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domingo, 27 de abril de 2014

Grêmio e Inter têm jornadas distintas no final de semana

Botafogo 2 x 2 Internacional
A equipe de Abel Braga fez um baita primeiro tempo, envolveu o combalido Botafogo e podia ter feito mais que dois gols. A vitória seria um passo inestimável rumo à liderança, principalmente por se tratar de um jogo fora de casa, contra um clube grande, e se constituindo na segunda vitória consecutiva. O Inter do primeiro tempo é promissor e deve ser perseguido por Abel a cada treinamento.

Mas a segunda etapa foi desastrosa. O colorado faliu tecnicamente. O apagado Alan Patrick saiu para a entrada de um desembocado Otavinho. D'Alessandro não conseguiu chamar o jogo pra si, teve má jornada o argentino e Dida falhou em pelo menos um dos gols do Botafogo. O time carioca teve modificações no segundo tempo, voltou mais veloz, sem Jorge Wagner e Aírton, e contou com a tarde inspirada de Emerson Sheike.

Não foi o resultado dos sonhos. A vitória parecia certa e o Inter deixou os três pontos escapar por entre as mãos. Contudo, na análise fria de projeção de tabela, um empate fora de casa frente ao Botafogo é, no mínimo, razoável.

Grêmio 2 x 1 Atlético-MG
Para o Grêmio, foi o resultado dos sonhos. Quem apostaria que os reservas do Tricolor Gaúcho, que vem de três derrotas consecutivas de seus titulares, venceriam o atual campeão da América? Os três pontos são fundamentais para que o Grêmio não fique tão atras assim na busca pelas primeira posições do BR-14. Outro fato importante é a retomada de confiança, mais por parte da torcida do que dos jogadores. Afinal poucos ali jogarão na quarta-feira contra o San Lorenzo.

A equipe de Enderson Moreira se portou bem e soube explorar o momento de instabilidade do Galo, que teve a estreia do novo técnico Levir Culpi e vive na Libertadores situação de desvantagem, assim como o Grêmio. Na pratica, a vitória tem efeito imediato apenas no Brasileirão. O jogo contra os argentino tem outra conotação, outra motivação e, o mais importante, outros jogadores.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Inter estaciona e Grêmio segue na cola dos líderes

Alexandre Lops/Divulgação ClicRBS
O Internacional não fez má partida contra o Botafogo. Jogou melhor que o time carioca desde o início do jogo. Conseguiu abrir o placar no segundo tempo e depois acabou cedendo o empate. Contudo, ainda teve chances de chegar ao segundo gol.

Como Forlán não iniciou o jogo, Fernandão testou um ataque com Cassiano e Damião, é uma dupla pesada, de homens mais de área. Surpreendentemente funcionou de certo modo. O garoto Cassiano se posicionou mais à direita e conseguiu executar com razoável sucesso o papel de um segundo atacante. Mas no 4-4-2 de Fernandão, mais um vez quem se destacou foi Fred, o meio que jogou pela direita, ao lado de D'Alessandro, e é peça fundamental para os relapsos momentos de bom futebol no Internacional.

Contudo, o empate não é bom. O Inter não avança na tabela, pára na sétima posição com 36 pontos e deixa de diminuir a distância para o Botafogo, que tem 38 e está na quinta posição. O Colorado estacionou na tabela, e a tendência é que siga variando uma ou duas posições pra cima ou pra baixo. Está faltando o algo a mais para o time de Fernandão. A equipe ainda não deu liga e, convenhamos, está cada vez mais se esgotando o tempo para que de fato dê.

O Inter tem uma oportunidade de ouro nas próximas duas rodadas: dois jogos em casa. Nesse domingo o Colorado recebe o Sport, e no próximo, dia 23, quem vem a Porto Alegre é o time do Bahia. É a chance de somar seis pontos em sequência, o que faz uma imensa diferença nessa parte da tabela onde os times têm campanhas irregulares e 2 ou 3 pontos de diferença entre si.

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O Grêmio não teve jogo fácil contra o Náutico, no Olímpico. A vitória só veio no segundo tempo, e com o segundo gol apenas nos acréscimos. Para furar a retranca montada pelo técnico Gallo, que já é habitual dos times que vêm jogar no Olímpico, Luxemburgo usou o recuso que também há muito tempo já utiliza. Luxa desmonta o 4-4-2 tirando um dos volantes (no caso o Fernando) e colocando o atacante Leandro. O Grêmio fica no 4-3-3, com Kléber e Leandro atuando pelos flancos e recuando para recompor se necessário.

Deu mais certo que errado, na média. É a alternativa que o técnico gremista tem achado para tornar seu time mais ofensivo e, ao mesmo tempo, não perder capacidade de contenção. Sendo assim, o Grêmio segue na cola do líder Fluminense e do vice Atlético-MG. Mas esse "na cola" representa uma diferença de 6 pontos do líder e 4 do líder. Não é pouca coisa. O Grêmio precisa, ao menos, vencer duas rodadas e torcer para que os dois que estão acima   percam duas.

A tendência tricolor é realmente segurar a vaga na Libertadores na terceira posição.

domingo, 22 de julho de 2012

Vitória gremista na estreia de Seedorf

Foto: Wagner Meier, AGIF / Flickr Botafogo
Os quase 35 mil torcedores que foram ao Engenhão nesse domingo, foram para ver o primeiro jogo de Seedorf vestindo camisa botafoguense. Sem dúvida, um grande acerto do time carioca para o restante da temporada, o holandês é uma contratação incontestável à primeira vista. A festa antes de iniciar o jogo é completamente justificável e necessária. Agora, o jogo, é outra coisa.

O Grêmio sabia que o Botafogo ia pra cima desde o início e ia propor o jogo no Engenhão. Foi o que aconteceu. O time de Oswaldo de Oliveira abriu mão de Andrezinho, que ficou no banco, e apostou na velocidade pelos flancos. No 4-2-3-1 dos cariocas, Seedorf foi o meia centralizado, Vitor Junior jogou pela esquerda, e na direita Fellype Gabriel. Na frente, um Élkeson muito bem vigiado por Vilson e G. Silva.

Luxa manteve o 4-4-2 e, para marcar as investidas do adversário, deixou o meio-campo praticamente em linha, trancando as jogadas laterais do Botafogo. A marcação gremista forçava o erro do time de Seedorf, que aos poucos foi se soltando, mas não foi nada mais que razoável. Com mais uma boa atuação tática e técnica dos meio-campistas, o Grêmio soube desarmar e armar. Apostou na velocidade de Leandro nas costas do bom lateral-esquerdo Márcio Azevedo e na vitalidade de Souza, na precisão de Fernando e na cadência e visão de jogo de Elano e Zé Roberto, que no início do segundo tempo tabelaram e acharam Marcelo Moreno na grande área. O centroavante confirma a grande fase e marca seu quarto gol no BR-12, todos nos últimos três jogos.

Há duas questões fundamentais nas campanhas das equipes que venceram o campeonato ou se classificaram para a Libertadores: vencer fora de casa e vencer adversários diretos. Na vitória deste domingo, no Rio, o Grêmio juntou o útil ao necessário. Assim como os 3 a 1 contra o Cruzeiro, em Minas, este 1 a 0 sobre o Botafogo tem um peso importantíssimo para a boa campanha do time de Luxemburgo no BR-12.

O Grêmio fecha a rodada no G4, com 21 pontos, com time definido, confiante, respaldado por bons resultados. Na quarta-feira, outro confronto importante. O Tricolor recebe o Fluminense, no Olímpico. O time de Abel Braga é o terceiro colocado, vem logo acima do Grêmio, e tem 25 pontos.

domingo, 17 de junho de 2012

As primeiras derrotas de Inter e Grêmio no BR-12

Náutico 1 x 0 Grêmio

Inevitável não lembrar do jogo Grêmio e Palmeiras, na última quarta, no Olímpico, depois que o Náutico fez o primeiro e único gol do jogo aos 46 minutos do segundo tempo. Os dois jogos foram muito parecidos, e tiveram o mesmo desfecho. O Grêmio exerceu certo domínio sobre o adversário, teve poucas infiltrações ofensivas e acabou se descuidando nos minutos finais e levando gol numa das raras chances do adversário. Mas o contexto é outro. No campeonato brasileiro, derrota fora de casa faz parte da trajetória de qualquer equipe.

Luxa testou um nova alternativa de escalação, um clássico 4-3-3, com Kléber e Miralles pelos lados e Marcelo Moreno como centroavante. Marco Antônio continuou no time, Edilson voltou e Gabriel foi para o banco e a dupla de volantes foi Vilson e Léo Gago. Mesmo com a derrota, com o futebol nada mais que razoável, esta não é uma alternativa para ser jogada para escanteio pelo treinador. Tem fundamento.

O que não teve contra o Náutico foi uma maior compactação, pois essa maneira de jogar exige aproximação de setores, preenchimento de espaços e bola no chão, de pé em pé, buscando os atacantes pelos flancos. O Grêmio não teve tudo isso, até porque ainda não tem Moreno e Kléber em melhor ritmo, não tem alguém que faça a do Marco Antônio melhor que o Marco Antônio (terá Zé Roberto), não teve Fernando, perdeu Werley lesionado e, depois, Douglas Grolli (que entrou no lugar de Werly) expulso. O zagueiro recebeu o vermelho quando o Grêmio dominava, vivia talvez seu melhor momento no jogo. A partir daí o jogo favoreceu o Náutico.

Na próxima quinta é outro jogo, outro clima, outro gramado, mai fácil para propor um jogo de toque de bola. A questão é: que jogo o Grêmio vai propor e que jogo o Palmeiras vai permitir? O 4-3-3 de Recife pode surgir, mas acho que Luxa não abre mão de sua trinca de volantes. Talvez Marco Antônio não comece o próximo jogo.

Inter 1 x 2 Botafogo

Como não vi o jogo, prefiro confiar e postar aqui o comentário do Vicente Fonseca, do blog Carta na Manga:

"[...] A derrota prejudica os planos do Internacional de vencer em casa e empatar fora, receita mágica para buscar o título. Mas mais grave que a derrota são as opções que Dorival Júnior tinha hoje no banco para tentar mudar as coisas. Mesmo com a volta de vários titulares, fica evidente que o Inter não tem reposição à altura. Somente Dátolo seria um bom reserva (isso se não for titular, e Dagoberto reserva), mas está machucado. Jajá e Gilberto estão muitos degraus abaixo dos titulares. Não o condeno de todo por chamar Elton quando o jogo estava 1 a 1: diante da falta de bons atacantes no banco, talvez o melhor fosse mesmo meter um volante a mais e evitar a derrota. Mas não deu tempo.

Em tempo:

- Público muito bom no Beira-Rio, considerando as circunstâncias climáticas e de condições do próprio estádio."

Texto completo AQUI

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Grêmio volta a oscilar no BR-11

Há alguma rodadas o Grêmio estava certinho, teve boa sequencia de jogo e vitórias, ganhou três ou quatro posições e deixou de pensar em rebaixamento para sonhar mais alto. Panorama como este muda facilmente para qualquer equipe do meio da tabela depois de duas derrotas. E é o que acontece com o Grêmio depois da goleada sofrida contra o Vasco no sábado e agora a derrota de 1 a 0 contra o Botafogo, no Olímpico. A coisa só não foi pior porque estas duas equipes estão lá em cima, disputando o título, portanto não são adversárias diretas do Grêmio na disputa de posição.
A principal dificuldade da equipe de Celso Roth no confronto contra o Botafogo já é velha conhecida. O Grêmio é o segundo pior ataque do BR-11, é um time com sérias dificuldade de converter seus lances em gol. Esta carência ofensiva não permitiu que o Tricolor transformace sua superioridade no primeiro tempo em vantagem no placar. Jogando no habitual 4-2-3-1, os cinco homens de meio-campo gremista envolveram os quatro botafoguenses, que encontraram dificuldades para marcar e sair jogando, coisa que o Grêmio fez com mais perícia.
Chutes de longa e média distância foram a arma mais utilizada pelo Grêmio para tentar vencer o goleiro Jefferson, de muito boa atuação. Faltou ao Grêmio um centroavante menos reclamão, mais ligado no jogo e nos lances. Mais acionado também. Brandão, que entrou com o Grêmio já perdendo, teve atuação parecida. Na esquerda onde jogou Collaço - e não foi bem -, o time sentiu falta do suspenso Julio César, um jogador mais agudo, que entra na área adversária e tem facilidade na tabela. Características fundamentais para enfrentar um time bem posicionado defensivamente como o Botagofo de Caio Junior. Característica que o Grêmio não teve nessa derrota que tinha pinta de empate até o gol de Abreu, aos 20 do segundo tempo.
Se o time carioca chutou três bolas ao gol de Victor, é muito. O que não tira os méritos do Botafogo, que é o 3° colocado do BR-11, tem um time muito bem arrumado, seguro em campo, e referências técnica importantes como Elkeson, Maicosuel, Renato e Jefferson.
Ao Grêmio resta reconhecer seus deméritos na derrota, sem esquecer que também houve méritos. Longe de serem brilhantes e vitoriosos, mas que a subjetividade do futebol permite o destaque. Ainda não há motivos fortes o bastante para buscar outra ideia de time ideal. Ideal seria retomar o que esse mesmo time já produziu, e isso se faz trabalhando detalhes, blindando o vestiário da crise e somando pontos, coisa que o Grêmio não fez nas últimas duas rodadas.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A importância da sequência de resultados no Campeonato Brasileiro

O Grêmio vinha de dois resultados bons, o empate em São Paulo contra o Palmeiras e a vitória em casa sobre o Fluminense. Era de suma importância somar pontos contra o Ceará, que ocupa posição intermediária na tabela e, sendo assim, é adversário direto do Grêmio. Adversário direto para vaga na Sul-Americana ou na fuga do rebaixamento. Vencer o Ceará, por exemplo, é mais negócio que vencer o Fluminense, dentro do contexto gremista de BR-11.
O Brasileirão é um campeonato em que o time que faz uma sequencia de quatro ou cinco bons resultados, já pula lá pra cima. O Grêmio tinha tudo para consolidar essa sequencia, mas teve uma noite de filme de terror em Fortaleza. Os 3 a 0 foi pouco. As fragilidades defensivas reapareceram e as ineficiência ofensiva persistiu. Porém, para os próximos jogos, muito mais que a parte tática, o que Roth precisa trabalhar minuciosamente é a parte anímica desses jogadores, para assim promover a recuperação técnica de alguns nomes fundamentais, como Douglas e Victor.
Já o Inter ensaia sua sequencia de bons resultados, não perde há três jogos. Tem um empate fora de casa e duas vitórias no Beira-Rio. Em termos de tabela, isso já representa uma sétima colocação, 26 pontos somados e uma distância de dois pontos da zona de pré-Libertadores.
A difícil vitória de 1 a 0 sobre o bom Botafogo, num jogo equilibrado, contra um adversário direto que é o time carioca, representa o começo de um trabalho, e começar vencendo é sempre bom. Dorival ainda não conhece o grupo, mas não inventou, montou um 4-2-2-2 típico, e promoveu o retorno importante de Andrezinho, evitou criar desgaste com o grupo de jogadores calejado. Parece que o futuro reserva boas perspectivas ao torcedor colorado.