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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Goleada do Grêmio B e classificação colorada

Guilherme Testa/Chute10
O Grêmio finalmente voltou a ter boas notícias com seu plantel B. A equipe treinada por Roger Machado fez uma bela partida. Está certo que foi contra o Santa Cruz, mas visto que até agora o Tricolor tinha quatro derrotas, e todas elas jogando com jogadores reservas ou emergentes, um 5 a 0 é um grande acontecimento.

Roger usou o 3-5-2 tal qual a sua função, quando surgiu, em meados dos anos 70 e 80 na Europa: tornar o time mais ofensivo. Se desfaz a linha de quatro defensores - ficam apenas três - e se ganha um homem no meio-de-campo. Ontem, esse homem foi Guilherme Biteco, a joia gremista que já fora vendido ao Hoffenhain da Alemanha, que jogou na ala-esquerda, ora puxando para o meio, ora entrando em diagonal. Guilherme foi o homem da bola parada, quase marcou por duas vezes em cobranças de falta, bateu o escanteio que resultou no gol de Werley e fez a jogada que pifou Bertoglio cara a cara com o goleiro, para que o argentino marcasse o primeiro de seus dois gols na partida.

O Grêmio amassou o Santa Cruz, e correu poucos riscos. O trio formado por Werley, Gérson na sobra e Grolli compondo pela esquerda, foi soberano frente aos atacantes do adversário. Pela direita, quem ditava o ritmo era Tony, outro ala de feições ofensiva. Assim, com bastante jogadas pelos flancos, o Grêmio conseguiu fazer bom uso do 3-5-2 e encaminhar a sua classificação para a fase de matas da Taça Piratini.

Caxias 0 x 2 Inter
Não assisti ao jogo. Assisti aos lances e aos gols, apenas. Mas não é difícil chegar a conclusão de que o jogo não deveria ter seguido, no primeiro tempo. Devido a chuva, ao estado do gramado, o futebol ficou impraticável. Caxias e Inter fizeram o que dava. E o que dava era dar balão e cabecear. Aí, ponto para o colorado, que teve Gabriel e Damião. 1 a 0 Inter.

No segundo tempo, com o campo menos prejudicado após ter cessado a chuva, arremates de de longa e média distância eram as principais armas. D'Alessandro soube aproveitar, marcou o segundo e selou a vitória e a classificação colorada para a outra fase da Taça Piratini.

Importante que essa classificação venha antecipada, ainda mais depois de uma partida tão desgastante quanto esta de ontem. Assim, para o próximo domingo, contra o Cruzeiro, jogo que fecha a fase de grupos da Taça Piratini para o Inter, Dunga pode escalar time reserva sem problema nenhum. Descanso merecido e mais uma chance a quem ainda busca vaga no grupo principal.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O bom grupo gremista ainda precisa de um meia

Ao que tudo indica, o Grêmio fechou o grupo de jogadores para a disputa da Liberadores da América, ao menos nesse primeiro semestre. Com as chegadas de Welliton, Adriano, Barcos e André Santos, todos nessa última semana, o Tricolor qualifica seu plantel e se coloca como um dos favoritos a qualquer título em 2013.

Lucas Uebel/GRÊMIO FBPA
Numa projeção inicial, o Grêmio de Luxemburgo, no 4-4-2, seria  seguinte: Grohe/Dida, Pará, Werley, Cris e André Santos; Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Vargas e Barcos. No papel, é muito bom time. Como peças de reposição, o Grêmio tem Saimon e Bressan pra zaga, Tony e Alex Telles nas laterais, Adriano, Misael e Marco Antônio como volantes, Jean Deretti e Bertoglio nas meias e, na frente, Welliton, Kléber Gladiador, Marcelo Moreno e Willian José. O lateral/meia Fábio Aurélio ainda retorna de lesão, mas será boa opção mais adiante.

Ao bom grupo Tricolor, só está faltando uma boa reposição para Elano e Zé Roberto, visto que Deretti ainda é um jovem a se afirmar e Facundo Bertoglio é muito mais um meia-atacante de velocidade ou até mesmo um segundo atacante, fugindo das características dos dois titulares.

Para o ano de 2013, o Grêmio investe alto, e aposta em títulos. Pelo menos, está montando time para poder sonhar.

Juventude 2 x 1 Grêmio
Mais uma derrota do time reserva. O Grêmio mais uma vez aparece fora da zona de classificação. Visto que ainda há duas partidas pra fechar essa primeira fase de grupos e que, em pelo menos um desses jogos, o Grêmio jogará com time reserva, não é absurdo cogitar que o Tricolor não participe da fase decisiva da Taça Piratini. É um risco calculado. Para o Grêmio, não há nenhum problema em não disputar o título desse primeiro turno. Faz sentido, é compreensível.

Desse tipo de jogo, sempre se tira aspectos positivos. Claro, também há os negativos. Nesse sábado, mais uma vez acabou sendo Willian José. O jovem centroavante que veio do São Paulo não acertou nenhum lance, e vai ficando pra trás na forte concorrência que o Grêmio passa a ter no setor ofensivo.

O jogo melhorou no segundo tempo, coincidentemente depois da saída de Willian José. Com a entrada de Facundo Bertoglio, Mamute (estes dois uns dos bons destaques) passou a ser o homem da referência e o Grêmio se posicionou num 4-2-3-1. O  Tricolor abriu o placar e dominou grande parte da segunda etapa. Porém, depois da algumas mudanças, a equipe se fragilizou e não teve força para segurar a grande pressão do Juventude.

Não deveria, mas acabou sedendo a virada. Méritos do Juventude do técnico Lisca, que mexeu bem na equipe e soube inflamar seus jogadores rumo a um resultado importantíssimo para o time da serra praticamente garantir sua classificação entre o quatro primeiros do grupo B.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Grêmio joga mal, vence e se classifica

O jogo foi complicado? Foi e não foi. Afinal, não dá para dizer que o Grêmio correu riscos contra o Fortaleza, no Olímpico. O Grêmio correu pouco. O Fortaleza, com time reserva, pois prioriza a final do cearense no Domingo, correu o que pôde com o que tinha. E tinha, inclusive, dois ex-jogadores do Grêmio: o volante Élton e o centroavante Rômulo. Dois que, em algum momento dos últimos 10 anos sem grandes títulos no Olímpico, foram titulares do Tricolor Gaúcho, agora são reservas do Fortaleza. Convenhamos, isto explica muita coisa.

Mas Elton e Rômulo, sobre os 2 a 0 a favor do Grêmio, não explicam quase nada. Estavam inseridos no 3-6-1 aplicado pelo Fortaleza, esquema que ajudou a neutralizar Marco Antônio, anulou André Lima e conteve os dois laterais gremistas. Só que muito mais que isso, não fez. Na frente, Rômulo teve atuação parecida com a do centroavante adversário, pouco fez.

No Grêmio, a grande expectativa nem era pelo jogo em si, ou pela classificação. A atração da noite era o lateral-esquerdo Dener, que ganhou a vaga já que as duas opções de Luxemburgo (J. César e Pará) estavam impedidos de jogar.  Definitivamente não foi uma boa estreia. O garoto não tinha sido aproveitado nas últimas temporadas no Olímpico e esse ano foi emprestado e jogou o Gauchão pelo Veranópolis. Pela esquerda, na noite desta quarta, não comprometeu atrás, contou com a ótima cobertura de Gilberto Silva (em grande forma), mas não acertou nenhuma investida, nem mesmo uma jogada de combinação com Léo Gago. Entretanto, Dener continua no grupo e, quem sabe, terá outras oportunidades.

Destaque mesmo para quem fez os dois gols. Primeiro Leó Gago, em cobrança de pênalti (sofrido por Bertoglio). Segundo, o próprio Facundo Bertoglio que, é verdade, acertou pouco coisa, mas quis muito o jogo, buscou a bola a todo momento e tentou as melhores jogadas do Grêmio. Miralles deu o segundo gol de lambuja.

Como já foi comentado algumas vezes aqui no PoA Geral, jogando um futebol pragmático, de resultado, o Grêmio vai avançando, enquanto vê grandes caírem na Copa do Brasil. Botafogo, Cruzeiro e Atlético-MG já estão fora. Pelo menos para Luxemburgo as perspectivas de melhora são interessantes, pois mais futuramente vai contar com Kléber, Marcelo Moreno, Zé Roberto e Julio César. 

*Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

domingo, 15 de abril de 2012

Grêmio derrota com facilidade o rebaixado Ypiranga

A equipe de Erechim só não cairia para a segunda divisão do Campeonato Gaúcho caso vencesse o segundo turno do Campeonato. Resultado da péssima campanha feita no primeiro turno e de um regulamento repleto de furos, em que uma equipe com campanha de rebaixado tem a possibilidade de vencer a competição.

Convenhamos, o Ypiranga vencer o Grêmio no Olímpico, no bom momento que vive o time de Luxemburgo, em partida decisiva, é um cenário inimaginável. De fato, o Grêmio não tomou conhecimento do adversário. Apesar de não ter feito uma atuação brilhante, o Tricolor perdeu gols e poderia ter feito mais que 4 a 0. O Ypiranga só chegou próximo ao gol defendido por Victor em certa altura do segundo tempo, quando o jogo já estava definido e o Grêmio menos comprometido com a partida. Normal.

Facundo Bertoglio ficou no banco, não estava 100%. O treinador já adiantou, semana que vem volta ao time e Miralles espera sua vez. Luxemburgo me convenceu que Bertoglio é mesmo um segundo atacante ou, no máximo, um meia aberto por um dos lados, entrando em diagonal.

A repetição da equipe, da maneira de jogar e os resultados avalizam o trabalho de Vanderlei. A evolução do Grêmio é visível. Mesmo com o número excessivo de lesões e apesar da fragilidade dos adversários, a equipe está encaixando. Preocupante seria o contrário.

Os dois gols de Werley são um prêmio para esse jogador, que está cada vez jogando melhor, principalmente ao lado de Gilberto Silva. A dupla se complementa. Contudo, ainda é o setor que inspira menos confiança na equipe.

O atual esquema, um 4-4-2 com meio-campo jogando em losango (4-3-1-2) é a base deste grupo. Mas alternativas podem surgir, como o próprio 4-3-3 que Luxa já utilizou contra o Caxias na última rodada do returno, formando ataque com Bertoglio, Miralles e André Lima. Sem contar que, do time que jogou hoje, ainda não estão disponíveis: Kléber Galdiador, Marcelo Moreno, Mário Fernandes e Júlio César. Jogadores que representam um acréscimo ao grupo e ao time.

Sábado que vem o Grêmio enfrenta o Canoas, pela semi final. Já o Inter, no domingo, pega o Veranópolis. Sem dúvidas, dá Grenal na final da Taça Farroupilha. 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Grêmio pragmático apresenta suas armas para o restante da temporda

O início de trabalho de Vanderlei Luxemburgo no Grêmio é marcado por muitas vitórias, mas não por atuações empolgantes. Até agora, apenas uma derrota, para o Pelotas, fora de casa, e a eliminação nos pênaltis para o Caxias, na semi final do primeiro turno, depois do empate de 1 a 1 nos 90 minutos - este também fora de casa.

O 3 a 0 contra o Ipatinga ficou longe de uma atuação empolgante. Mas é um 3 a 0, é uma vitória que passa o time para a próxima fase da Copa do Brasil. Ou seja, Luxemburgo, por enquanto, só faz questão desse pragmatismo, da vitória a qualquer modo, que é o que leva a equipe adiante nas competições e ajuda a evoluir.  Vitórias sustentam ideias e ajudam a dar liga a um time. Parece que é exatamente o que acontece hoje no Grêmio.

Caio Junior, por exemplo, não teve atuações tão piores quanto as de Luxemburgo. Porém, faltava o resultado. Uma verdade do futebol muitas vezes cruel, mas realidade nos clubes brasileiro. O imediatismo, por vezes, comete equívocos. Doutras, não.

Contra o Ipatinga o Grêmio teve o mínimo de dificuldade. O time mineiro é fraco. Luxa voltou a trabalhar o Tricolor no 4-3-1-2, com muito protagonismo de Léo Gago, pela esquerda do losango, e Fernando, o volante que centraliza a marcação do meio-campo. Bertoglio como atacante é uma convicção do treinador, e vem dando certo. No início do jogo, André Lima e Bertoglio entraram ao mesmo tempo na área, em velocidade, quando Marco Antônio vindo de trás com a bola dominada, cumprindo sua função de ponta-de-lança no meio de campo. Marco Antônio lançou o argentino, em profundidade, que com categoria passou pelo goleiro e abriu o placar.

O primeiro gol praticamente matou o Ipatinga, que vinha com a desvantagem de 1 a 0 do primeiro jogo. Vitória lá que o Grêmio conquistou no pragmatismo de Luxemburgo, que optou em fechar a equipe num 3-5-2 e especular contra-ataques. Foi uma partida horrível, mas o Grêmio trouxe a vantagem de Minas Gerias. Lembram como foi o gol?

Como no primeiro jogo, Léo Gago voltou a marcar gol chutando com sua poderosa perna canhota. Foi o terceiro do Grêmio na vitória desta quarta-feira. O volante já tem cinco gols na temporada, e seu arremate de fora da área é uma das marcas do Grêmio versão 2012. Assim como os gols de Miralles, que entrou no segundo tempo. O atacante tem como característica se posicionar à esquerda da área, cortar pra dentro e colocar no ângulo do goleiro chutando com a perna direita. Já marcou três gols dessa forma.

É um Grêmio que ainda sente muito as quese vinte lesões de jogadores até o momento. Qualquer equipe sentiria. É fato que prejudica a montagem do time, mas Luxemburgo está conseguindo buscar alternativas no grupo, tal como as reintegrações de André Lima e Miralles. De qualquer forma, não é só de jogadores lesionados que o Grêmio sente falta, o grupo ainda precisa de duas ou três boas peças, principalmente zagueiros.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Luxemburgo ainda procura Grêmio ideal

O Grêmio não teve bola e nem poder de reação suficiente para empatar e tentar virar o jogo contra o aplicado Pelotas, na Boca do Lobo. Uma partida muito complicada. O Pelotas, que abriu o placar logo aos 2 minutos de jogo, perdeu poucos pontos dentro de casa.

Na estreia da provisória dupla de zaga, formada por Vilson e Pablo, uma atuação quase desastrosa. No mínimo atrapalhada. Os dois garotos só não podem ser crucificados porque o restante do time também teve uma tarde pouco inspirada tecnicamente. Do losango do meio-de-campo, só Fernando segurou as pontas. Léo Gago, pela esquerda, Souza principalmente, pela direita, e Marquinhos também, na articulação, foram poucos efetivos na tarefa de combater e de atacar.

O Grêmio só conseguiu melhorar quando abdicou da articulação mais elaborada, no segundo tempo, quando Luxemburgo botou no time André Lima, Leandro e o lateral Edilson. Jogando então num 4-4-2, com dois centroavantes de presença física dentro a área, o Tricolor passou a chuverar na área, com um meio-de-campo leve, com Leandro e Bertoglio chegando pelas pontas e Edilson apoiando e jogando mais que Gabriel. Mas faltou o algo a mais para o Grêmio ao menos empatar. Faltou, ao menos, vencer o goleiro Fernando Junior, o terceiro goleiro do Pelotas, que precisou jogar e foi o grande destaque da partida.

Já no intervalo, Luxemburgo fez duas mudanças. Souza e Gabriel deixaram a equipe. Não é comum o treinador mudar no intervalo. É sinal de muita insatisfação ou de muita dúvida, atitude de quem ainda busca a melhor formação. Na quarta, o Grêmio enfrenta o Ipatinga pela Copa do Brasil. Nenhum bicho-papão, mas que pode oferecer algum risco caso o Grêmio não se imponha e nem se ache em campo, como foi contra o River do Sergipe.

É evidente que o Kléber faz muita falta ao time do Grêmio, e que o grupo ainda tem carências sérias na zaga e nas meias, e esta foi recém a primeira derrota de Luxemburgo. Contudo, o 4-3-1-2 ainda parece ser o esquema mais apropriado para o Grêmio. Mas sem Marquinhos, talvez sem Gabriel e, para alívio do Luxa, com uma dupla de zaga mais confiável.

domingo, 18 de março de 2012

Grêmio e Inter começam a sobrar no Gauchão

Já se vão pouco mais de dois meses de trabalhos no Beira-Rio e no Olímpico e só agora, no segundo turno do Campeonato Gaúcho, é que a dupla grenal passa a jogar sem quase tomar conhecimento de seus adversários. É o tempo natural de maturação das equipes, tanto no sentido individual e coletivo (técnico e tático) quanto no preparo físico. Depois de três jogos na Taça Farroupilha, Grêmio e Inter somam 9 pontos, 100% de aproveitamento.

No jogo deste domingo, contra um Veranópolis até então invicto fora de casa, o Grêmio fez 4 a 0 logo no primeiro tempo, com uma facilidade constrangedora. O resultado final de 4 a 1 só não foi mais elástico porque Kléber Gladiador não fez partida inspirada e perdeu dois ou três gols "imperdíveis". Também porque a equipe de um mode geral baixou o ritmo e acabou vazando no sistema defensivo no final do jogo.

O Grêmio de Luxemburgo vai bem. Pelas exigências de momento, a dupla de zaga formada por G.Silva e Werley está muito bem, mas ainda precisa ser mais testada. No meio, o losango ainda é a melhor opção e, para Luxa, Marco Antônio é o articulador titular, porém, Facundo Bertoglio pede passagem e pode ser uma acréscimo à equipe.

No sábado, com facilidade também constrangedora, o Inter meteu 7 a 0 no Juventude. Depois da goleada no meio da semana, pela Libertadores, sem dúvida o colorado viaja para a Bolívia embalado e confiante para enfrentar o The Strongest, um time nota 5, mas que na altitude de La Paz consegue se equiparar com os grandes.

No Internacional, quem pede passagem é Dátolo. E o argentino tem lugar no time. Dagoberto que abra o olho e jogue mais, pois, do quarteto ofensivo, é quem está devendo mais bola. Dátolo foi apenas um dos destaques da goleada do sábado, e o jogo de sábado foi apenas um dos que o argentino se destacou. Sem dúvida, é opção no Beira-Rio.  


domingo, 11 de março de 2012

Grêmio 2012 encaixa no 4-3-1-2

Não tem como contestar uma vitória por 5 a 0. Na bela tarde deste domingo, no estádio Olímpico, o Grêmio atropelou o Novo Hamburgo, não deixando pedra sobre pedra na defesa da equipe vice-campeã do primeiro turno. Um tipo de vitória importante para retomar a confiança do grupo gremista depois do fiasco em Sergipe, naquela vitória com gostinho de derrota da quarta-feira, pela Copa do Brasil.

Luxemburgo repetiu a mesma estrutura de time que, há algumas semanas, venceu o Inter no Beira-Rio. Só que desta vez o treinador teve os jogadores certos disponíveis, já que o volante Souza estava lesionado. Este mesmo 4-4-2 com meio-campo em losango (4-3-1-2) foi tentado por Vanderlei Luxemburgo contra Cerâmica e River Plate-SE, com Marco Antônio atuando pelo lado do campo, mais recuado, e Marquinho fazendo o papel de ponta-de-lança, centralizado atrás dos atacantes. Embora o Grêmio tenha ganho as duas partidas, teve certas dificuldades na sua mecânica de jogo.

A exemplo do grenal, o Grêmio teve o seguinte meio-campo: Fernando à frente da zaga, Láo Gago combatendo e atacante pela esquerda, Souza combatendo e atacando pela direita e Marco Antônio fechando o losango mais à frente, buscando carimbar as jogadas com bons passes e chutes de média distância. Um formação que tem a possibilidade da marcação pressão, no campo do adversário, e a característica da velocidade pelos flancos, com dois volantes apoiadores velozes que contam com a companhia de laterais de sobem com facilidade para o ataque.
Contudo, há muito o que se aprimorar no Grêmio de Luxemburgo. O primeiro tempo foi de um magro 1 a 0, contra um NH marcando muito, fechado num 3-5-2, mas sem forças para atacar o Grêmio. A maioria das vezes, o Grêmio ainda depende muito de Kléber. O caminho da goleada no segundo tempo tem muito a ver, também, com a mudança de postura da equipe anilada. O técnico Itamar Schulle tirou um zagueiro e resolveu atacar o Grêmio. Como na primeira etapa, o sistema defensivo tricolor controlou bem as ações, porém agora o Grêmio tinha mais espaço para jogar. 

Facundo Bertoglio entrou no segundo tempo, no lugar de André Lima - o centroavante fez muito boa partida -,  na posição de atacante, ao lado de Kléber.  O argentino mais uma vez se destacou, aproveitou bem os espaços, serviu os companheiros, deu passe para gol e ainda marcou o seu. Pelo que jogou nas suas três participações até agora, Bertoglio já reivindica um lugar no time principal, podendo fazer a função de Marco Antônio, sendo um meia mais agudo.

Outra boa notícia foi a estreia do zagueiro Werley, indicação de Luxemburgo, jogador vindo do Atlético Mineiro. Mas ainda é cedo para fazer maior diagnóstico sobre o jovem zagueiro. Outro que tenta se firmar na zaga tricolor em 2012. Douglas Grolli, Saimon e Naldo não convenceram. Gilberto Silva segue no setor como homem de referência por sua larga experiência.

*Foto de Mauro Vieira/ClicRBS