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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Você Viu? #73

Terra: Aldeia Mbyá-Guarani aguarda titulação de novas terras em Porto Alegre
Jornal Sul21, 5 de agosto

Saúde: O que fazer com um médico que afirma ser vítima de “trabalho escravo”?
Blog do Sakomoto, 4 de agosto

Mídia: A agonia da Abril
Diário do Centro do Mundo, 3 de agosto

Legalize: Como o Uruguai pretende legalizar a maconha
Diário do Centro do Mundo, 2 de agosto

Política: Crise de legitimidade e referendo revogatório
Estratégia e Análise, 1° de agosto

Coletivo Nigéria apresenta Com Vandalismo, documentário produzido por quatro jornalistas do Ceará sobre as manifestações em Fortaleza, gravado nas ruas, no calor da hora.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Você Viu? #68

Meio Ambiente: Ativistas realizam marcha contra corte de árvores em Porto Alegre
Jornal Sul21, 20 de maio
Ramiro Furquim/Sul21

















Transporte: PSOL: nota da ATP “é uma ameaça à população e ao Judiciário”
Jornal Sul21, 20 de maio

Mídia: Os portugueses deveriam rir ao ser chamados de “estúpidos” pelo CQC?
Diário do Centro do Mundo, 20 de maio


Política: Dilma diz que boato sobre Bolsa Família é desumano e criminoso
Vi o Mundo, 20 de maio

Censura: PF apreende equipamentos de repórter no Mato Grosso do Sul
Blog do Sakomoto, 19 de maio

Uruguai: Mujica rejeita título de “presidente mais pobre do mundo”
Diário do Centro do Mundo, 18 de maio

Ditaduras: RÍOS MONTT, O GENOCIDA
Agência Pública, 16 de maio


E a série "Não há o que não haja", nos brinda com uma bela campanha contra o comunismo no Brasil.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O inexplicável muro

O texto que reproduzo a seguir é do músico e jornalista gaúcho Arthur de Faria, originalmente publicado no portal Álbum Itaú Cultural.

Pra mim é quase uma neurose obsessiva a grande pergunta que faço, todos os dias, antes de escovar os dentes. Todas as noites, antes de tentar apagar vendo a vida das marmotas do Báltico no National Geographic. A pergunta que faço pra amigos paulistas, pernambucanos, mineiros… A pergunta que me fazem amigos uruguaios e argentinos. A pergunta que me faço com meus amigos gaúchos: “Cadê o furo?”.
Onde é que tá o buraco que impede que, um dia, se derrube o inexplicável muro de via única erguido entre o Brasil e a América Hispânica?
Via única porque a recíproca não é, nunca foi, e provavelmente jamais será, verdadeira. Argentinos e uruguaios – e provavelmente chilenos e paraguaios, mas não poderia afirmar – têm uma imensa curiosidade pela cultura e um grande carinho por seus irmãos latinos de fala portuguesa. E, baseados em sua própria fé, não cansam de manifestar o pasmo pela falta de reciprocidade. Pela ignorância brasileira com relação ao que, para eles, é até politicamente muito claro: somos uma coisa só. Uma única América. E uma verdade óbvia e ululante. Ao menos para uruguaios e argentinos. Mas – e isso é tristemente real – uma questão ignorada e/ou raramente formulada por quase todos os Brasis.
Quase porque, ainda que de forma distante do que seria o ideal (ou o lógico), o Rio Grande do Sul, tão sectário em algumas questões, já evoluiu um tanto nessa. Somos, inequivocamente, mais platinos, mais sureños que a média dos brasileiros. Afinal, tem até a velha piada – glosada por gaúchos e brasileiros de outros estados, com enfoques diferentes – de que somos argentinos que falam português. Ou quase português.
Última fronteira viva do Brasil, enquanto a corte bailava e os ciclos econômicos se sucediam, os gaúchos atrasam o desenvolvimento de suas cidades porque não paravam de ter castelhanos pra matar. O que, pela lógica, não daria em nenhuma vontade de integração. Pelo contrário. É como diz um amigo uruguaio: peleávamos tanto que nem tempo pra aprender a falar espanhol direito tivemos. Ficou esse gauchês arremedo de portunhol.
Mas o fato é que o Rio Grande sempre bailou tango, sempre fez poesia gauchesca, sempre se sentiu parte desse oceano unificador chamado pampa. E enquanto Francisco Canaro vinha a Porto Alegre gravar na Casa Electrica e usava músicos locais pra tocar seu tango sem sotaque, representantes sulistas das gravadoras nacionais mandavam cartas para o Rio de Janeiro dizendo que nem adiantava enviar discos de samba e maxixe que os gaúchos não compravam mesmo.
Esse foi sempre um sentimento latente. Menos do que uma latinidad, uma consciência de fazer parte de um sul mais espiritual até do que geográfico. E aceitar o fato de que esse era mesmo nosso destino, que o “Brasil” não tinha nada a ver com isso. Como os portugueses que, quando viajam à França, dizem: “Vamos à Europa?”.
Só que, de umas poucas décadas pra cá, a coisa foi ficando mais concreta. Graças (não só, mas bastante) a iniciativas individuais de produtores culturais de lá e de cá, às vezes dentro, às vezes fora dos governos, começamos, os gaúchos, a testar a efetiva realidade de nossa pertença a ser sul.
Um exemplo: durante uma década, Buenos Aires recebia, casa cheia e braços abertos – e também Montevidéu, em várias ocasiões –, o festival Porto Alegre em Buenos Aires (ou Porto Alegre em Montevidéu). E nós nos espantávamos de ver tantos argentinos indo nos ver não porque éramos gaúchos, mas, sim, porque éramos brasileiros. Nunca nos sentimos tão brasileiros (pare e pense na maluquice disso, amigo leitor).
Desde então, muito se construiu. Um muito que é muito pouco, mas mais que o que o resto do Brasil tem de intercâmbio com o Prata. E é isso que, cada vez mais, me pasma: nossas fronteiras culturais são falsas, e isso é óbvio. Gaúchos e argentinos. Mato-grossenses e paraguaios. Nordestinos e nortistas. As fronteiras não são linguísticas. Não são políticas. São demarcadas por proximidade de culturas. E nem assim são concretas.
Gaúchos fazem samba, gaúchos fazem zambas. Nossa pátria é a do choro, mas também é a do chamané, que, por sua vez, também pertence àquele país chamado Pantanal. O roqueiro argentino Fito Paez é um artista tão conhecido do público médio gaúcho quanto, que se yo, o Pato Fu. E, na média, os gaúchos entendem tanto de espanhol quanto de mineirês.
Pode ser o futebol? Pode. Mas convenhamos que reduzir as possibilidades de aproximação entre duas culturas a uma polêmica Pelé-Maradona é menos do que somos capazes de realizar nessa vida… (E, pra piorar, nem uruguaios nem argentinos, que levam o futebol tão a sério quanto nós, misturam essas coisas.)
Então, taí. Taí o Jorge Borges, o maior escritor gaúcho, as milongas frias do Vitor Ramil, as culturas italiana e judaica que também unificam os povos do sul. Taí o fato de que, sem jamais ter feito um show no Rio de Janeiro, a banda a que pertenço, Arthur & Seu Conjunto, toca sistematicamente em Buenos Aires, da mesma forma que Tom Zé ou Elza Soares, e nos mesmos festivais. Afinal, somos artistas brasileiros. Temos os cursos de história da MPB que eu e meu parceiro Luis Augusto Fischer ministramos todo ano por lá, para plateias atentas, sim, repletas,sim, e, mais que tudo, tremendamente informadas sobre a nossa cultura. Pense no inverso: um curso de música argentina em qualquer cidade brasileira.
E aí a gente pega um táxi pra ir pro hotel e o argentino tá ouvindo uma fita do Sivuca.
Cê já pegou um táxi brasileiro e tava tocando Sivuca?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bom empate Colorado no Uruguai

Pela história recente de um Inter sempre favorito na Libertadores, o empate em 1 a 1 no Estádio Centenário em Montevidéu, contra um Peñarol da 14° melhor campanha (Inter teve a 3°), não deve ser encarado como se tivesse gosto vitória. Tem gosto de empate, um bom empate com um gol qualificado. Gol que dá toda a tranquilidade para o time de Falcão jogar mais no Beira-Rio e vencer naturalmente.
Pela história e pelo peso da camisa do Peñarol, o jogo de volta não é jogado. Pelo jeito vai ser brigado, com maior chance de ser colorado, mas não se pode dar chance ao azar, nem aos uruguaios. O Peñarol é time de uma jogada só, não tem muito o que inventar. Entretanto, mesmo não inventando, com um 4-4-2 inglês, compactado mais atrás, roubando a bola e saindo com velocidade pelos lados, buscando a linha de fundo e o cruzamento, fazendo isso o jogo inteiro, aos 36 minutos deu certo e o meia-direita Corujo saiu do seu posicionamento, ocupou o espaço do atacante que fazia o cruzamento e concluiu à gol.
O Inter foi armado pelo Falcão num 4-2-2-2 que variava para um 4-3-3, com D'Alessandro vindo articular por dentro e Andrezinho adiantando e sendo o atacante pela esquerda, enquanto Sobis jogava pela direita e Damião era a referência. Em noite inspirada de Bolatti, que desfilou belíssimo futebol, o mesmo não repetiu Sobis, que foi bem substituído no intervalo por Oscar. D'Alessandro só não jogou porque não deixaram, foi bem marcado e recebeu muitas faltas.
A equipe Colorada não foi afobada nem quando perdia o jogo. Com os dois laterais mais presos e jogando no 4-2-3-1, com Oscar centralizado, Andrezinho (depois Tinga) na direita e o D'Alessandro na esquerda, o Inter neutralizou bem as jogadas do Peñarol pelos lados. O jogada do gol de empate começou nos pés de Bolatti, que passou Oscar, o menino lançou Damião e o centroavante colorado fez o que mais sabe fazer: gol. Mesmo que desviado, um belo gol do artilheiro da temporada no Beira-Rio.
Depois desse empate interessantíssimo, o Inter só pensa em Grenal. E quando pensa que vai jogar contra um Grêmio que toma gol em tudo quanto é jogo, e vê lá na frente um Leandro Damião que dificilmente passa em branco... O Inter tem motivos para acreditar que o Gauchão não acaba esse domingo. Por outro lado, o Grêmio tem todos os motivos do mundo para não perder, levantar a Taça e a moral de uma equipe em baixa.