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domingo, 19 de agosto de 2012

Grêmio mostra grupo afinado e goleia lanterna

O melhor jogador da partida foi Marcelo Moreno. O centroavante gremista saiu da área para buscar jogo e foi bem, finalizou duas bolas na trave e ainda deu três assistência. Na goleada de 4 a 0 sobre o lanterna Figueirense, talvez tenha sido ele o jogador mais importante. Só que o Grêmio jogou bem como um tudo, o time funcionou e fez o que tem que fazer jogando em casa contra uma equipe mais fraca: empilhou chances de gol e fez um placar elástico.

O time catarinense veio com uma proposta suicida. No 4-3-1-2 de Hélio do Anjos, o meia ofensivo e os dois atacantes, Caio e Aloísio, ficavam completamente afastados do restante do time, e muitas vezes confrontavam cinco ou seis jogadores gremistas quando, eventualmente, alguma jogada de contra-ataque encaixava. Atrás da linha da bola, oito jogadores marcando muito mal, deixando um buraco no meio-campo, permitindo muito jogo a Fernando, Souza, Edilson e Pico. O Figueirense chamou o Grêmio pro seu campo e acabou levando quatro. Por pouco não deixa Porto Alegre com um resultado mais amargo.

Um dos destaques do Grêmio foi Anderson Pico, pela boa partida, pelo fator recuperação e porque atua numa posição que o grupo gremista tem carência. Esse jogador, se colocando à disposição de Luxemburgo, se comprometendo com sua própria carreira, pode assumir a posição que, até agora, tem sido de Pará.

Já Leandro é uma afirmação em termos de grupo. A dupla titular de ataque é Kléber e Marcelo Moreno, mas nem sempre se pode contar com esses jogadores. Neste sábado, Kléber estava suspenso, e seu substituto, justamente o Leandro, foi autor de dois gols. Isso é importante para fortalece o ânimo de quem é opção, e não titular absoluto. A mesma máxima se aplica a André Lima, que novamente entrou no segundo tempo e deixou o seu.
Diego Vara/ClicRBS
Um grupo fechado, sem problemas de vestiários, aumenta suas chances de sucesso. Nos dois primeiros gols, todos os jogadores de linha correram para se abraçarem, assim como absolutamente todos os reservas se abraçaram e comemoraram muito à beira do campo. E detalhe que foram gols solidários, Moreno podia finalizar nos três lances em que deu assistência, o que seria habitual para o centroavante, mas preferiu servir o companheiro. São sintomas de um grupo fechado e afinado.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Inter perde pontos e perde Damião

Teoricamente, com o 1 a 1 em Florianópolis, ninguém perde.  Com o empate, é um ponto pra cada um e tudo certo. Não. Só no primeiro tempo, Figueirense e Internacional perderam devido a lesão jogadores importantes da equipe. Pelo lado colorado, Elton e Damião. No Figueira, o meia Fernandes. Estes são desfalques significativos dentro da proposta de jogo de cada equipe e repesentam perdas para as próximas rodas também.
Além de perder jogadores importantes, os dois pontos não somados de cada lado adia mais uma vez a oportunidade de beliscar algo melhor no BR-11. De novo o Inter não passa da 7° colocação, tem 37 pontos, poderia ter ganho uma posição e ultrapassado o Flamengo, que há 10 rodadas não vence. Já o Figueirense, não vence desde 31 de Agosto e o clima entre o técnico Jorginho e a torcida está péssimo.
De qualquer forma, num primeiro tempo mais morno, só que de um Figueira melhor em campo, 1 a 0 para o time da casa ficou de bom tamanho. Num segundo tempo mais Colorado e mais movimentado, com golaço de Jô e com D'Alessandro chamando a responsabilidade e fazendo o time jogar, a virada só não aconteceu porque a noite não era pra ter vencedores mesmo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Grêmio corre pouco, Grohe joga muito e garante empate

Na saída de campo, sorrindo, sem nenhum tipo de mágoa ou consternação, depois de mais uma atuação de luxo, poucos minutos depois de pegar um pênalti, Marcelo Grohe falou que "agora é entregar pro Victor, o gol do Grêmio está em boas mãos". Tivesse o Tricolor gaúcho dois ou três jogadores de linha tão inspirados quanto seus goleiros, talvez a história do jogo seria outra. Não tivesse Grohe embaixo das traves, certamente agora o Figueirense estaria comemorando 3 pontos e o dever de casa cumprido.
Não foi uma boa jornada técnica da maioria dos jogadores do Grêmio. Assim, taticamente o Grêmio também fracassou. Julinho Camargo começou com um 4-4-1-1, que atacando é um 4-2-3-1, mas foi um time disperso, que não reteu a bola, errou muitos passes. Leandro e Escudeiro, pelos lados, não conseguiram se desvincilhar da marcação e entrar na zona de ataque para dar opção de passe para Douglas e de tabela com André Lima.
Forte que é dentro de casa, jogando num 4-4-2 com  meio campo em losango e projetando muito seus laterais, o Figueirense do técnico Jorginho trancou saída do Grêmio no primeiro tempo e ainda colocou um ponta-de-lança entre G.Silva e Rochemback, o Fernandes, jogador que complicou a vida do sistema defensivo tricolor.
No segundo tempo, Julinho tratou de mudar o Grêmio, fazendo o mesmo losango do time catarinense com as entradas de Lúcio e Miralles. O Grêmio encaixou a marcação e equilibrou o jogo, mas continuou sem criar, sem ímpeto. Diferente do Figueira, que buscou melhor sorte, sem muito brilhantismo técnico, mas bastante aplicação.  Aos 44 o pênalti de G.Silva, bem marcado pelo árbitro e bem defendido por Marcelo.
Douglas teve atuação apagada, assim como a maioria de seus companheiros. O camisa 10 tricolor rende melhor com mais opções à sua frente, Leandro e Escudeiron tinha de passar e serem essas opções, não foram. As entradas de Lúcio e Miralles melhoraram sensivelmente o Grêmio. Mudanças que Julinho pode pensar em promover para o próximo confronto.
Grohe agora volta ao banco. Victor volta ao time, volta com todos os méritos de quem é goleiro de Seleção. Mas que volte com a devida pulga atrás da orelha de quem sabe que tem um grande reserva, e em grande fase.