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sábado, 22 de novembro de 2014

Dobradinha Gre-Nal na Libertadores é muito difícil

Sobre essa reta final de BR-14, tenho duas convicções. A primeira delas é que a definição do G4 sai apenas com as combinações dos resultados da última rodada. A segunda é que a única chance de Inter e Grêmio irem juntos para a Libertadores é o Cruzeiro sendo Campeão da Copa do Brasil e possibilitando que o quinto colocado também se classifique.

São três rodadas em que tudo pode acontecer. Mas fico com minhas projeções, e entendo que seja improvável que tanto o time de Felipão quanto o time de Abel Braga façam mais de 7 pontos nas próximas partidas. Para isso, sou otimista com o Tricolor e acho que o Grêmio não perde pontos para o Corinthians. Porém para o Inter, estou com o sentimento que em um dos dois jogos em casa (Atlético-MG e Palmeiras), o colorado perde pontos.

Usei o simulador do Globoesporte.com para chegar nas duas possibilidades de tabela que posto logo abaixo. Todos os resultados utilizados foram de 1 a 0 ou 1 a 1 e no item "Últimos Jogos", verde significa vitória, cinza é empate e vermelho é derrota.

Inter Classificado

Nesse cenário o Inter faz o mesmo número de pontos que o Grêmio, mas termina o BR-14 com uma vitória a mais que o rival, ficando na quarta posição. Aqui, coloquei o time do Abelão empatando com o Palmeiras, dentro do Beira-Rio. Se no meio do semana o Cruzeiro conseguir virar sobre o Galo e vencer a Copa do Brasil, com essa tabela o Tricolor Gaúcho também se classificaria.











Grêmio classificado

Aqui, para o time de Luis Felipe Scolari conseguir sua classificação é fundamental não perder pontos para o Corinthians. A partida deste domingo é fundamental. Uma derrota não impossibilitaria matematicamente, mas seria um golpe muito forte para o Grêmio e a combinação de resultados nas duas partidas restantes seria improvável. Na tabela abaixo, para o Tricolor ficar em quarto, o Inter precisaria somar apenas 66 pontos.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Punir apenas o Corinthians é uma atrocidade da Conmebol! Punição individual é única saída


Em 1985, uma bomba caseira foi apreendida pela polícia paulista momentos antes de um Corinthians x Palmeiras. Faz 28 anos! Nesse período, quantas vezes você soube que um torcedor foi preso por provocar violência num estádio? Por matar alguém? E quantas vezes, ouviu dizer que é preciso legislação específica para o futebol?

Homicídio não precisa de legislação específica. Homicídio é homicídio. No caso de Oruro, a pergunta é se o homicídio do adolescente Kevin Estrada foi doloso ou culposo. Mas homicídio deve levar à cadeia.

A punição individual, prisão de criminoso, é a única solução que dá certo em qualquer lugar do mundo. A torcida do Liverpool não deixou de ser violenta por ser excluída da Europa depois da tragédia de Heysel, em 1985. Havia hooligans de Liverpool na Alemanha, três anos depois, entre os 381 ingleses detidos durante a Eurocopa de 1988. Os que não se envolveram mais em brigas foram presos ou se intimidaram por conhecerem histórias de amigos encrencados com a polícia.

É uma espécie de Lei Seca. O cara só para de cometer delitos se souber que vai pagar caro por eles.

Isso não exclui que o Corinthians perca o direito de vender ingressos durante a Libertadores. 
Digamos que a punição ao Corinthians seja justa.
Mas só é justa se vier acompanhada a punições de outros culpados.
O San José, mandante da partida de Oruro, deve ter o estádio interditado, por ser incapaz de vistoriar os torcedores que o visitam, ser incompetente para evitar que um sinalizador entrasse nas arquibancadas.

O Corinthians jogar sem torcida é justo.
Mas só se outros culpados também forem punidos.
A punição ao Corinthians não resolverá nada e, em breve, outros episódios do tipo poderão ocorrer em quaisquer estádios da América do Sul.
A não ser que a sensação de impunidade suma. A não ser que os assassinos sejam presos e todos saibam disso.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Você Viu? #51

Almbulantes: O esquema de loteamento político das ruas do Recife
Blog Acerto de Contas, 10 de dezembro

Indígenas:Cresce tensão na desocupação da terra indígena Marãiwatsédé; bispo é ameaçado
Jornal Sul21, 10 de dezembro

Direitos Humanos: Denúncias de violação de direitos humanos crescem 77% em 2012
Jornal Sul21, 10 de dezembro

Argentina: Argentinos exigem plena vigência da Ley de Medios 
Brasil de Fato, 10 de dezembro

Grêmio Arena: O futuro é agora
Carta na Manga, 9 de dezembro

Futebol: Corinthians terá mais R$ 30 milhões da Nike. Ou os rivais acordam ou será difícil competir
Blog do PVC, 9 de dezembro

Mídia Independente: A 50ª batalha
Jornalismo B, 8 de dezembro

Porto Alegre: Porto Alegre: equívocos e ruídos da reforma administrativa de Fortunati
RS Urgente, 7 de dezembro

Niemeyer: "A vida é um sopro" - o documentário
Documentário de 90 minutos sobre a vida do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer (Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907 — Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 2012).
Diário Gauche, 6 de dezembro

domingo, 9 de setembro de 2012

Rodada de tropeços para Grêmio e Inter

Inter 0 x 1 Fluminense
A derrota no Beira-Rio, para o líder Fluminense, é daquelas que serve para desmotivar a equipe e a torcida na disputa por uma vaga na Libertadores ou até mesmo na busca pelo título. Ainda mais para um Inter que não conseguiu encaixar nenhuma sequencia boa de jogos no BR-12, e a medida que o campeonato vai se esgotando, a tendência é que o Colorado mantenha a média irregular.

Fernando Gome/ClicRBS
Fernandão sofreu por não contar com oito jogadores, é verdade. É muito desfalque, ainda mais contra um Fluminense embalado, com o goleador do campeonato, e com um Wellington Nem jogando um bolão, aberto pela direta no primeiro tempo, puxando contra-ataque pela esquerda no segundo tempo, no 4-3-2-1 de Abel Braga.

Ao Inter, que tomou o gol relativamente cedo, faltou penetração. O Inter não criou situações de gol, apesar de ter finalizado mais vezes que o time carioca. Dagoberto e Dátolo sucumbiram à marcação de Edinho, Diguinho e Jean. Pelo lado, às chegadas de Fabrício não tiveram parceria. Faltou bola para o time do Internacional ganhar do líder.

Corinthians 3 x 1 Grêmio
O Grêmio teve o azar de levar dois gols muito cedo. Aos 10 minutos de jogo, já estava 2 a 0, tendo o Corinthians atacado justamente duas vezes. É um aproveitamento incomum, e um resultado que derruba com qualquer planejamento que se faz para um enfrentamento. O Grêmio iniciou o jogo perdendo, praticamente. O que obrigou Luxemburgo a mexer no time muito cedo, colocando Marquinhos no lugar do volante Souza.

O Grêmio teve a posse de bola, buscou o jogo, mas faltou criação. Elano e Kléber não entraram no jogo, e a equipe sentiu. O Corinthians de Tite, de um sistema defensivo muito consistente, não permitiu ao Tricolor quase que nenhuma situação de gol. E isso fez diferença. A blitz gremista não ameaçou o gol de Julio Cesar.

Contudo, é um resultado normal. O Corinthians pós-Libertadores entrou no BR-12 tirando ponto de muito gente. O que o Grêmio precisa focar, a partir de agora, é na forte sequência de jogos que vem pela frente. Se despreocupar com os concorrentes, como fizera no início da boa campanha, e somar pontos, fundamentalmente vencendo em casa.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Inter que ainda precisa de afirmação

A campanha do Inter não é ruim. Hoje, o Colorado ocupa a 5° posição, tem 30 pontos, está nove pontos atrás do líder e apenas um ponto do Grêmio, que é o 4° colocado. O problema é que o Inter ainda não convenceu em 2012. Não engatou uma boa sequência de vitórias e ainda não conseguiu definir uma equipe titular. Se definiu, não colocou para jogar - como tanto reclamou Dorival antes de sua demissão, como ainda pouco reclama Fernandão depois de sete jogos.

O Inter precisa, antes de tudo, de auto-afirmação. A impressão que fica é de que o grande desconforto colorado, no momento, é ficar atrás do Grêmio no BR-12. O agravante é que o Inter já teve mais de uma chance de passar o Tricolor, se sempre fracassou.

Apesar da incômoda derrota para a Portuguesa, no Olímpico, o Grêmio se encontra num estágio mais avançado de formação de time que o Inter. Para um time que está conseguindo vencer fora de casa, tropeços em casa fazem parte do script. É um equilíbrio comum.  Incomum é vencer todas no Olímpico e não vencer nenhuma fora dele, como vem sendo nos anos anteriores.

A partir desse final de semana, Fernandão passará a contar com um grupo de jogadores menos esfacelado. Rafael Moura chegou e já jogou na quinta, na derrota para o Corinthians. Não deve seguir como titular. Quem fechará o ataque com Forlán, naturalmente, é Leandro Damião. Guiñazu também volta ao time, Kléber está disponível. Dátolo já pode jogar (mas cumpre suspensão contra a Lusa), e Dagoberto e D'Alessandro voltam aos treinamentos na próxima semana.

A partir daí Fernandão passa a ter outras perspectivas de equipe. Pode finalmente definir seu time e saber do real poder de fogo desse grupo de jogadores. Estamos na segunda quinzena de agosto e ainda não sabemos ao certo quem é o Inter 2012, e este é uma fator preocupante. Um sintoma que se reflete no campo.

Sorte do Inter que não se refletiu tanto na campanha. Se o time encaixar e conseguir padrão de jogo nas próximas rodadas, tem potencial para recuperar o perdido até agora.

O meu Inter ideal, no 4-2-3-1: Muriel; Nei, Moledo, Juan, Kléber; Élton, Guiñazu; D'Alessandro, Forlán, Dagoberto; Leandro Damião.

domingo, 10 de junho de 2012

Grêmio vence reservas do Corinthians

Em 12 pontos disputados, o Grêmio somou 9 no BR-12. É um bom início, dá até para dizer que promissor se levarmos em conta que o time de Luxemburgo ainda disputa em paralelo a Copa do Brasil, competição em que é semifinalista e já tem confronto na próxima quarta, no Olímpico, contra o Palmeiras.

Luxemburgo é bem claro. Depois de 10 dias de treinamento, não há motivos para preservar titulares agora, por isso que nos dois jogos que antecederam o primeiro confronto da semifinal o Grêmio foi com força máxima. E colheu frutos. Conquistou duas importantes vitórias, sendo uma delas fora de casa. Entretanto, o técnico gremista afirma que, quando for necessário, vai poupar jogadores. Não é o caso depois de 10 dias sem jogos.

Tite pensa diferente. Só pensa em Santos e em Libertadores. Exceto Fábio Santos, o Corinthians jogou com o time completamente reserva. Sabendo da dificuldade que é jogar com uma equipe desentrosada ainda mais enfrentando um Grêmio em boa fase dentro do Olímpico, Tite armou seu Corinthians para se fechar e contra-atacar o Tricolor. Assim, buscou privilegiar seu melhor jogador, o ex-gremista Douglas, esquematizando um time no 4-4-1-1, com o meia livre para atacar e sem a necessidade de marcar. Foi dos pés de Douglas que saíram as jogadas mais perigosas do Corinthians, quem não foram muitas.

O Grêmio ganhou ao natural, sobretudo depois do bom primeiro tempo. É verdade que a equipe gaúcha demorou até sair da marcação corintiana. Quando Marco Antônio passou a jogar entre a linha de meio-campo e a linha de defesa, foi que as coisas clarearam para o Grêmio. Os dois gols da vitória saíram a partir daí.
No segundo tempo o time de Luxemburgo relaxou, deu mais campo a um Corinthians que modificou seu modo de jogar, fez um losango no meio, colocou Willian mais encostado ao centroavante Élton e trouxe Fábio Santos para o meio-campo. Porém, mesmo estando melhor posicionado e com a posse da bola, o desfalcado Corinthians pouco ameaçou um Grêmio pragmático e seguro na defesa, sobretudo com o retorno de Werley à zaga.

Kléber jogou os 45 minutos finais, entrou no lugar de Miralles. O Gladiador foi participativo e foi para o confronto corporal sem nenhum tipo de receio. Perdeu uma chance de gol muito clara e errou algumas jogadas fáceis, muito por culpa da flata de ritmo. Também sofreu com um Grêmio menos organizado no segundo tempo. Isto porque entrou Rondinelly, e a equipe muda quando ele entra. Sem o centralizado Marco Antônio o tradicional losango gremista se desmancha. Rondinelly joga pelos lados, abre preferencialmente pela esquerda, Souza abre pelo outro lado e Léo Gago fica mais ao lado de Fernando. Está aí um dos motivos para Luxemburgo não cogitar sua titularidade por enquanto, mudar um padrão de jogo que está dando certo seria um tiro no pé.

*Foto Ricardo Duarte/ClicRBS

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Grêmio, Inter e a bobeada do século!

O PoA Geral está há quase três semanas parado por conta de uma reforma lá em casa que me impossibilitou de conectar a internet em casa, à noite. Pois as coisas estão voltando pro lugar, a poeira está baixando e o computador voltando a funcionar aos poucos. Então que este nobre blogueiro decide que é hora de voltar!
Nesse tempo não comentei alguns jogos da dupla, e agora volto nessa rodada quase que patética de Grêmio e Inter. Num contexto geral, talvez nem sejam estes resultado tão ruins, visto que o Colorado empatou com o então líder Corinthians (que perdeu a liderança pro Vasco ao término da rodada) e o Grêmio empatou fora de casa com um América-MG desesperado, lutando contra o rebaixamento. Mas isto aliviando muito a barra de Celso Roth e Dorival Junior.
A dupla Grenal perdeu mais uma oportunidade de avançar na tabela, o mínimo que seja. Em ambos os jogos os dois times gaúchos estavam ganhando e com um jogador a mais em campo a maior parte do tempo e levaram o gol de empate depois dos 40 minutos do segundo tempo. Há certa diferença no nível de dificuldade das duas partidas. Mesmo que no Beira-Rio, o adversário do Inter era muito mais qualificado e impetuoso que o América de Minas, entretanto, o tamanho da bobeada é o mesmo.
Outro fato comum nos dois empates com gosto de derrota é incapacidade de Inter e Grêmio definir um jogo, transformar controle de bola em chances de gol. Apesar de o placar final apontar empate e um pontino na tabela, a dupla Grenal perdeu pra si, mais pelos seus defeitos que pelas virtudes dos adversários. Tudo coerente com o 2011 decepcionante dessas duas equipes.
Pode mudar? Pode, mas não é a tendência.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Os reflexos do Grenal na derrota do Grêmio e no empate do Inter

Celso Roth apenas não repetiu a equipe que ganhou do Internacional no domingo porque não contou com Mário Fernandes, por isso usou Adilson novamente como lateral-direito. Repetir a escalação é um bom sinal, sobre tudo se o time repetir uma performance ao menos razoável. E foi o que aconteceu, apesar da derrota. O Grêmio, novamente no 4-2-3-1, teve, como no clássico, atuações importantes no seu meio-de-campo, sobretudo as figuras de Fernando, Escudeiro e, nesta quarta em especial, Douglas.
Foi um Grêmio que correu muito, tão ou mais que o líder Corinthians, e acabou esbarrando em velhas e crônicas dificuldades. Principalmente a falha de não converter o ímpeto em gol.
Um jogo atípico, é verdade. De um pênalti duvidoso, que possibilitou ao Corinthians abrir o placar, às duas expulsões corintianas no segundo tempo. A vitória que parecia escapar antes do apito final, devido a pressão tricolor, também é justificada pelos méritos do time paulista. Que não é líder por acaso. Já o Grêmio, que corre, corre e corre, ocupa a 15° posição e só venceu 5 vezes, não está nessa situação por acaso.

Atípico também foi o 3 a 3 de Inter e Santos no Beira-Rio. Não pelo placar, condizente com a capacidade das duas equipes de fazerem um jogão de 6 gols. Mas pelas circunstâncias, pois o Inter foi imensamente superior no primeiro tempo, fez 2 a 0 com Bolívar e Damião, ainda teve atuação de luxo do Nei. Não sentiu a derrota no Grenal, tanto que Dorial repetiu o time que perdeu para o Grêmio - que foi o mesmo time que venceu o Independiente -, salvo um ou dois desfalques aqui e acolá. Ou seja, Dorival já tem uma ideia muito clara de que Inter ele que jogando.
Só não pode querer jogando o Inter que não jogou depois dos 26 do segundo tempo, quando Oscar fez o terceiro colorado. Deu apagão na equipe, que deixou o Santos do centroavante Borges e dos apagados Neymar e Ganso buscarem um improvável empate. Improvável porque os 3 gols santistas aconteceram dos 30 aos 41 do segundo tempo, improvável porque o jogo parecia controlado, improvável pela condição do Peixe na tabela e pela necessidade do Inter a voltar a pontuar para não se distanciar.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Inter quase para o líder Corinthians

O gol de Willian veio só aos 31 minutos do segundo tempo, num jogo em que os 33 mil presentes no Pacaembu viam um Inter bem postado no seu habitual 4-4-2, defendendo com competência, retendo a bola e pecando na hora de finalizar as jogadas.
Na falha de marcação do setor esquerdo colorado, Willian, o meia-extremo pela direita do 4-2-3-1 de Tite, surgiu com liberdade suficiente para chutar sem chance nenhuma de defesa de Muriel. Exceto esse lance, na metade final do segundo tempo, pouco foram os riscos em torno da área de Bolívar e Juan.
Willian já á um dos bons nomes desse BR-11. Assim como é inegável que o Corinthians é o grande time da competição. Soma 25 pontos, oito vitórias, um empate e nenhuma derrota em nove jogos. Ainda é cedo para qualquer euforia corintiana, mas é uma gordura adquirida que faz muita diferença na reta final e é uma campanha notável, sim.
Mesmo derrotado, em vários momentos do jogo o Inter de Falcão soube segurar o líder do BR-11. Não abriu primeiro o placar por um capricho da bola. Nesse tipo de enfrentamento, fora de casa, com um adversário direto na disputa do título, há três fatores fundamentais: anular as alternativas do adversário, manter a posse de bola e criar situações de finalização à gol. Ao Inter, faltou apenas o detalhe final. A dupla Oscar e D'Alessandro jogaram boa partida.
Quando Tite sacou o centroavante Liédson para a entrada do impetuoso Emerson Sheik, o ataque corintiano ganhou mais mobilidade e mais facilidade de fugir da marcação colorada. Assim surgiu o espaço para o único gol da partida.
O Inter passa por um momento complicado em termos de tabela. Vem de duas derrotas seguidas fora de casa, contra duas boas equipes, Vasco e Corinthians, e tem como próximo adversário um São Paulo que é 3° colocado (o Inter por enquanto é 6° mas pode cair), que vive um momento de mudança de treinador e tem bons valores individuais. Contudo, o jogo é no Beira-Rio, e é importantíssimo para entrar na competição novamente uma boa vitória diante da torcida, mostrando que também dá pra vencer gente grande.

domingo, 22 de maio de 2011

Dupla Grenal decepciona no BR-11

Grêmio e Internacional não tiveram um início de Campeonato Brasileiro dos sonhos.
Sábado à noite, contra um Santos todo reserva, com jogadores jovens e dois ou três de maior rodagem, o Inter completo, não contando apenas com D'Alessandro, deixou escapar dois pontos. O empate não seria mal resultado não fosse a circunstância. Dava para ter apertado um pouco mais, dava para ter sido menos sonolento. E isso vale para as duas equipes.
Mais pra frente, a tendência é que tanto Inter quanto Santos se coloquem como postulantes ao título do Br-11. Esse um ponto é lucro para o Peixe; nem tanto para o Colorado. A opção de Falcão em montar o time no 4-3-1-2 pode ser alternativa interessante, apesar de tudo trás boas notícias ao Inter. Tinga como volante centralizado e avançando como homem surpresa foi o melhor nome do Inter, talvez do jogo. Na frente, Zé Roberto fez gol e repetiu a boa atuação do grenal, é importante a reafirmação desse jogador dentro do elenco colorado.
No Domingo, quem ficou devendo foi o Grêmio de Renato Portaluppi. A jovem equipe gremista carece de reforços. Pode encaixar, como no final de 2010, e embalar no campeonato. Mas em fim de maio, difícil que aconteça com esse elenco ou esse treinador. Caso não chegue quatro ou cinco bons jogadores para o Olímpico ou não troque o discurso e o trabalho de vestiário, o Grêmio está credenciado apenas a disputar posição no meio da tabela.

O Corinthians de Tite tem boa estrutura e está buscando bons reforços para a sequência do campeonato. Tite espelhou o 4-3-1-2 do Grêmio, promoveu confrontos diretos no meio-campo e em nenhum momento viu o Tricolor crescer no jogo a ponto de sair do controle corintiano. Resultado mais que justo o 2 a 1 para a equipe de Liedson, centroavente que fechou o placar com um golaço de voleio.

    

terça-feira, 22 de março de 2011

Ver o circo pegar fogo

Desde o final de 2010 até este exato momento (e não estanca por aqui, muito pelo contrário), um assunto no futebol brasileiro corre em paralelo à própria prática do esporte. Claro, estou falando da polêmica que se criou em torno da disputa dos direitos de transmissão do futebol a partir de 2012. O assunto vai muito além do futebol. Mas muito além.
Tem ali muita política, muito interesse financeiro de clube, de entidade, de emissora. Tem muito do que é a selva sem lei que é mídia brasileira. Quando finalmente o Clube dos 13 resolveu retirar as regalias da toda poderosa e mimada Globo, instalou-se o caos político no futebol nacional. Em texto de Alexandre Haubrich publicado recentemente aqui no blog, dá para entender melhor como a situação chegou ao atual patamar de indefinição.
Corre a informação que a Globo está fechada com 13 clubes, mas até agora só Grêmio, Goiás, Cruzeiro e Coritiba admitiram oficialmente o acordo com a emissora para que transmita seus jogos no triênio 2012/13/14. Flamengo e Corinthians ainda não acertaram com ninguém. Enquanto isso, A RedeTV! já adquiriu junto ao C13, em licitação aberta a qual foi a unica emissora a participar, o direito de transmissão do Campeonato Brasileiro dos próximo três anos. O detalhe é que o C13 está com uma gama pequena de clubes grandes ainda afiliados. São eles o CAP, o Inter, o Atlétco-MG e o São Paulo.
Agora a rede Record entrou na briga novamente. E emissora do bispo Edir Macedo promete investir forte nos quatro últimos pilares do C13 e garantir pra si os direitos de transmissão de Flamengo e Corinthians, clubes das maiores torcidas do Brasil.
Ou seja: a bagunça é grande. No cenário atual, os direitos de transmissão podem ser divididos em três fragmentos entre as três emissoras, o que diminuiria muito a quantidade de jogos televisionados. A notícia ruim disso tudo é que o torcedor é o maior prejudicado, pois nenhum benefício lhe trás esse tipo de disputa de interesse.
A notícia boa de todo esse alvoroço é ver o circo pegar fogo! Assim, quem sabe, não se chega a conclusão que um novo circo precisa ser erguido; não se chega a conclusão que a Globo não pode ter todo esse poder de audiência e barganha; que a CBF tem que gerir futebol e não jogos de políticagem; que os clubes precisam ser mais unidos visando o bem coletivo e o melhor para o torcedor. Quem sabe não está na hora do Estado apagar esse fogo e pôr ordem na casa, como fez Cristina Kirchner, na Argentina, estatizando as transmissões e passando os jogos na tevê pública.

Leia também:
Record alfineta Globo e diz: prioridade é ter Fla e Corinthians

Senado entra na discussão dos direitos de tevê do Campeonato Brasileiro

sábado, 5 de março de 2011

A Rede Globo e o monopólio no futebol brasileiro

Artigo do jornalista Alexandre Haubrich, postado dia 03/03/11 no blog Jornalismo B

As transmissões televisivas de futebol, a princípio, são como quaisquer outras transmissões de eventos ao vivo. Se um comício é transmitido pela TV, por exemplo, pressupõe-se que ele aconteça de forma independente em relação às emissoras que querem transmiti-lo, e que a cobertura seja jornalística. Em muitos eventos esportivos também é assim. No Brasil, as partidas de futebol profissional não seguem a óbvia lógica.
No Campeonato Brasileiro de Futebol, por exemplo, o espaço para o jornalismo nas transmissões ao vivo é irrisório. Os repórteres de campo são praticamente a única exceção. O restante é espetáculo, e os próprios transmissores fazem parte relevante do show. Mesmo os horários das partidas são definidos pela emissora que detém os direitos exclusivos sobre os jogos. É por isso que, no meio da semana, o torcedor fiel precisa ir ao estádio às 21h50min, chegando em casa já na madrugada para trabalhar no dia seguinte, enquanto a dita emissora não mexe no sagrado horário de suas novelas. É por isso que, em pleno verão, atletas profissionais são obrigados a jogar sob temperaturas absurdas às 16h, para que a audiência televisiva não seja prejudicada e os milhões de reais da publicidade entrem fácil nos cofres da emissora.
O futebol profissional foi mundialmente – inclusive no Brasil – transformado em um grande espetáculo televisivo. O torcedor que vai ao estádio tem poucos direitos, pouco conforto, pouca segurança, é muito pouco respeitado, a começar pelos horários das partidas. Enquanto isso, a televisão ganha audiência com o futebol, e publicidade com a audiência.
Ao contrário de um evento comum, o futebol profissional passou a girar em torno da televisão, já que é dali que os clubes, mal administrados e pouco preocupados com seu torcedor, tiram a maior parte de sua receita – que, para tornar o clube competitivo, precisa ser cada vez mais alta.
Dentro desse contexto, já em meados de 2010 tivemos a polêmica eleição para o Clube dos 13, na qual acusações de compra de votos por parte de Kléber Leite, aliado da CBF e de seu presidente, Ricardo Teixeira, não foram repercutidos pela Rede Globo. Kléber era o adversário do atual presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, e defendia a manutenção do formato de disputa pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol. Koff, não. E Koff, contra os interesses da Rede Globo e da CBF, venceu.
No início de 2011, o Clube dos 13, seguindo recomendação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), colocou em disputa os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, enquanto a Rede Globo gostaria de manter os critérios anteriores: nenhum. A Globo gostaria de continuar com a exclusividade dos direitos, sem concorrência, já que a Record parece ter condições financeiras de oferecer mais aos clubes do que a Vênus platinada – as transmissões das Olimpíadas de 2012 e de 2016 já estão nas mãos da Record, lá as travessuras políticas da Globo não adiantaram. O que a Globo fez, então? De alguma forma desconhecida convenceu os clubes a se retirarem do Clube dos 13 (totalmente ou apenas na negociação dos direitos de imagem), e a negociarem diretamente com a emissora carioca.
Operando nos bastidores para evitar a justa concorrência, impondo seus horários esdrúxulos às partidas, monopolizando as imagens e transmissões, enfraquecendo as instituições responsáveis por gerir o futebol brasileiro, a Globo presta um enorme desserviço ao esporte, ao torcedor e ao telespectador, além de ignorar e enfraquecer valores democráticos básicos.
*Um post interessante sobre o assunto pode ser encontrado no Escrivinhador.

domingo, 26 de setembro de 2010

Rodada de luxo

Os resultados paralelos não foram todos os melhores possíveis. Mas, quando é, nem sempre Grêmio e Inter se ajudam, aí não adianta nada. Desta vez foi diferente, duas vitórias importantes, que não vêm do nada, são resultado do bom trabalho de Renato Portaluppi e Celso Roth.
No Beira-Rio, jogaço! A vitória do Inter por 3 a 2 sobre o Corinthians foi dos melhores jogos do BR-10 até agora. Talvez o melhor. Teve um Colorado repetindo o 4-2-3-1, com um D'Alessandro que jogou muito, tanto pela esquerda, quanto no meio, quando saiu Tinga, lesionado. Os dois fizeram a jogada do primeiro gol, aos 29min, no momento que o Inter já tinha perdido o total controle do jogo e o Timão incomodava.
Tinga se machucou no lance do gol, entrou Edu. Não é a mesma coisa. O Inter sentiu a saída do 7 e o Corinthians cresceu. Jogo cheio de alternativas! Com duas grandes equipes. Depois do 1 a 1 e do golaço do Jorge Henrique, o Inter virou e revirou. Primeiro, com a boa jogada do argentino camisa 10, e a cabeçada mortal de Alecssandro, voltando depois de meses parado e encostando a primeira vez na bola para fazer o gol.
E teve o momento antológico do campeonato. Em três minutos, dos 45 aos 48 do segundo tempo, Nei deu de goleiro, foi expulso e cedeu a alternativa do pênalti e do empate ao Timão. Bruno Cesar converteu, 2 a 2. Mas, desde 2006, tudo é possível dentro de um Beira-Rio lotado. No último lance, falta em Alecssandro, expulsão de Paulo André, cobrança de Andrezinho, desvio na barreira, bola na trave e gol.
Inter de Celso Roth chega aos 41 pontos, tem um jogo a menos e ocupa a 4° colocação. Está há 7 pontos do líder Fluminense.
O Grêmio, em Sete Lagoas, conquistou uma vitória importantíssima dentro da sua trajetória de recuperação. Um 2 a 1 que poderia ter sido muito melhor caso André Lima, Jonas e Roberson não errassem gols tão feitos. Mas poderia ter sido bem pior se não fosse Victor, gigante no segundo tempo enquanto o Galo mineiro pressionou.
Todos os gols saíram no primeiro tempo. O Tricolor começou fulminante, fez os dois gols e diminuiu o ritmo. Daniel Carvalho, pelo Atlético, assumiu a responsabilidade e o time, fez toda a jogada do gol mineiro. No segundo tempo teve a parceria do bom Neto Berola, atacante agudo, que entrou às costas do lateral Gabriel. Assim, o Grêmio ficou preso. 
Na sua estreia, Dorival acertou nas substituições, mas como vem sendo até agora, o Atlético-MG ainda não se acertou. Renato também mexeu bem, tirou André Lima e armou um 4-5-1. Assim, o Tricolor compactou, neutralizou as jogadas de flanco do Galo e ainda arriscou alguns contra-ataques. Não correra mais tantos riscos.
O Grêmio agora é o 10°, tem 33 pontos, não fala mais em rebaixamento, tem a melhor campanha do returno e só mira o pelotão de cima.

sábado, 11 de setembro de 2010

Questão de tempo

Era questão de tempo: o Corinthians, que não era vencido há 23 jogos dentro de casa e, há 10 jogos, só vencia no Pacaembu pelo Campeonato Brasileiro, uma hora ia ser derrotado. E o Grêmio, que não vencia fora de casa desde a metade do BR-09, portanto há um ano, teria de vencer em algum momento. Precisou as duas equipes se encontrarem para finalmente não acontecer o óbvio - o Grêmio vencer e o Corinthians perder.
Mas não foi só questão de tempo. Mas questão de Douglas, autor de mais um golaço, o da vitória, aos 34min do primeiro tempo. Também questão de Victor, que defendeu seu 4° pênalti no BR-10, desta vez batido e perdido por Iarley, aos 14min do segundo tempo. Não foi só isto em 90 minutos que determinou a vitória do Grêmio, mas foi isto principalmente.
O time de Renato, sem Rochemback e sem Souza improvisado, mas jogando na dele, teve Ferdinando auxiliando o gigante Adilson na marcação. Marcação que no primeiro tempo funcionou bem, contra um Corinthians de intensa movimentação com Ralph, Jucilei e Elias desarmando, passando, articulando, assim como J.Henrique e Iarley lá na frente e pelos lados. Já o cerebral meia-goleador Bruno César, centralizado e bem marcado.
No primeiro tempo o Grêmio jogou o seu 4-2-2-2 feijão-com-arroz, mas um feijão e um arroz bem temperado, com Douglas querendo muito jogo, com Souza fazendo boa parceria com Gabriel e com os dois volantes marcando bem.
Durante os dois tempos, Adilson Baptista mexeu bastante no seu Corinthians, perdeu o volante Ralph logo no início do jogo, teve de colocar Bokita e, durante a partida, viu Jucilei jogar muita bola e ser um dos destaques do jogo e deste Coringão 2010. O Timão dominou o Grêmio após o zagueiro Vilson ser expulso na jogada do pênalti corintiano (victoriano), originado de uma falta dentro da área que foi muito menos falta que pelo menos três faltas que o árbitro Francisco Carlos Nascimento não deu durante o jogo - inclusive a falta do Douglas, que tirou Ralph do jogo e não foi assinalada.
O Corinthians é o time que mais teve pênatis a seu favor no BR-10, ao todo foram 8. Mas verdade seja dita, Vilson cometeu a penalidade.
Adilson Baptista foi para o tudo ou nada: armou um 2-3-3-2, com Jucilei, Bokita e Ralf na primeira linha do meio-campo e logo em seguida Danilo, Bruno César e Defederico. O Grêmio a certa altura ficou sem nenhum atacante, se defendeu como pôde e como não pôde. O Timão empilhou chances de gol e o Tricolor demonstrou a união, a garra e a luta de sempre, mas que faltara ultimamente, assim como a sorte, que no Pacaembu sobrou.
Vitória maiúscula, que deixa o Grêmio distante da zona do rebaixamento e confortável para pelo menos cogitar subir mais ainda na tabela, tendo agora razoáveis 26 pontos. O próximo jogo é um canhão cheio de história: dia 15 de Setembro, aniversário de 107 anos do Grêmio, jogo contra o grande rival dos anos 90, o Palmeiras. No comando dos times, os dois maiores ídolos tricolores: Renato Portaluppi e Luis Felipe Scolari.