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sábado, 7 de junho de 2014

Vamo, vamo Inter

Vamo, vamo Inter. Vamos de novo, afinal o final faz parte. Não do jeito que foi, e quem sabe o jeito que deveria ser?  O mais certo é que poderia não ser, não assim, de repente, aos 36 apenas.

Vamo, vamo Inter. Foi ele quem pediu, na condição de capitão não só de um clube, mas de uma nação vermelha. E o Inter foi. O torcedor colorado sabe muito bem disso, todos nós sabemos.

Vamo, vamo Inter. Porque hoje não é por ser gremista ou colorado, é por ser desportista, é por saber reconhecer e respeitar quem foi mais que grande, foi gigante. Nesse sábado triste, somos F9 antes de qualquer cor ou bandeira.

Vamos, mesmo não sendo fácil acreditar ou aceitar. Mesmo que estejamos aqui, distantes, nos baseando apenas pela relação estabelecida através do futebol, que na prática, na análise fria, é distante da maioria, mas que emocionalmente torna tudo muito próximo.

Vai, Fernandão. Nós vamos daqui, vermelhos e azuis, sabendo que foi cedo, e tendo a noção que foi uma honra e um privilégio ter um jogador de futebol da tua categoria atuando no Rio Grande do Sul.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Inter 2010

O ano teve tudo para ser todo colorado, mas não foi. Porém o muito do vermelho que pintou e bordou pelos campos da América já vale para 2010 como um ano histórico. Afinal, não é em toda temporada que se conquista uma Libertadores da América - uma que vale Bi. O primeiro da América só não conseguiu ser o primeiro do Brasil, no BR-10 ficou em 7°, nem do Mundo, pois em Abu Dhabi o Inter não passou do Mazembe nem da terceira colocação.

O Inter podia mais. Mas o que mais quer um torcedor senão uma Libertadores? Pelo título continental, nem o fiasco mundial estraga 2010. Só faltou a cereja do bolo, e um pouquinho mais de recheio talvez, mas nada que tire o sabor e a pujança desta bela sobremesa.

Piffero começou seu último ano de mandato na presidência do Internacional contratando o treinador uruguaio Jorge Fossati, um treinador experiente, de cabelos brancos, que vinha de um bom trabalho na LDU do Equador. O castelhano não conquistou a simpatia dos torcedores, talvez nem a dos jogadores. Ao comando de Fossati, que foi demitido no final de Maio, pouco antes de começar a Copa, o Inter não convenceu, tanto que mesmo classificando o time para uma semi-final de Libertadores, o uruguaio foi demitido.

Com Fossati no comando, o Colorado não definiu time nem esquema. Passou pelo 4-2-2-2, pelo 3-5-2 e pelo 3-6-1, sempre com uma imensa dificuldade em fazer gols, problema que Roth também enfrentou. Não foi um bom ano para atacantes no Beira-Rio. O centroavante Damião foi bem, mas injustamente não ganhou vaga no time titular, Walter foi a solução do 1° semestre, mas se perdeu fora do campo e arranjou desculpa para sair do clube e logo saiu. Taison fez bons jogos com a chegada de Celso Roth, atuando como meia extremo pelo lado esquerdo no 4-2-3-1, uma retomada importante para um jogador que jáperdia muito espaço no grupo do Internacional, foi vendido após a Libertadores.

Derrotas muito marcantes como a de 3 a 0 para o São José, seguido de outra derrota no Gauchão de 2 a 0 para o Caxias, mais outro 3 a 1 para o Banfield, pelas oitavas de final da Libertadores e a gota d'agua, a derrota de virada para o Vasco de Celso Roth, estando o Inter vencendo de 2 a 0 e cedendo o 3 a 2. O Inter de Jorge Fossati era um time sem estrela, azarado, que quando vencia, não convencia.

A contratação de Celso Roth foi uma surpresa, aconteceu em meio à Copa, quando não se falava em nada que não estivesse na África do Sul. A direção tentou Adilson Baptista, Felipão, Abel Braga e, por último, Celso Roth. Praticamente um plano D, que por ironia do futebol vira A e vira campeão.

Roth ajeitou o time, deu padrão de jogo, definiu os 11 titulares e fez do Inter um dos melhores times do Brasil em 2010, atrás apenas do Santos campeão da Copa do Brasil. O Inter que venceu com autoridade São Paulo e Chivas para levantar mais uma Taça tinha, no 4-2-3-1: Renan; Nei, Bolivar, Indio, Kléber;Sandro, Guiñazu, Tinga(Giuliano), D'Alessandro, Taison; Alecssandro.

O Inter que se preparou pro Mundial automaticamente relaxou no Nacional. Não era pra tanto, dava pra ter jogado mais comprometido - ou dava pra não se discutir isso, caso vencesse em Abu Dhabi. Mas não venceu, e pecou nos detalhes que ao longo de 2010 esquentaram a cabeça de Fossati, Roth, direção e torcida. O Inter não teve goleiros confiáveis, mesmo tendo nomes do quilate de Renan e Abbondanzieri. Faltou braço na hora de defender o que veio a ser o segundo gol do Mazembe. Como faltou perna lá na frente, pra Sobis e Alecssandro fazerem gols. Faltou um pouco mais de Roth nesse jogo também...

Contudo, o saldo de fim de ano é positivo. Começa 2011 com novo presidente, Giovanne Luigi, que dá seguimento a velha gestão vencedora desde 2002. É o clube da década, que começa uma outra já com status de favorito ao Tri da Libertadores. 2010 foi um grande ano.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O adeus Colorado

Não se pode mensurar a tristeza de um colorado que vê seu time ser eliminado do Mundial de Clubes levando 2 a 0 do Mazembe, do Congo, ainda na semi-final, quando o adversário temido era quase que única e exclusivamente a Inter de Milão. O Inter, de Porto Alegre, teve a derrota mais significativa de sua história, que significou estancar, por tempo indeterminado, o sonho do segundo campeonato mundial, também ocasionando na primeira vez que um time africano chega à final de um Mundial e na primeira vez que um sul-americano fica fora dela.

Cada colorado sabe da dor e do desespero que foi ver Kabangu chutar sem maiores obstáculos, entre Bolivar e Índio, quase no ângulo esquerdo de Renan, aos 7min do segundo tempo e abrir o placar. Cada um sabe o quão surreal (e real!) foi assistir Kaluyituka pedalando pra cima do Guiñazu, entortando El Cholo para assim ajeitar a bola pro seu pé direito e acertar o canto de Renan, um gol que o mesmo Renan, há 3 anos, não tomaria, mas que ontem, até o Manga, em dia de Mazembe, aceitaria.

O Internacional não perdeu pelo salto alto de subestimar o time africano, o Colorado jogou sério, mas jogou pouco. Celso Roth que subestimou seu time, ao insistir no 4-2-3-1 que pouco deu certo com Sobis na esquerda e Matias de primeiro volante, preterindo ao 4-4-2 em losango, que deu certo contra o Prudente e que melhor encaixa os jogadores que Roth tem à sua disposição. Apesar disso, Sobis ainda jogou por ele e pelo Alcssandro. O centroavante colorado foi figura ilustrativa em campo.

O futebol ainda surpreende, ainda mais quando o regulamento permite zebras e o melhor time não se porta como o melhor. O 4-1-4-1 do Mazembe esteve correto a partida inteira, pouco variou. O time africano não marcou tão bem quanto precisaria na teoria, o Inter que, na prática, não soube ser efetivo. Carência vista no BR-10, que preocupava Celso Roth e foi o viés da derrota histórica do Inter. Quem dera, ao Colorado, ser tão efetivo quanto o goleirão Kidiaba, de estilo folclórico, chamativo, mas de defesas fundamentais.

Faltou ao Inter jogar tudo o que não joga desde que venceu a Libertadores. Faltou D'Alessandro ser o 10, faltou Kléber ser o lateral de cruzamentos e lançamentos cirúrgicos. Faltou a ousadia do treinador, que retirou Tinga, bem na partida, Sobis, participativo ao menos, e Alecssandro, para a entrada de Giuliano, Oscar e Damião. Os dois volantes ficaram, o esquema permaneceu o mesmo.

Nem tudo é culpa de Celso Roth. Jogadores tem seu parcela de culpa, diretoria tem sua grande parcela de culpa também. O Mazembe tem lá sua culpa e seus méritos, sua alegria, sua simpatia e o orgulho de quem, no mesmo ano que viu a primeira Copa do Mundo no seu continente, consegue a façanha de ser o primeiro time africano a chegar à final do Mundial de Clubes.   

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Inter enfrentará o Mazembe

Quase 18 mil pessoas foram ao Estádio Mohammed Bin Zayed, em Abu Dhabi, assistir ao Mazembe, do Congo, surpreender e eliminar o Pachuca, do México, pelas quartas de final do Mundial de Clubes. Dentre os 18 mil, os jogadores do Colorado, que agora enfrenta os mexicanos na próxima terça, às 14h de Brasília. Não vi o jogo, mas deixo aqui a análise feita pelo Vicente Fonseca, do blog Carta na manga:

"É difícil saber se foi bom ou ruim para o Internacional o resultado de Mazembe x Pachuca. Se por um lado os times mexicanos não tremem diante de equipes brasileiras e estão acostumados a enfrentá-las, por outro o Pachuca não demonstrou absolutamente nada em campo. Foi uma equipe covarde e submissa no primeiro tempo, e dependente dos lampejos do ótimo Damián Manso no segundo. É muito pouco.
O Mazembe, ao contrário, foi uma grata surpresa. A goleada na final da Liga dos Campeões da África e o bicampeonato continental eram boas credenciais, mas a equipe do Congo mostrou personalidade. A derrota para o Pohang Steelers em 2009 certamente serviu de experiência. Em campo, viu-se um time sempre mais determinado que o Pachuca, com um bom toque de bola ofensivo (característica africana típica). (...)"

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Inter 0x0 Fluminense

Não vi o jogo! Viu? Comenta, então.

Mas é importante pegar alguns fatos isolados. O Inter praticamente repetiu o time nos últimos três jogos. Estes últimos três jogos foram de alto nível de exigência: Grêmio, Santos e Fluminense. O Internacional não perdeu e, interessante, nem jogou mal. Mas não jogou o suficiente para vencer e sair do empate, dois deles dentro do Beira-Rio, outro foi o clássico Grenal.
Falta a Celso Roth apenas ajustar o setor ofensivo do time. Torná-lo mais objetivo e eficiente. Isso passa, com toda certeza, pela definição do esquema: 4-2-3-1 ou 4-4-2? Sobis aberto no lado do campo, como um meia apoiador ou como segundo atacante encostando definitivamente no centroavante ou, quem sabe, sendo ele mesmo o camisa 9? Roth já sabe que é por aí o reajuste da sua equipe.
O Inter tem 50 pontos, não deve mais pensar em título, só pensar em si. Pensar em dezembro, em Abudabi, na Inter. Pensar e trabalhar no que realmente importa.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Colorado carimba o passaporte

São Paulo 2 a 1 contra o Internacional, no Morumbi. Uma derrota valiosa. Uma classificação histórica. Épico é a palavra, mas ainda não sabemos se é apenas o jogo ou se é esse Colorado de 2010, que é forte e tem chances reais de ganhar a Libertadores, o BR-10 e o Mundial de Clubes. Mas só o passar dos anos pode dar a dimensão de certas coisas, certas vitórias, certas derrotas, certos momentos, como este que o Inter vive desde 2005.

O Inter tinha noção que o São Paulo não seria aquele time encolhido que fora no Beira-Rio, que perdera de 1 a 0 e poderia ter perdido de dois ou três. Ricardo Gomes escalou uma equipe equilibrada, consistente, com bastante poder ofensivo. O SP jogou com meio-campo em losango, com um Hernanes em grande noite defendendo e articulando pela direita, fazendo Jean ir à frente e ajudando o mesmo lateral a marcar por ali Taison no primeiro tempo e D'Alessandro no segundo tempo.

Roth não cometeu o mesmo erro de Ricardo Gomes, para jogar fora de casa manteve a mesma estrutura de time que venceu há uma semana no Beira-Rio, um 4-2-3-1, mas tomou precauções. A linha de quatro zagueiros quase não se desfez, Kléber não subiu e deixou Taison sem companhia. O mesmo se repetiu com Nei, do outro lado. E, ao invés de Andrezinho ou Giuliano no meio, um Tinga pouco mais recuado e muito mais combativo.

Num tipo de jogo que até a minha avó correria com fôlego de Guiñazu, pouco se entrou nas duas áreas.De intermediária a intermediária, o jogo era equilibrado até os 30mim do primeiro tempo. Falha grotesca de Renan e o gol que fez o Morumbi explodir de alegria e esperança. Acontece nas melhores famílias e com os melhores goleiros. Não aconteceu é o abatimento colorado, o São Paulo não conseguiu crescer no jogo e o Inter continuou jogando da mesma forma, equilibrado e com o regulamento debaixo do braço.

Aos 6 do segundo tempo, cobrança de falta de D'Alessandro, desvio sutil de Alecssandro e o gol mais importante de 2010 para o Inter até agora. O jogo abriu, ficou bom. O São Paulo foi pra cima e fez o segundo dois minutos depois.

Tinga expulso por infantilidade sua e preciosismo de Carlos Amarílla. O primeiro, não precisava ter parado na frente da cobrança de bola parada do Rogério Ceni. O juiz, esse não precisava ser tão rígido ao aplicar o segundo amarelo numa falta que não era tão grave.

Ares de dramaticidade. Clima tenso no Morumbi e jogaço de bola. A partir dos 35 da etapa final o Inter tinha um jogador a menos. O São Paulo tinha só Hernanes como "volante", à sua frente Marcelinho Paraíba, Marlos na direita e Fernandinho na esquerda. Dentro da área estavam Fernandão e Ricardo Oliveira, mas também estavam Bolivar e Índio, e um Renan seguro, mostrando que não se abalou com a falha. 

A vaga na final da Libertadores e no mundial de clubes ficou em bons pés, no de melhor futebol jogado em 180 minutos. De quem quis jogar os 180, e não apenas 90 como fez o São Paulo.