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domingo, 10 de novembro de 2013

Seis jogos sem marcar. Tem explicação?

Tem explicação. Não é exata, afinal se trata de futebol. Mas vai muito além da falta de sorte protestada por Renato, após a derrota de 3 a 0 para o Cruzeiro, em pleno Mineirão lotado. Primeiro o jogo: o Grêmio não jogou para levar três. No retorno do 3-5-2, o time de Renato Portaluppi defendeu-se bem até meados da segunda etapa, concedeu poucos espaços ao bom time de Marcelo Oliveira, que sendo o bom time que é, virtual campeão brasileiro, aproveitou cirurgicamente o que teve de oportunidade. Na frente, o Grêmio teve um Kléber e um Barcos mai próximos, tentandodo ser uma dupla de fato. Contudo, os atacantes gremistas voltaram a falhar nas finalizações. 

Dentre as milhares de variáveis dentro de uma partida de futebol, destaco sempre três fatores como os mais importantes para definir se uma equipe vence ou não um jogo. Quase que inventarialmente são eles: posse de bola, intensidade e ocupação de espaço. No Mineirão, o Cruzeiro teve 64% da posse da bola (Footstats), teve equilíbrio quando imprimiu intensidade para abrir o placar na primeira etapa e depois quando usou essa intensidade para marcar o Grêmio na segunda etapa e chegar ao segundo gol apenas aos 33 do segundo tempo, matando o time gaúcho animicamente e liquidando a partida aos 40 minutos, com a marcação do terceiro gol. Em contrapartida, o Grêmio não teve essa intensidade nem quando resolveu atacar, nem mesmo quando queria marcar o adversário, fundamentalmente a partir da metade do segundo tempo.

Ramon Bittencourt / Lancepress!

Porém, o que essa equipe do Grêmio mais carece no atual momento é de ocupação de espaço. Apesar dos três gols dese domingo, tem ocupado razoavelmente bem os espaços defensivamente. É na transição da defesa para o ataque que a equipe tem falhado feio nos últimos jogos. Dificilmente alguém diferente dos atacantes gremistas perdem gols. Falhas individuais? Certamente. Questão de fase ruim e incompetência: a bola não está entrando. Mas há uma falha coletiva, pois uma equipe é formada de 11 jogadores, e precisa que aconteça um certo rodízio nas micro-regiões do campo. Um exemplo básico é como joga o Barcos, saindo bastante da área. 

Não é difícil ver a área de ataque gremista desabitada. Se o Barcos está fora dela, cumprindo uma função tática muitas vezes determinada por seu treinador, é preciso que alguém, no mínimo, ocupe aquele espaço vazio. Seja um volante, um ala ou um segundo atacante. Isso é ocupação de espaço, compensação tática. É um quesito em que o Grêmio parece ter regredido nos últimos meses.

Portanto, não é só culpa da sorte, do Barcos, do Kléber, do Vargas e do Mamute. É um conjunto de situações, e só pode ser corrigido pelo Renato Portaluppi. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Inter de Fernandão ainda é incógnita

Imaginava-se - e o próprio clube projetava isso - que a partir do clássico Gre-Nal o Inter passaria a ter uma ideia de que time jogaria o segundo turno do BR-12. No domingo, contra o Grêmio, apenas Élton e D'Alessandro não estavam disponíveis. Mesmo contando com Dátolo e Dagoberto, Fernandão resolvou surpreender e escalar o lateral Kléber no meio-campo, ao lado de Fred.

Por circustância do clássico e da "necessidade" do mistério, o treinador colorado adiou uma possível fotografia do Inter pro segundo turno. Kléber, definitvamente, não vai ser meia. Vai seguir na lateral, com Fabrício indo para o banco - o que já é discutível. Dátolo e Dagoberto, que iniciaram no banco e entraram no segundo tempo, podem ser titulares na sequencia do BR-12, mas ainda não vai ser hoje, contra o Coritiba. Dagobero voltou de lesão e já foi suspenso pelo terceiro amarelo. Dátolo também, voltou há três jogos, jogou meio tempo contra o Corinthians, cumpriu suspensão contra a Lusa e jogou mais meio tempo contra o Grêmio. Sentiu o pubis duramte os treinos e não joga as duas próximas rodadas.

Levando em consideração que D'Alessandro pode voltar no domingo, contra o Flamengo no Beira-Rio, quer dizer que o Inter vai ter de esperar mais duas rodadas para conhecer um esboço de time. Pelo menos do meio-campo pra frente, pois, ao que tudo indica, Bolívar e Juan seguirão como titulates e Ygor e Guiñazu serão os dois volantes. Ficam em aberto mais quatro vagas para: Fred, D'Alessandro, Dátolo, Dagoberto, Forlán, Damião e Rafael Moura. Setes nomes.

Inevitavelmente,algum medalhão vai ficar no banco, e esta é sempre uma situação complicada de lidar. Será que o jovem diretor de futebol colorado, Luciano David, e o jovem treinador Fernadão, saberão conduzir esse processo de definição dos titulares?

Forlán já começa a ter sua titularidade contestada pela torcida. Dagoberto ainda não deslanchou em 2012, assim como o próprio D'Alessandro. Na bola, Fred e Dátolo renderam mais nessa temporada. Será que conta?  Acho que Fernadão ainda tem espaço e argumento para tentar fazer sua equipe ideal jogar. O meu Inter ideal para o restante da temporada está escalado no 4-2-3-1: Muriel; Nei, Moledo, Juan, Fabrício; Élton, Guiñazu; D'Alessandro, Forlán, Dagoberto; Leandro Damião.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A excelente vitória gremista e a crise no Inter

Grêmio 3x1 Sport
As duas últimas vitórias do Grêmio foram por 3 a 1 e ambas significam bem mais que apenas um bom futebol. São duas vitórias construídas de formas diferentes, mas que fortalecem o moral do time não como em um jogo normal. Ganhar fora de casa, de um adversário que se imagina seja adversário direto na tabela, jogando 45 minutos com 10 homens em campo, com dois gols de um jogador que passava a ser criticado no Olímpico, tem a mesma relevância anímica que descer para o intervalo perdendo de 1 a 0 e voltar para o segundo tempo para dar um passeio no adversário e virar o jogo para 3 a 1. São duas vitórias que vão além do futebol jogado.

Elano foi o destaque do Grêmio. Luxemburgo parece ter acertado o meio-campo com o quadrado formado por Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto. Na lateral, Tony é uma das grandes notícias do tricolor, foi responsável por inúmeras jogadas contra Cruzeiro e Sport. Na frente, o ritmo de jogo e o entrosamento entre Moreno e Kléber finalmente começa a fazer diferença.

O Grêmio ainda tem certa dificuldade contra equipes que se fecham e especulam no contra-ataque. Nesta quarta o time, agora mais experiente, demostrou mais paciência e triangulações, que são indispensáveis para furar sistemas defensivos muito fechados. 

O Tricolor fecha a décima rodada do BR-12 na boa 4° colocação, com 18 pontos.

Crise no Inter
A crise que se estabeleceu no Internacional depois da derrota de ontem, nada tem a ver com a derrota de ontem. Em Minas, aconteceu uma espécie de estopim ou, como preferirem, acendeu o sinal amarelo para Dorival Junior. Por toda a circunstância que envolvia o jogo, não há nada de anormal o Inter, desfalcado e com um jogador a menos, perder para um Galo que está embalado, é líder do campeonato, joga em casa, e tem um bom time de futebol.

O Inter poucas vezes agradou em 2012. Mesmo nas poucas vezes que teve todo mundo disponível. Afinal, Dorival reclama com razão quando alega as poucas oportunidades que teve de trabalhar com o grupo completo. Sem dúvida, lesões, suspensões e convocações prejudicaram o ano colorado. E são jogadores importantes, como Moledo, Kléber, D'Alessandro, Oscar, Dagoberto, Dátolo e Damião. Tinga e Sandro Silva, que já foram titulares a certa altura do ano, deixaram o clube. Dorival não conseguiu dar sequencia a uma ideia de time titular.

Outras questões que tomaram conta das manchetes coloradas durante o ano foram os casos de indisciplinas e desentendimentos de vestiário. Sintoma que não é de agora, e evidencia um grupo difícil de se trabalhar, que há anos passa pelas mãos de muitos treinadores.

Demitir Dorival seria entregar o futebol do Inter quase que exclusivamente ao bel prazer dos jogadores. Do contrário, os atletas também precisam sentir sua parcela de culpa na má fase do time. É cômodo para qualquer um no Beira-Rio deixar tudo recair nas costas do treinador.

Mais do que nunca Dorival precisa de respaldo da direção. O Inter precisa de trabalho técnico, tático e, importante agora, um pulso firme da direção dentro do vestiário. Trocar de técnico a toda hora relaxa o grupo, fragiliza o planejamento e demostra falta de convicção. Dorival é bom treinador e ainda tem lenha para queimar no Inter.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Inter, Santos e o jogão no Beira-Rio

Do meio para frente, Dorival Junior não contava com jogadores fundamentais de sua equipe. Oscar, D'Alessandro e Guiñazu teriam todas as condições de dar um algo a mais em favor do Internacional no jogaço que acabou em 1 a 1 no Beira-Rio. Ou talvez não, é do futebol. No primeiro jogo, em Santos, eles jogaram e o Inter tomou três do Neymar, este monstro com a bola nos pés que, nesse segundo jogo, só foi parado pela monstruosa atuação de Muriel, arqueiro colorado que vive uma temporada de muito brilho.

Ao contrário do Inter, o Santos de Muricy estava completo do goleiro ao centroavante. Um time que ainda é o atual campeão da América. E que, de quebra, é melhor que aquele Santos que venceu o Peñarol em julho passado. Uma equipe que demostrou muita maturidade ao não se desesperar com o gol cedo do Inter, um golaço do Nei, em linda cobrança de falta. O Santos segurou o Colorado com toda a paciência do mundo, neutralizou como pôde as investidas de Dagoberto e Dátolo, anulou Damião e, aos poucos, foi avançando e retendo a bola até possuir o controle do jogo, mas nada que representasse um desequilíbrio exagerado em campo, pois o Inter nunca foi passivo na partida.

Dorival armou um time híbrido, mas que atuou a maioria do tempo no 4-4-2, com Tinga bem aberto na direita, jogando uma bela partida, de muita entrega, com Dátolo ao lado, mais no centro que na esquerda, formando assim um quadrado torto no meio, com Sandro Silva e Élton jogando praticamente em linha na frente da zaga. Na frente, Dagoberto foi atacante ao lado de Damião, movimentou pelos dois lado, fez partida melhor que a do companheiro e melhorou com relação a ele mesmo nos últimos jogos.

As variações táticas do Inter pouco efeito prático tiveram no confronto. Em certos momentos Tinga recuou para formar um losango no 4-3-1-2. Algumas vezes quem recuava era o atacante Dagoberto, para armar a equipe no 4-2-3-1 que Dorival costuma usar.

O Santos não veio para empatar. Curiosamente, no final do segundo tempo, o Peixe era o mais interessado e jogar e se expor buscando o segundo gol que o próprio Internacional, que com este ponto somado adia e complica um pouco a classificação para a segunda fase. O Colorado fica quase que na obrigação de vencer o Juan Aurich no Peru e ainda torce por resultados paralelos bem prováveis que aconteçam.

Neymar passou como quis pela defesa colorada mais um vez, o craque santista merecia o gol por tudo o que fez e jogou no Beira-Rio. Neymar só não passou por Muriel, que por tudo o que catou embaixo das traves, não merecia ter sido vazado por Alan Kardec. Mas merecimento e justiça são conceitos complicados de serem aplicados ao futebol. Como ficou é sempre como deveria ser.

E foi um jogão. No final das contas, o Inter segurou as pontas. Pelo tanto de desfalques que teve Dorival, quando Tinga e Dagoberto cansaram, faltou banco para o treinador. Jajá, na Libertadores, ainda não. O mesmo vale para Gilberto. Muricy, por outro lado, tirou do banco Alan Kardec, autor do gol de empate, e Elano, jogador experiente e com passagens pela Seleção.

*Foto Diego Vara/ClicRBS

quinta-feira, 29 de março de 2012

As opções de Dorival Junior

Nesta quarta o Internacional empatou em 0 a 0 com o Lajeadense, fora de casa, e garantiu vaga na segunda fase da Taça Farroupilha. Dorival escalou equipe mista visando já o jogo da próxima semana, contra o Santos no Beira-Rio, válido pela Copa Libertadores. O bom e jovem time do Lajeadense complicou a vida do Inter, que pouco criou num jogo mormo e de poucas chances.

Para o confronto contra o Santos, o Inter segue sem Oscar, provavelmente não terá D'Alessandro 100% e Guiñazu é dúvida. O D'Ale voltou a sentir a lesão na terça, não jogou ontem e não jogará no final de semana. Contra o Peixe, tenho quase certeza que o argentino vai pro jogo, mesmo não estando na sua melhor condição.

Portanto, a linha de frente do Inter deve ter Dátolo na direita, D'Alessandro por dentro, Dagoberto na direita e Leandro Damião no ataque. O treinador colorado tem feito pequenas alterações no posicionamento de Dagoberto, que ora está como atacante ao lado de Damião, ora está como meia no 4-2-3-1 de Dorival. Dagoberto rende mais vindo de trás, tendo a possibilidade do chute de média distância e de entrar na área em diagonal.

Ao lado de Tinga, caso não jogue Guiñazu, Bollati e Elton são alternativas. Devido as circunstâncias, Élton tem mais fôlego e agilidade para marcar o meio-campo santista. De qualquer forma, o Inter perde sem Guiñazu.

Jajá e João Paulo também são opções, ainda que com menos possibilidades de serem utilizados no confronto. Até não atenderiam as necessidades do Inter, principalmente Jajá, que ainda precisa provar muito. Ontem, João Paulo rendeu legal jogando pelo meio, diferente de quando jogou pela direita.

A única coisa certa é a pedreira que vai ser Inter e Santos. Para os dois.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Internacional em outro patamar

A equipe titular do Inter tem qualidade técnica invejável para a maioria das equipes sul-americanas. Após 6 meses de Dorival Junior, e quase um mês de trabalho em 2012, já encaminha também sua melhor forma tática, física e psicológica. Atributos fundamentais que, junto à técnica, formam uma equipe vencedora.

O Inter sobra no Gauchão quando usa seus titulares. E fez 2 a 0 ao natural nas duas melhores equipes do campeonato até agora. No domingo, em Caxias do Sul, contra a equipe do Caxias. Nesta quarta, em jogo único, válido ainda pela sexta rodada, contra o surpreendente Cruzeiro, que só não é um dos líderes do Estadual porque perdeu seis pontos (duvidosos) no tribunal. Sem contar a boa partida contra o Juan Aurich na estreia da fase de grupo da Libertadores na semana passada. 

Claro que Caxias e Cruzeiro são bons times em se tratando de Gauchão. Claro que ainda é cedo para cravar que o Inter vai deslanchar para fazer um grande ano. Mas este é o parâmetro que temos para o momento. É pouco, porém já serve como indicativo. 
Nas vitórias contra Cruzeiro e Caxias, o time jogou pelos pés de Oscar e fez os gols pelos pés de Dagoberto, que fez três dos quatro gols. Os dois fazem parte de um dos quartetos mais promissores das Américas neste ano. O 4-2-3-1 de Dorival conta com a linha de três armadores de intensa movimentação, formada por Oscar, Dagoberto e D'Alessandro. Mais à frente um Damião que impõe respeito, segura a zaga adversária e a qualquer momento ou cruzamento na área vai voltar a fazer os gols que o consagraram.

Se ainda não dá para afirmar que o Inter tem um time pronto é porque é cedo demais ou porque um zagueiro pode chegar a qualquer momento. Mesmo estando Índio e Moledo em grande fase. Mesmo duvidando que alguém os bote no banco, logo eu que tanto duvidei de Índio (e Bolivar) para 2012.

Vamos ver. Ainda é cedo. Mas o Inter já mostrou suas armas, e não é pouca coisa.


Foto Alexandre Lopes/Divulgação Inter

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Foi a última, D'Ale?

Ao final da vitória de 1 a 0 sobre o Once Caldas, na estreia do Inter na Pré-Libertadores, na saída do gramado do Beira-Rio, D'Alessandro falou emocionado, ouvindo gritos de "Fica D'Alessandro". Ele que foi o nome do jogo, quem ditou o ritmo da partida, largou um merengue para Damião abrir o placar aos 11 e, aos 30, disparou um chute colocado da intermediária, quase encobriu o goleiro. Seria um golaço, mais um deles desde de 2008. Emocionado conversou com os repórteres, falou da família, da proposta milionária para jogar na China, justificou ser um profissional mas, com olhos marejados, não bateu o martelo. O argentino está comovido com a mobilização do torcedor colorado.

Não sei se foi sua última partida. Provavelmente ele também não saiba.

A vitória de 1 a 0 representa uma vantagem mínima ao Colorado, um resultado que não deixa o Inter de sangue doce para jogar na Colômbia, na próxima quarta-feira. Entretanto, enquanto teve mais fôlego que o Once Caldas, isso aconteceu nos 35 primeiros minutos de jogo, o Inter dominou completamente o jogo. Um placar com dois ou três gols vermelhos seria natural. No 4-2-3-1 de Dorival Jr. a movimentação do trio de meio-campistas ofensivos foi fundamental. D'Alessandro esteve quase sempre centralizado, já Dagoberto e Oscar trocavam de lado e alternavam infiltrações na área. O ímpeto e a inteligência de Damião também faz diferença, embora o centroavante tenha sido preciosista demais em alguns lances.

O Once Caldas viveu dois momentos no jogo, separados pelo intervalo. No primeiro tempo um 4-3-3 de linhas recuadas, marcando meia-pressão e esperando para atacar em velocidade. O sistema defensivo do Inter neutralizou muito bem a estratégia colombiana, fato que não se repetiu na segunda etapa. Num 4-4-2 em duas linhas, o Once Caldas ficou mais encorpado, ganhou referencia na área e buscou jogar mais com a bola no pé. O Internacional sentiu, baixou o ritmo e não teve força para se impor novamente, mesmo com as mudanças de Dorival, todas devido a condição física.


O 3-5-2 surge como alternativa no Grêmio
Foi apenas a segunda partida na temporada e o Grêmio já se sentia na obrigação de vencer e, se possível, convencer. O Grêmio venceu, mas não vai ser agora que vai convencer. Caio Junior já disse depois da derrota contra o Lajeadense que ainda está buscando o time e a formação ideal.

Contra o Canoas saiu Miralles e entrou Marcelo Moreno, de resto foi o mesmo time, porém com postura tática diferente. Caio usou um 4-4-2 com meio-de-campo em losango, com Douglas centralizado mais à frente, Fernando na frente dos zagueiros e Gago e Marco Antônio como volantes apoiadores pelos lados. Deu pouco certo, pois assim Caio Junior perdeu muito de Marco Antônio.

Depois de um primeiro tempo de 1 a 1, Caio voltou do intervalo com Gabriel no lugar do MA, segurou Mário na direita e avançou o lateral Julio César na esquerda. O Grêmio ficou num 3-5-2, com bastante participação dos alas e uma saída interessante do Mário pela direita. A equipe encaixou, não deu mais espaços ao Canoas e alcançou o 3 a 1.

Não deu show, porém não correu risco. Os primeiros gols de Moreno e Kléber jogando juntos é importante, o retorno de Gabriel, com muita vontade e marcando gol também é importante e mais: pode fazer Caio Junior repensar a ideia de time.

*FOTO Diego Vara/ClicRBS  

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O potencial de 2012 para a dupla Grenal

O ano que se inicia à 0 hora desse próximo domingo, há cerca de um mês já havia iniciado para Grêmio e Internacional. Isto porque, acertadamente, os dois clubes começaram o seus planejamentos  para a próxima temporada com antecedência. Principalmente o Grêmio, que só não pode dizer que está com o grupo fechado para começar janeiro por causa ou três questões: mais um zagueiro, mais um meio-campista e o acerto com o Douglas. De qualquer forma, a única questão fundamental aí é o acerto com o meia Douglas. Se o camisa 10 permanecer no Olímpico, outro jogador para a posição não seria tão emergencial. A questão de outro zagueiro também é relativa, pois muitos defendem que Saimon pode ser o companheiro de Sorondo em 2012.
O Inter não contratou tanto, pois a temporada começa muito cedo, em janeiro já tem o jogo pela pré Libertadores. Por isso o Inter optou em mudar pouco o grupo de jogadores. O time titular é o mesmo que acabou 2011, porém com o acréscimo de Dagoberto ao lado de Leandro Damião. Dagoberto representa um salto de qualidade significativo comparado aos outros jogadores da posição disponíveis para Dorival Junior.
Tanto Inter quanto Grêmio vivem a expectativa de duas novas casas em 2012. O Grêmio, uma nova casa de fato, pois a Arena deve ficar pronta em Outubro, um avanço que tem tudo para representar uma nova era para o futebol Tricolor. Já o Inter vai continuar no Beira-Rio, mas um Beira-Rio todo remodelado, reformado e modernizado. O estádio não deve ficar pronto em 2012, mas as obras recomeçam em janeiro.
Na bola, ninguém pode dizer que as intenções dos dirigentes são ruins. Tudo depende se as novas contratações vão encaixar. A missão do Inter é mais complicada, a Libertadores começa cedo, o clube tem pouco tempo de preparação. Mas a exigência sobre o Grêmio é maior, visto que nesse ano que chega ao fim o clube completou 10 temporadas sem um título de maior expressão. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Final de ano com poucas expectativas faz dupla Grenal pensar 2012

Ainda restam cinco jogos para terminar o BR-11, o Grêmio tem 46 pontos, está na 11° colocação e já não pensa muito mais que só chegar na frente do Inter, que tem 51 e segue estacionando no 7° lugar. Entretando, o Colorado ainda pode sonhar com Libertadores caso faça sua parte e vença as partidas finais. Mais provável que fique no campo do sonho mesmo, e não no campo da bola.
A péssima temporada gremista e a razoável temporada colorada já é adimitida pelos dois clubes. Tanto que já trabalham intensamente pensando em 2012. Ao que tudo indica, o Internacional já está acertado com o atacante Dagoberto, um namoro antigo, que agora parece que finalmente vai dar casamento. Apesar de estar bem no São Paulo, o jogador está desgastado no clube e tem seu vínculo contratual se encerrando.
O Grêmio está prestes a concluir a contratação de Kléber Gladiador, que tem situação indefinida no Palmeiras e está em busca novo ambiente de trabalho. Ainda que esteja 80% acertado com o Grêmio, o Corinthians pode entrar na parada e cobrir a oferta gremista, mas também não é de se desconsiderar que um novo ambiente de trabalho seja o próprio Palemiras em 2012, possivelmente sem Felipão.
Sem dúvida Grêmio e Internacional estão contratando jogadores do primeiro escalão do futebol nacional. Se 2011 não termina legal, tudo indica que a próxima temporada começa melhor. Pelo menos com a dupla ousando e contratando dois ótimos atacantes.

domingo, 6 de junho de 2010

E quem não faz?

Todo mundo sabe, e se não sabe ficou sabendo assistindo a São Paulo e Grêmio. Leva.

Um Grêmio inusitado, mais uma vez improvisado e desta vez ousado. Silas não teve Adilson, mas teve o retorno de Douglas. O treinador mudou o desenho tático do meio-campo da sua equipe, um losango com Rochemback à frente da zaga, Hugo aberto no lado esquerdo, Maylson mais contido pela direita e Douglas centralizado.

O São Paulo no 3-5-2 teve muitas dificuldades de se defender e sair jogando, principalmente pelo lado direito com Cicinho e Alex Silva. Hugo por ali jogou muito, fez o que quis, até gol. Mas o Grêmio, que até certo momento era melhor, tropeçou no próprio calcanhar e cedeu o empate. Em noite infeliz do ótimo zagueiro Rodrigo, que fez até pênalti, que Rogério desperdiçou, todo o sistema defensivo gremista entrou no baile e dançou ao ritmo de Dagoberto, autor dos três gols.

Uma vitória do Grêmio não estava nos planos e na projeção da direção, o empate certamente. Mas até os 20 minutos do segundo tempo o Grêmio jogou pra vencer e não soube ganhar. Um ataque formado por Willlian e Roberson é muito pouco pra enfrentar um São Paulo no Morumbi, ainda que Roberson seja um jovem que tem lá suas virtudes técnicas. Ainda que Ceni tenha feito grandes defesas, ainda que Douglas tenha perdido gols que não se pode perder.

O São Paulo fez o gol da virada no momento em que mexeu no time. Ricardo Gomes tirou Cicinho, abdicou dos três zagueiros, avançou Richarlyson e equilibrou as ações com o Grêmio. Depois do segundo gol, logo veio o terceiro, para tirar completamente o Grêmio do jogo.

O Grêmio não se intimidou no Morumbi, foi ousado enquanto pôde, errou o que não podia e pagou o preço. Termina essa primeira parte do BR-10 com 8 pontos, nove a menos que os líderes, tem apenas duas vitória, dois empates e três derrotas. Ainda é pouco.