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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Você viu? #10

O ano está acabando mas esta é recém a décima edição do Você viu?, que nada mais é que uma reunião de links interessantes dos últimos sete dias.
Mais sobre o papel de (e da) imprensa argentina - Blog do Brizola Neto, 26 de Dezembro.
A CPI do Banestado revisitada - Estratégia e Análise, 23 de Dezembro.
País tem 11 milhões de pessoas em favelas - Instituto Humanitas Unisinos, 22 de Dezembro.

E Luiz Carlos Prates ataca novamente. Agora sob a asa do SBT de Santa Catarina, o comentarista dispara todo seu veneno reacionário contra o Santos que perdeu para o Barcelona.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

De abalar os dogmas do futebol brasileiro

O chocolate do Barcelona sobre o Santos, no Mundial de Clubes, foi há alguns dias, no domingo. Já se falou e se escreveu muito sobre o confronto, um 4 a 0 constrangedor. Provavelmente este texto que agora você já esteja defasado, pois até pra mim, que gosto muito de futebol, já enchi o saco de tanto ouvir comentarem o jogo. Porém, cabe aqui algumas considerações.
Primeiro quero ressaltar a ignorância da nossa grande imprensa especializada em futebol. Parecem que só viram o Barcelona jogar naquele fatídico domingo. E alguns viram só lá mesmo. O que é quase um pecado capital, afinal de contas se o cronista de futebol não acompanhar razoavelmente o melhor time do mundo, vai acompanhar quem? Futebol internacional é tratado como se fosse outro esporte, outra categoria. Definitivamente, não é. 
Outro aspecto é o desdém com o futebol apresentado pela equipe catalã. Poucos times na história foram melhor que este Barcelona treinado por Pepe Guardiola. Arrisco a dizer que nenhuma outra equipe executou as tarefas básicas do futebol estando tão próximo à perfeição: ocupar espaço, marcar e anular o adversário, ter a posse da bola, atacar. Além da compreensão tática e a capacidade técnica dos 11 jogadores em campo, a começar pelo goleiro. Como, naturalmente, não são 11 craques jogando, a questão tática é aspecto fundamental no sucesso do Barcelona, pois o jogador de razoável técnica que conseguir incorporar a ideia de futebol do Barça, vai correr certo, errar menos e, consequentemente, aumentar seu rendimento individual. É o caso do goleiro Valdéz, e dos zagueiros (ou laterias) Puyol e Abidal.
Também acho que o técnico do Santos não teve sua mais inspirada jornada. Os entendidos da bola logo botaram a cupa nos três zagueiros escalados pelo Muricy, "Ah, eu nunca gostei de três zagueiros, coisa de retranqueiro". Detalhe, o Barcelona jogou com três zagueiros, quadro meio-campistas e três atacantes. Cai o primeiro dogma, pois três zagueiros não é sinal de retranca.
Outro dogma é que time equilibrado é aquele com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois armadores e dois atacantes. Sendo que o lateral apoia mais que o outro, um volante joga fincado em frente aos zagueiros e o outro sai jogando, um dos armadores é o 10, que centraliza toda a articulação do time, e um dos atacantes é de velocidade e o outro é de referência na área. Ou seja, o tradicional 4-2-2-2 brasileiro. No Barcelona não tem nada disso. Aliás, ultimamente não tem tido nem lateral posicionado, pois no 3-4-3 de Guardiola o meio-campo é um losango formado por Busquetes de centro-médio, Xavi na meia direita, Iniesta na meia esquerda e Frabegas na ponta-de-lança, alternando de posicionamento com Messi para argentino sair da área.
Mais dogmas do futebol brasileiro que caíram: é possível ganhar e jogar bonito, um time não precisa do chamado "volantão", não precisa do estático e corpulento camisa 9, não precisa de oito ou nove carregadores de piano marcando para os craques do time apenas se preocuparem em jogar bola (foi o que Muricy Ramalho tentou com seu 3-3-1-2, com Ganso, Neymar e Borges distantes do companheiros).
Óbvio que o Barcelona é exceção, nem todo mundo conseguiria jogar de tal forma. Mas isso não impede ninguém de pensar o futebol de outra forma, menos ortodoxa e mais moderna, entendendo que as coisas mudaram, que há oito anos a Seleção não tem o melhor time do mundo, que há quatro é a Espanha a primeira no Ranking da FIFA.
É bom ressaltar que o tipo de futebol jogado pelo Barcelona não é novo, tem origem na Hungria de 54 e principalmente na Holanda de 74. A novidade é o nível de acerto na execução dos movimentos em que chegou essa equipe de Pepe Guardiola. 
 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Você viu? #9

PoA Geral levantando a cabeça e prestando atenção no que acontece ali do lado - que, na maioria das vezes, é mais interessante do que acontece aqui.

Governador anuncia Piso Regional de R$ 700 a partir de março - Portal do Estado do RS, 19 de Dezembro.

Dando seguimento à série de entrevistas que o Sul21 está fazendo com os pré-candidatos ao cargo de Prefeito de Porto Alegre, Adão Villaverde, do PT. Assista as duas primeiras entrevistas AQUI.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Você viu? #8

Mais uma breve seleção de links interessantes da última semana.

Até a próxima, Camelo - Blog Volume, 9 de Dezembro.
O manual de ética (cof cof!) da RBS - Somos Andando, 9 de Dezembro.
A privataria Tucana - Blog do Jorge Furtado, 11 de Dezembro.
Exagero de futebol - Carta na Manga, 11 de Dezembro.

"A longa entrevista acima foi concedida pelo responsável pela maior investigação do jornalismo brasileiro no século XXI. Porém, antes de assisti-la, quero muito que @ amig@ interagente leia com muito carinho e atenção a este post. ;) >> A Privataria Tucana"

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Inter na Copa Audi, parte 2

O Inter podia estar em pré-temporada, em Bento Gonçalves, jogando contra o sindicato dos bombeiros, e se o goleiro defendesse três pênaltis, seria notícia. Imagine defender três pênaltis batidos pelo Milan. O goleiro Renan é o homem pênalti de 2011, pegou sete e já venceu três disputadas de penalidades.
A opção correta de levar a campo um time descaracterizado e jovem, visando não desgastar jogadores que estão em meio de temporada de jogarem duas partidas em 24 horas, encheu o torcedor do Inter temores, ainda mais quando o time italiano abriu o placar logo aos 3 minutos de jogo. Crônica da goleada anunciada que acabou por não se confirmar. Com boas atuações dos garotos João Paulo, Lucas Reggia e DamiGOL, o Inter equilibrou a partida e teve o fôlego que o Milan não teve para marcar no final do segundo tempo o gol de empate.
A direção colorada não poderia arriscar perder algum jogador importante de um grupo que tem carências, mas que tem muito a jogar e a fazer no BR-11. Lucro colorado, que  acabou com o terceiro lugar do torneio, fez boa partida no empate de 2 a 2 contra um Milan completinho no 1° tempo, venceu nos pênaltis, não fez feio contra o Barcelona, levou, de novo, o nome do clube para o mundo e ainda sai com nomes valorizadíssimos para futuras vendas, sobretudo Leandro Damião - este sim, o principal legado da Copa Audi.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Inter na Copa Audi, parte 1

Tem lá seu significado reencontrar o Barcelona cinco anos depois daquele Mundial de Clubes de 2006, que sagrou Campeão do Mundo o Inter de Abel, Gabiru, Fernandão, Iarley, Pato, entre outros. Tem significado maior para o Inter, sobretudo pela ignorância europeia de insistir em ignorar quem também é grande, quem também joga futebol, só que vem da América Latina e não ignora-os da mesma forma, com a mesma soberba.
Mas na Copa Audi a situação é outra, a imagem vale mais que o título, e a preparação para mais uma temporada europeia é mais importante que vencer quem quer que seja. Qualquer sintoma de soberba pode ser amenizado por uma supervalorização de quem não enfrenta caras como Milan, Barça e Bayer todos os dias, de quem está em meio de temporada e leva na bagagem o entusiasmo da torcida. Talvez essa regra não se aplique tando ao Inter da Copa Audi como foi com o Inter da Copa Dubai, em 2008. Mas se aplicaria a qualquer outro clube sul-americano.
O Colorado também foi pela imagem do clube, pela grana e pela poupa de estar entre os maiores. Ao lado dos maiores. Não estava planejado, mas também está servindo para fugir da crise, aliviar a pressão sobre o grupo de jogadores e sobre a direção. Claro, se ganhar, ninguém há de reclamar.
Contra o Barcelona, não foi o caso. Aliás, foi atípico. Nenhuma das equipes estavam com seu time titular completo. O Barça, por opção. O Inter, por lesões e pela convocação de Juan e Oscar na sub-20. O Interino colorado Osmar Loss armou um 4-1-4-1 e tentou parar o Barcelona comandado por Iniesta no primeiro tempo de 1 a 0 para os espanhóis.
Mesmo sem a maioria dos figurões, o tik-taca do Barcelona é um padrão de jogo que não muda, e funcionou contra o Inter, principalmente num primeiro tempo de imensa superioridade. Loss mudou sua equipe no intervalo, mandou a campo um time mais agressivo. O 2 a 2 acabou por ser um resultado justo pelo tanto que mudaram as duas equipes (tinham direito a 11 substituições), pelo tando que jogaram o goleiro Muriel e o atacante Damião, autor do gol de empate aos 40 mim do segundo tempo.
Nos pênaltis, fez-se a lógica do confronto.
Nesta quarta, no mesmo horário, o Inter disputa o terceiro lugar do torneio com o Milan. Bayern de Munique e Barcelona jogam a taça.