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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Você Viu? #51

Almbulantes: O esquema de loteamento político das ruas do Recife
Blog Acerto de Contas, 10 de dezembro

Indígenas:Cresce tensão na desocupação da terra indígena Marãiwatsédé; bispo é ameaçado
Jornal Sul21, 10 de dezembro

Direitos Humanos: Denúncias de violação de direitos humanos crescem 77% em 2012
Jornal Sul21, 10 de dezembro

Argentina: Argentinos exigem plena vigência da Ley de Medios 
Brasil de Fato, 10 de dezembro

Grêmio Arena: O futuro é agora
Carta na Manga, 9 de dezembro

Futebol: Corinthians terá mais R$ 30 milhões da Nike. Ou os rivais acordam ou será difícil competir
Blog do PVC, 9 de dezembro

Mídia Independente: A 50ª batalha
Jornalismo B, 8 de dezembro

Porto Alegre: Porto Alegre: equívocos e ruídos da reforma administrativa de Fortunati
RS Urgente, 7 de dezembro

Niemeyer: "A vida é um sopro" - o documentário
Documentário de 90 minutos sobre a vida do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer (Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907 — Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 2012).
Diário Gauche, 6 de dezembro

sábado, 8 de dezembro de 2012

Abaixo-assinado em apoio ao processo de democratização da comunicação na América Latina

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07/12/2012

7D - Manifesto de comunicadores do Rio Grande do Sul


1 – O presente manifesto tem por objetivo declarar o apoio ao processo de democratização da comunicação que a América Latina, e em específico a Argentina, vive nos últimos anos. Consideramos que a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, conhecida como Ley de Medios, promulgada no dia 10 de outubro de 2009, é, assim como leis similares na Bolívia, no Equador e na Venezuela, fundamental para que possamos construir, através da mídia, o respeito à diversidade, à democracia e ao direito à comunicação resguardado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.

2 – Consideramos importante pronunciar nossa posição favorável à lei – principalmente hoje, no dia 7 de Dezembro – o 7D – data simbólica e limite para adequação dos meios à nova norma – dada a superficialidade e o maniqueísmo das notícias que circulam na mídia hegemônica sobre o assunto. Os ataques dessa mídia, historicamente aliada às oligarquias nacionais e internacionais, têm por objetivo o controle da informação em defesa de seus interesses monopólicos no Brasil, em detrimento da verdadeira liberdade de expressão, informação e opinião.

3 – O direito à comunicação na Argentina é prejudicado pelo histórico monopólio do Grupo Clarín, da mesma forma com que no Brasil sofremos com a vocação monopolítica dos grandes conglomerados empresariais, cujas principais representações, atualmente, são a Rede Globo, no Brasil, e, no Rio Grande do Sul, o Grupo RBS.

4 – A Ley de Medios é formada por 166 artigos e foi construída em conjunto com diversos setores da sociedade argentina. Gostaríamos de destacar alguns pontos: a criação do Conselho Federal de Comunicação Audivisual; do Conselho Assessor da Comunicação Audiovisual e da Infância e da Defensoria do Público de Serviços de Comunicação Audiovisual; a garantia do direito de acesso universal a conteúdos informativos de interesse relevante e de acontecimentos esportivos; e o artigo 45, que limita a quantidade de concessões a cada empresa, atuando para horizontalizar e tornar mais plural e competitivo o espaço de mídia veiculado em concessões públicas – ou seja, de propriedade da sociedade e não de empresas privadas.

5 – A Ley de Medios argentina é bastante avançada, mas é muito semelhante ao que seria uma regulamentação do que determina a Constituição Brasileira. No Brasil, porém, a pauta não consegue avançar, por mais que seja discutida pelos setores organizados da sociedade. Como está sendo feito na Argentina, na Bolívia, na Venezuela e no Equador, precisamos de uma nova Lei de Mídia, de um novo marco regulatório para as comunicações, para que o direito à voz deixe de ser um privilégio submetido ao poder econômico. O Estado deve regular e criar as condições necessárias para a pluralidade de vozes que ecoam na mídia, barrando o domínio das onze famílias brasileiras proprietárias da maior parte das empresas de comunicação do país.

6 – Não queremos, com esse manifesto, endossar quaisquer outras políticas do governo Cristina Kirchner, mas defender, sim, a soberania argentina e uma lei que aponta para a real democratização das comunicações naquele país, com o ataque ao monopólio do Grupo Clarín e a distribuição equitativa do espectro de rádio e televisão entre espaços privados, públicos e estatais. As acusações que rotulam a nova norma como “censura” ou uma forma de calar os opositores são completamente irracionais e inaceitáveis.

7 – Entendemos que as especificidades brasileiras exigem também especificidades na lei que deveremos construir em nosso país, mas a Ley de Medios argentina, como as demais em processo de consolidação na América Latina, podem e devem servir como exemplo e como base para o que podemos e devemos construir aqui. O debate na construção dessa regulamentação deve ser popular, envolvendo todos os setores da sociedade e tendo como referência a Confecom, que, em 2009, tirou mais de 600 propostas para o setor, amplamente debatidas em etapas estaduais e jamais levadas a cabo pelo governo federal.

8 – A mudança no eixo do Estado é uma necessidade, e ela passa também pela democratização da comunicação, pelo empoderamento discursivo dos trabalhadores e dos movimentos sociais, pelo fim dos monopólios e pelo fortalecimento da mídia alternativa, comunitária e popular.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Você viu? #30

No dia em que completo meus 23 anos de vida, chego à trigésima edição do Você Viu?. É uma satisfação dobrada. Espero que os links a seguir sejam uteis e contribuam de alguma forma. Sigamos!

Direitos Humanos: Longe de erradicar o trabalho infantil
Brasil de Fato, 9 de julho

América Latina: Lideranças chilenas alertam para projeto de lei que criminaliza protestos
Jornal Sul21, 9 de julho

Revolução de 32: Hoje é dia de celebrar a bravura da “locomotiva da nação”

Blog do Sakomoto, 9 de julho

Internet: Megaupload voltará melhor e blindado para ataques, diz Dotcom
Portal Vermelho, 9 de julho

Mídia: Os jornalistas, esses semideuses
Blog Somos Andando, 6 de julho

América Latina 2: Ex-ditadores argentinos são condenados por roubo de bebês
Caros Amigos, 6 de julho

Eleição POA 2012: Primeiro debate expõe diferenças e semelhanças das candidaturas em POA

Jornal Sul21, 6 de julho

Além das 4 linhas: O campeão dos campeões
Estratégia e Análise, 5 de julho

Entrevista: Cesare Battisti: “A mídia jogou um papel sujo, imundo”
Jornalismo B, 5 de julho

terça-feira, 24 de abril de 2012

Você viu? #21

Jornalismo B, 23 de abril

Jornal Sul21, 23 de abril

Jornal Sul21, 23 de abril

Fala de Débora Duprat, vice-procuradora geral da república, durante o seminário "A Hidrelétrica de Belo Monte e a Questão Indígena".  Ocorrido em 07 de fevereiro de 2011 na Universidade de Brasília.

Correio do Povo, 23 de abril

Brasil de Fato, 23 de abril

RS Urgente, 21 de abril

Estratégia e Análise, 18 de abril

Pública, 18 de abril

terça-feira, 17 de abril de 2012

Você viu? #20

Pela vigésima vez o PoA Geral reúne um punhado de matérias boas e artigos interessantes produzidos nos últimos dias e que, por algum motivo, talvez você nem tenha ficado sabendo. Aí vai:

Madona: Madonna se apresentará pela primeira vez em Porto Alegre no dia 9 de dezembro
Blog Volume, 16 de abril

Direitos Autorais: Conteúdo jornalístico não autorizado poderá ser rastreado na internet por veículos no Brasil
Portal Imprensa, 16 de abril

Argentina:  Cristina reestatiza o petróleo argentino
Blog Tijolaço, 16 de abril

Mídia: Revista Veja parece japonês perdido no mato
Blog Escrevinhador, 16 de abril

Mídia: Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, responde à Veja
Jornal Sul21, 16 de abril

História: A diferenciação social no desastre do Titanic
Cão Uivador, 15 de abril

Mídia: Tarso Genro volta a criticar Grupo RBS – E o Conselho?
Jornalismo B, 13 de abril

Trabalho escravo: Barbaridade! Tinha escravo no pacote de chimarrão
Blog do Sakomoto, 12 de abril

Bagé pede desculpas ao Brasil: Manifestantes protestam durante homenagem a Médici
RS Urgente, 14 de abril

Ao mesmo tempo em que o lançamento do livro "Médici: A verdadeira história" - escrito pelos coronéis Claudio Heráclito Souto e Amadeu Deiro Gonzale, estava sendo lançado no Clube Comercial, em Bagé, um grupo de militantes gritava por justiça em memória dos torturados, desaparecidos e mortos pela ditadura militar e denunciava a 'Era Médici' como um dos governos mais sangrentos e nebulosos da história. A manifestação aconteceu em 11/04/12.
Produção: Maria Bonita Comunicação

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Você viu? #10

O ano está acabando mas esta é recém a décima edição do Você viu?, que nada mais é que uma reunião de links interessantes dos últimos sete dias.
Mais sobre o papel de (e da) imprensa argentina - Blog do Brizola Neto, 26 de Dezembro.
A CPI do Banestado revisitada - Estratégia e Análise, 23 de Dezembro.
País tem 11 milhões de pessoas em favelas - Instituto Humanitas Unisinos, 22 de Dezembro.

E Luiz Carlos Prates ataca novamente. Agora sob a asa do SBT de Santa Catarina, o comentarista dispara todo seu veneno reacionário contra o Santos que perdeu para o Barcelona.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O inexplicável muro

O texto que reproduzo a seguir é do músico e jornalista gaúcho Arthur de Faria, originalmente publicado no portal Álbum Itaú Cultural.

Pra mim é quase uma neurose obsessiva a grande pergunta que faço, todos os dias, antes de escovar os dentes. Todas as noites, antes de tentar apagar vendo a vida das marmotas do Báltico no National Geographic. A pergunta que faço pra amigos paulistas, pernambucanos, mineiros… A pergunta que me fazem amigos uruguaios e argentinos. A pergunta que me faço com meus amigos gaúchos: “Cadê o furo?”.
Onde é que tá o buraco que impede que, um dia, se derrube o inexplicável muro de via única erguido entre o Brasil e a América Hispânica?
Via única porque a recíproca não é, nunca foi, e provavelmente jamais será, verdadeira. Argentinos e uruguaios – e provavelmente chilenos e paraguaios, mas não poderia afirmar – têm uma imensa curiosidade pela cultura e um grande carinho por seus irmãos latinos de fala portuguesa. E, baseados em sua própria fé, não cansam de manifestar o pasmo pela falta de reciprocidade. Pela ignorância brasileira com relação ao que, para eles, é até politicamente muito claro: somos uma coisa só. Uma única América. E uma verdade óbvia e ululante. Ao menos para uruguaios e argentinos. Mas – e isso é tristemente real – uma questão ignorada e/ou raramente formulada por quase todos os Brasis.
Quase porque, ainda que de forma distante do que seria o ideal (ou o lógico), o Rio Grande do Sul, tão sectário em algumas questões, já evoluiu um tanto nessa. Somos, inequivocamente, mais platinos, mais sureños que a média dos brasileiros. Afinal, tem até a velha piada – glosada por gaúchos e brasileiros de outros estados, com enfoques diferentes – de que somos argentinos que falam português. Ou quase português.
Última fronteira viva do Brasil, enquanto a corte bailava e os ciclos econômicos se sucediam, os gaúchos atrasam o desenvolvimento de suas cidades porque não paravam de ter castelhanos pra matar. O que, pela lógica, não daria em nenhuma vontade de integração. Pelo contrário. É como diz um amigo uruguaio: peleávamos tanto que nem tempo pra aprender a falar espanhol direito tivemos. Ficou esse gauchês arremedo de portunhol.
Mas o fato é que o Rio Grande sempre bailou tango, sempre fez poesia gauchesca, sempre se sentiu parte desse oceano unificador chamado pampa. E enquanto Francisco Canaro vinha a Porto Alegre gravar na Casa Electrica e usava músicos locais pra tocar seu tango sem sotaque, representantes sulistas das gravadoras nacionais mandavam cartas para o Rio de Janeiro dizendo que nem adiantava enviar discos de samba e maxixe que os gaúchos não compravam mesmo.
Esse foi sempre um sentimento latente. Menos do que uma latinidad, uma consciência de fazer parte de um sul mais espiritual até do que geográfico. E aceitar o fato de que esse era mesmo nosso destino, que o “Brasil” não tinha nada a ver com isso. Como os portugueses que, quando viajam à França, dizem: “Vamos à Europa?”.
Só que, de umas poucas décadas pra cá, a coisa foi ficando mais concreta. Graças (não só, mas bastante) a iniciativas individuais de produtores culturais de lá e de cá, às vezes dentro, às vezes fora dos governos, começamos, os gaúchos, a testar a efetiva realidade de nossa pertença a ser sul.
Um exemplo: durante uma década, Buenos Aires recebia, casa cheia e braços abertos – e também Montevidéu, em várias ocasiões –, o festival Porto Alegre em Buenos Aires (ou Porto Alegre em Montevidéu). E nós nos espantávamos de ver tantos argentinos indo nos ver não porque éramos gaúchos, mas, sim, porque éramos brasileiros. Nunca nos sentimos tão brasileiros (pare e pense na maluquice disso, amigo leitor).
Desde então, muito se construiu. Um muito que é muito pouco, mas mais que o que o resto do Brasil tem de intercâmbio com o Prata. E é isso que, cada vez mais, me pasma: nossas fronteiras culturais são falsas, e isso é óbvio. Gaúchos e argentinos. Mato-grossenses e paraguaios. Nordestinos e nortistas. As fronteiras não são linguísticas. Não são políticas. São demarcadas por proximidade de culturas. E nem assim são concretas.
Gaúchos fazem samba, gaúchos fazem zambas. Nossa pátria é a do choro, mas também é a do chamané, que, por sua vez, também pertence àquele país chamado Pantanal. O roqueiro argentino Fito Paez é um artista tão conhecido do público médio gaúcho quanto, que se yo, o Pato Fu. E, na média, os gaúchos entendem tanto de espanhol quanto de mineirês.
Pode ser o futebol? Pode. Mas convenhamos que reduzir as possibilidades de aproximação entre duas culturas a uma polêmica Pelé-Maradona é menos do que somos capazes de realizar nessa vida… (E, pra piorar, nem uruguaios nem argentinos, que levam o futebol tão a sério quanto nós, misturam essas coisas.)
Então, taí. Taí o Jorge Borges, o maior escritor gaúcho, as milongas frias do Vitor Ramil, as culturas italiana e judaica que também unificam os povos do sul. Taí o fato de que, sem jamais ter feito um show no Rio de Janeiro, a banda a que pertenço, Arthur & Seu Conjunto, toca sistematicamente em Buenos Aires, da mesma forma que Tom Zé ou Elza Soares, e nos mesmos festivais. Afinal, somos artistas brasileiros. Temos os cursos de história da MPB que eu e meu parceiro Luis Augusto Fischer ministramos todo ano por lá, para plateias atentas, sim, repletas,sim, e, mais que tudo, tremendamente informadas sobre a nossa cultura. Pense no inverso: um curso de música argentina em qualquer cidade brasileira.
E aí a gente pega um táxi pra ir pro hotel e o argentino tá ouvindo uma fita do Sivuca.
Cê já pegou um táxi brasileiro e tava tocando Sivuca?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Copa América #2 - Primeira vitória e classificação

Não consegui ver o empate em 2 a 2, no sábado, com o mesmo Paraguai que o Brasil enfrenta pelas quartas de final no próximo domingo. Este, então, que era pra ser o terceiro texto, comenta o terceiro jogo da Seleção, mas é a segunda análise deste que vos tecla. Explicações dadas, sigo com o texto.
O Mano voltou a mudar a equipe. Robinho voltou pro time, Jadson voltou pra banco e a Seleção voltou ao 4-2-3-1 com os dois meias-extremos (Neymar e Robinho) projetados ao ataque. Contra o Paraguai, Jadson jogou pela direita, porém com menos impeto ofensivo, segurando mais o jogo e ficando ao lado de Ganso. Outra mudança importante de Mano Menezes, determinante na vitória de 4 a 2 sobre o Equador, foi a saída de Daniel Alves para a entrada de Maicon na lateral-direita. Dois jogadores de características diferentes, e o lateral da Inter de Milão caiu melhor no time, foi destaque do jogo, passou os 90 minutos indo á linha de fundo e voltando para recompor a defesa.
É fundamental que um trabalho, uma ideia de futebol, se sustente por vitórias, ainda mais quando está se iniciando um ciclo, promovendo uma renovação a médio prazo. E é justamente nessa hora em que a vitória teima em não acontecer. É justamente por isso que tem passado Mano Menezes e seu convocados. Aí o primeiro ponto importante dessa vitória, a confiança e a tranquilidade adquirida e o alívio da pressão. O segundo ponto é a classificação. Talvez a ordem de importância seja discutível, admito, mas não se pode fugir disso aí.
O Brasil não foi espetacular e ainda não tem tempo de trabalho para ser. Tem é bola no corpo, tem Ganso, tem Pato, Neymar, e tem lampejos daquilo que pode ser num futuro não muito distante. Ainda falta conjunto a essa equipe, falta a mecânica de jogo que vem com os jogos e os treinamentos. Mano conseguiu fazer com que dos seus quatro jogadores ofensivos, três ficassem trocando de posição e se movimentando com inteligência. Contudo, Pato esteve na área, e como centroavante, quando a equipe necessitou - e quando não esteve, tinha Neymar. Ganso ainda corre menos que deveria, sente o gramado na hora do passe, mas brilhou em alguns momentos.
No 4-4-2 apropriado à contra-ataques, o Equador não penetrou na área do Brasil, o que é bom. O ruim é que Caicedo venceu Julio Cesar duas vezes em dois chutes de fora da área, em que o goleiro da Seleção falhou como não costuma falhar.
No próximo domingo a Seleção pega o Paraguai, que é um time pronto, joga juntos a pelo menos quatro anos. Não é jogo fácil, mesmo para um Brasil mais confiante e mais leve depois de uma boa vitória. O Paraguai faz marcação pressão em vários momentos do jogo, como no segundo gol do empate de sábado, e o Brasil, que ensaiou ser um time veloz no inicio da competição, no primeiro tempo contra a Venezuela, anda jogando um futebol mais cadenciado, e pode dar muita bobeira na frente da área. É ver e torcer pra crer.

domingo, 3 de julho de 2011

Copa América #1 - Brasil 0x0 Venezuela

As duas grandes favoritas da Copa América de 2011 não estrearam com vitória. Pelo grupo A, na sexta, a Argentina não passou do 1 a 1 com a Bolívia. Nesse domingo foi a vez do Brasil empatar, pelo grupo B, contra a seleção da Venezuela.
O que Mano Menezes está implantando na Seleção não acontece do dia pra noite. Jogar no 4-3-3 variando para o 4-2-3-1, marcar pressão o adversário e controlar a posse de bola são tarefas difíceis para uma equipe executar com sincronia e competência, ainda mais uma equipe em formação, com pouco tempo para treinar.
Contra uma Venezuela recuada, jogando no 4-4-2 bem ortodoxo, o Brasil conseguiu não correr riscos e manter a bola sempre em seu domínio, já é um começo. E um começo bom, de trás pra frente, com um sistema defensivo muito seguro. Contudo, o resto daquilo que planeja Mano Menezes não foi executado como se espera.  
Mesmo num primeiro tempo em que o Brasil foi bastante superior, faltou algo de mais agudo nas jogadas de Robinho pela direita, Neymar pela esquerda, Ganso pelo meio e Ramires, que vindo de trás podia ter dado mais opção à equipe. Pato, na frente, foi o melhor nome brasileiro. No segundo tempo a principal dificuldade canarinho foi a velocidade na execução das jogadas, o que facilitou a marcação da bem postada defesa venezuelana e amornou o jogo.
As entradas de Fred, Elano e Lucas não mudaram a maneira da Seleção jogar e não devem ser surpresa para o próximo jogo, sábado que vem contra a boa seleção do Uruguai, O Brasil tem mais uma semana de preparação e para aprimorar esse novo conceito de futebol. Esse time pode jogar mais e pode jogar como quer Mano Menezes.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Buena Vida Delivery!

Uma estreia e tanto. Pois Buena vida delivery (2004) é o primeiro longa do cineasta argentino Leonardo Di Cesare que, até então, produzia curtas-metragens. O filme, com o roteiro de Di Cesari e Hans Garrino, é um conto tragicômico simples, bem engraçado e, em sua essência, triste. Buena vida delivery segue a linha do cinema argentino - do sempre bom cinema argentino -, passa uma realidade muito fácil de perceber e sentir ao se assistir, principalmente nas atuações. Aí destacam-se Ignacio Toselli, que faz Hernán, o protagonistas da história, e Oscar Nuñez, que interpreta Venancio (uma espécie de sogro de Hernán).

O drama - ou a comédia - se passa na Argentina em crise, no começo desta década. No universo de personagens de Buena Vida Delivery, absolutamente todos passam por dificuldades financeiras. Seja o patrão de Hernán, prestes a falir, seja o próprio Hernán, que mal ganha para abastecer sua moto, ou seja Patricia, a frentista que cativa o protagonista da história.

Hernán é simpático, trabalhador, bondoso, não é feio nem bonito. Como ele mesmo diz, às vezes tem cara de idiota, e paga a conta por isso. O casal Hernán e Patricia logo cativam o espectador. Mas quando tudo parece ir bem, dentro das possibilidades daquelas duas vidas sem ambições nem perspectivas de uma melhora, Patricia revela o fardo que carrega: sua familia.

Sem aviso prévio, a familia de Patricia se muda para a pequena casa de Hernán. A principio seria uma noite, mas ele não têm para onde ir e assim vão ficando, vão ficando... Quando Hernan dá por si, sua casa virou uma pequena fábrica de churros, e de jeito nenhum ele consegue expulsar os indesejados inquilinos.

Situações engraçadíssimas acontecem, seguidas de dramas sérios, que nos deixam divididos ente apoiar ou não o protagonista. É uma Argentina em crise, vê-se desempregados esgotando suas últimas doses de esperança e orgulho de serem argentinos, são dramas pessoais inusitados mas, na tela, bem reais.

Leonardo Di Cesare faz um bom filme, estreia aclamada em diversos festivais sulamericanos. Procurem a assistam Buena vida delivery.


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Inter em desvantagem

A vantagem de dois gols que o Banfield, depois de vencer o Inter por 3 a 1, está trazendo para Porto Alegre é excelente. Mas é demasiada, não condiz com o futebol jogado pela equipe argentina, que não foi nada além de razoável e racional, mas o suficiente para ganhar do Internacional. O Banfield só foi melhor e construiu o resultado depois da expulsão de Kléber e depois ser beneficiado pela arbitragem, no lance seguinte à expulsão, quando foi validado um gol irregular

E o futebol do Inter de novo deixou a desejar. Começando pela escalação, passando por algumas individualidades e acabando nas substituições - tardias e ineficientes. Ou seja, o problema do Inter no estádio Florencio Sola foi de Fossati a Fossati. Mesmo com um meio-campo povoado por seis jogadores, e mais três zagueiros postados atrás, o Inter permitiu ao Banfield a chance do contra-ataque, que é a principal característica da equipe argentina. Na frente, Alecssandro só foi visto no início da partida, quando saiu da área para dar dois chutes de média distância. O restante da partida o centroavante colorado sucumbiu à marcação dos zagueiros argentinos e, o que é mais grave, não teve ajuda de quem vem de trás, nenhum tipo de infiltração mais objetiva por parte de Anderzinho, D'Alessandro ou Kléber e Nei.

Inter e Banfiled ainda teve um show de lambanças, a começar pelo goleiro Abbondanzieri, que tentou sair driblando e perdeu a bola para o camisa 10 Erviti. O argentino rolou para seu companheiro que, em posição legal, marcou o que seria o primeiro gol do jogo aos 19mim. O bandeirinha entendeu que o jogador estava em posição de impedimento e invalidou a jogada.

Teve também a lambança de Kléber, que depois de fazer um golaço, inventou de ser malandro e deu um pisão no adversário. Foi expulso. Kléber não foi violento, mas foi imprudente, eu expulsaria. Aí, no lance seguinte aconteceu o gol irregular, o segundo gol do Banfield. Para fechar a noite de lambanças, teve as substituições de Fossati que, já perdendo de 3 a 1, botou Everton e Taison faltando pouco mais de cinco minutos para o apito final.

Com a vantagem numérica em campo, o terceiro gol do time da casa aconteceu de forma natural. Os argentinos ainda tiveram um jogador expulso, mas num momento em que a partida não andava e se encaminhava para o final.


No Banfield, gostei do camisa 20, o Quinteros, que jogou na meia-direita. Rodriguez, o jovem meia de 18 anos, goleador da equipe, apesar de ter feito um gol não foi bem no jogo. E tem ainda a figura curiosa do camisa 10, o baixinho e cabeludo Erviti, um tipo presente em quase todas as equipes emergentes do futebol sulamericano: é de baixa estatura, habilidoso, manhoso, corre pra lá e pra cá, sempre dá um chapeuzinho ou mete uma embaixo das canetas de alguém, é o ídolo da torcida e, no fim das contas, suas jogadas nunca dão em nada e ele sempre vai jogar em times pequenos. 

O Inter, na próxima Quinta, dentro do Beira-Rio precisa tirar dois ou mais gols de diferença. Uma missão que não é impossível, mas complicada para uma equipe com dificuldades para marcar gols e uma facilidade constrangedora para tomá-los. E no meio do caminho ainda tem o Grenal decisivo do Gauchão, no Olímpico. Um clássico que já começa 2 a 0para o Grêmio. Fossati mais uma vez  vai para as decisões com a corda no pescoço.