segunda-feira, 19 de março de 2012

Filme de Segunda 60

Poder sem limites
Está aberta a porteira. O diretor estreante no cinema, Josh Trank, é o responsável por quebrar uma regra do cinema nos últimos anos. O filme Poder sem limites é um daqueles falsos documentários (ou mockumentaries), mas com uma diferença: não é um filme de terror ou de suspense. O longa é um filme de ação, que "documenta" a história de três adolescentes que adquirem superpoderes.

Não sou nada fã do gênero. Sinto falta de um roteiro melhor elaborado, sinto falta de mais personagens, sinto falta de uma fotografia melhor trabalhada. É raro um falso documentário me pegar. Poder sem limites é mais um dos filmes que não me ganhou. Mas tenho certeza que tem tudo para ganhar aqueles que gostam do gênero.

O filme de Josh Trank começa com Andrew Detmer (Dane DeHaan) filmando seu complicado cotidiano. Um cara tímido, que não tem amigos na escola, tem problemas de relacionamento com o pai e uma mãe doente em casa, que morre aos poucos em cima de uma cama sem ter dinheiro para comprar seus remédios.

Por algum motivo, o primo mais próximo de Andrew o leva à uma festa. É nessa festa que ele, o primo e mais um amigo acham um estranho buraco numa mata fechada na redondezas, de onde uma luz esquisita é emitida. É depois de entrar em contato com essa estranha radiação que os rapazes descobrem seus poderes telepáticos.

Tem um momento jackass forte no filme, quando os três, agora amigos inseparáveis, brincam em público com seus poderes. Após a descoberta e o aprimoramento das técnicas, o longa passa a nos mostrar os conflitos entre os amigos e os problemas que surgem a partir dos poderes.

Poder sem limites tem um ótimo argumento, uma história com início, meio e fim bem elaborados. Mas o formato é equivocado, poderia ser melhor explorado com alguns milhões a mais no orçamento. Entretanto, Poder sem limites é uma nova possibilidade para o futuro dos falsos documentários. Algo que não pode ser desconsiderado.

Gênero: Falso documentário, ação, drama
Duração: 83 min.
Origem: Reino Unido e EUA
Direção: Josh Trank
Roteiro: Max Landis e Josh Trank
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Censura: 10 anos
Ano: 2012
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
X Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo  

domingo, 18 de março de 2012

Grêmio e Inter começam a sobrar no Gauchão

Já se vão pouco mais de dois meses de trabalhos no Beira-Rio e no Olímpico e só agora, no segundo turno do Campeonato Gaúcho, é que a dupla grenal passa a jogar sem quase tomar conhecimento de seus adversários. É o tempo natural de maturação das equipes, tanto no sentido individual e coletivo (técnico e tático) quanto no preparo físico. Depois de três jogos na Taça Farroupilha, Grêmio e Inter somam 9 pontos, 100% de aproveitamento.

No jogo deste domingo, contra um Veranópolis até então invicto fora de casa, o Grêmio fez 4 a 0 logo no primeiro tempo, com uma facilidade constrangedora. O resultado final de 4 a 1 só não foi mais elástico porque Kléber Gladiador não fez partida inspirada e perdeu dois ou três gols "imperdíveis". Também porque a equipe de um mode geral baixou o ritmo e acabou vazando no sistema defensivo no final do jogo.

O Grêmio de Luxemburgo vai bem. Pelas exigências de momento, a dupla de zaga formada por G.Silva e Werley está muito bem, mas ainda precisa ser mais testada. No meio, o losango ainda é a melhor opção e, para Luxa, Marco Antônio é o articulador titular, porém, Facundo Bertoglio pede passagem e pode ser uma acréscimo à equipe.

No sábado, com facilidade também constrangedora, o Inter meteu 7 a 0 no Juventude. Depois da goleada no meio da semana, pela Libertadores, sem dúvida o colorado viaja para a Bolívia embalado e confiante para enfrentar o The Strongest, um time nota 5, mas que na altitude de La Paz consegue se equiparar com os grandes.

No Internacional, quem pede passagem é Dátolo. E o argentino tem lugar no time. Dagoberto que abra o olho e jogue mais, pois, do quarteto ofensivo, é quem está devendo mais bola. Dátolo foi apenas um dos destaques da goleada do sábado, e o jogo de sábado foi apenas um dos que o argentino se destacou. Sem dúvida, é opção no Beira-Rio.  


quarta-feira, 14 de março de 2012

Inter se recupera na frente de sua torcida

A derrota de 3 a 1 para o Santos, pela Libertadores, deixou um clima ruim no Beira-Rio. Não só pelo futebol jogado, mas também pela atitude em campo, pelas opções do treinador e pelas diversas declarações desencontradas de dirigentes, comissão técnica e jogadores. Por pouco o Inter não mergulhou em uma crise administrativa. A possibilidade de que Dorival Junior tivesse perdido o comando de vestiário chegou a ser considerada. Acho que não chega, e nem chegou, perto de acontecer.

O fator Neymar e a Vila Belmiro lotada ajudaram a amenizar as coisas no Colorado. A vitória contra o Santa Cruz, no Gauchão, também, embora fosse um apertado 2 a 1. O Inter precisava lavar a alma, como fez ontem, contra o fraco The Strongest. Na tabela, o time boliviano tem os mesmos 6 pontos que agora tem o Internacional, mas foram 6 pontos conquistados na altitude de 3,6 mil metros de La Paz. 

A diferença entre as duas equipes se mostrou astronômica. No primeiro tempo o Strongest se fechou, num 4-4-2, jogando com duas linhas e buscando contra-atacar. Não deu certo. O Inter teve a bola sempre no pé, e só atacou na boa, fazendo 2 a 0 muito cedo e se acomodando. Na segunda etapa os bolivianos tentaram correr atrás do prejuízo, montando um 4-3-3, mas de pouca eficiência, sem velocidade nem aproximação. A coisa ficou mais fácil para um Inter paciente e eficaz. Os outros três gols saíram naturalmente.

A escalação de Dorival Junior não teve surpresa, foi o habitual e correto 4-2-3-1. Se o treinador não pôde contar com D'Alessandro, lesionado, no centro da linha de três meias colorados jogou Dátolo que, junto com Oscar, ditaram o ritmo da vitória do Internacional. O argentino se encaminha para ser o que, nos últimos anos, foi Andrezinho para o Inter. A não ser que Dátolo coloque Dagoberto ou Oscar no banco.

Os três gols de Damião também são sintomas importantes para a equipe e para o próprio jogador. Dorival conversou com ele, pediu para o centroavante simplificar. Sorte do Inter que para Leandro Damião, o simples é fazer três.


terça-feira, 13 de março de 2012

Você viu? #15

Nesta segunda-feira (12), Ricardo Teixeira renunciou ao cargo de Presidente da CBF. Confira a seguir tudo o que, até agora, o PoA Geral recomenda ler sobre o assunto.

Sai que é não é mais sua, Teixeira!
Blog do Mauro Beting, 12 de março

Romário, sobre saída de Teixeira: 'Exterminamos um câncer do futebol brasileiro'
ESPN.com.br, 12 de março

Alexandre Kalil prega união de clubes por eleições na CBF já
Blog do PVC, 12 de março

Jornalismo B, 12 de março

Vi o Mundo, 12 de março

Conversa Afiada sobre a generosa reportagem do Jornal Nacional na noite desta segunda.