita, Guina ocupando a faixa esquerda, Matias em frente à zaga, D'Alessandro na articulação e, finalmente, Sobis no ataque, ao lado de Alecssandro.

Me parece provável que Roth trabalhe com esses jogadores variações para o 4-2-3-1 dentro do jogo. Fica a dúvida se ele já vem trabalhando isso em treinamentos, ou só resolveu fazer isso agora. Afinal, o Inter já viaja quarta-feira...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jogou mas não jogou

O Inter entrou em campo para cumprir tabela e mostrar ao torcedor os 11 que jogarão como titulares no Mundial. O Vitória tinha muito em jogo, mas como fez na maior parte do BR-10, não jogou nada e vai para última rodada na zona do rebaixamento, quando tem confronto direto com o Atlético-GO.

O Colorado, dá pra dizer, jogou com um olho no peixe e outro no gato. Não é time para, jogando a valer, empatar com esse Vitória, dentro do Beira-Rio. Mas, por outro lado, Celso Roth já admite a possibilidade de não ser esse o time de Abu Dhabi. Na coletiva, falou que é possível  que no Mundial Sobis jogue centralizado e a linha de três meias seja formada por D'Alessandro, Tinga e Giuliano. Aí, faça-se justiça com Alecssandro, que não está bem e merece a reserva, com Giuliano, que tem bola para ser titular, e com Sobis, que tem tudo para ser o centroavante do time. Mas agora, Roth? Dava para ter feito esse time jogar mais vezes antes da viajem.

domingo, 21 de novembro de 2010

Botafogo 1x2 Internacional

É, faltou futebol ao Botafogo. Ao Colorado, sobrou vontade e um até surpreendente bom futebol. Para uma equipe que ainda disputa vaga no G4, se esperava mais do time carioca. O Fogão viu um Inter melhor, mesmo cheio de jogadores emergentes, jogando praticamente sua permanência no clube em 2011 e uma vaga nos 23 que vão disputar o Mundial em Dezembro.

Se cogitava que o Inter entregaria o jogo de olho numa possível classificação do Grêmio à Libertadores-11. Entretanto, numa análise fria da situação, não passa pelo Inter os méritos ou os deméritos do Grêmio no BR-10. A vitória Colorada no Engenhão é importante pela afirmação de Glaydson, a excelente atuação do goleiro Muriel, a boa surpresa que foi o lateral-esquerdo Massari, a efetiva dupla de ataque Sobis e Damião e o bom futebol da promessa Oscar.

Não tem efeito de tabela no BR-10. Para o Inter, tem efeito de Mundial.