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domingo, 17 de junho de 2012

As primeiras derrotas de Inter e Grêmio no BR-12

Náutico 1 x 0 Grêmio

Inevitável não lembrar do jogo Grêmio e Palmeiras, na última quarta, no Olímpico, depois que o Náutico fez o primeiro e único gol do jogo aos 46 minutos do segundo tempo. Os dois jogos foram muito parecidos, e tiveram o mesmo desfecho. O Grêmio exerceu certo domínio sobre o adversário, teve poucas infiltrações ofensivas e acabou se descuidando nos minutos finais e levando gol numa das raras chances do adversário. Mas o contexto é outro. No campeonato brasileiro, derrota fora de casa faz parte da trajetória de qualquer equipe.

Luxa testou um nova alternativa de escalação, um clássico 4-3-3, com Kléber e Miralles pelos lados e Marcelo Moreno como centroavante. Marco Antônio continuou no time, Edilson voltou e Gabriel foi para o banco e a dupla de volantes foi Vilson e Léo Gago. Mesmo com a derrota, com o futebol nada mais que razoável, esta não é uma alternativa para ser jogada para escanteio pelo treinador. Tem fundamento.

O que não teve contra o Náutico foi uma maior compactação, pois essa maneira de jogar exige aproximação de setores, preenchimento de espaços e bola no chão, de pé em pé, buscando os atacantes pelos flancos. O Grêmio não teve tudo isso, até porque ainda não tem Moreno e Kléber em melhor ritmo, não tem alguém que faça a do Marco Antônio melhor que o Marco Antônio (terá Zé Roberto), não teve Fernando, perdeu Werley lesionado e, depois, Douglas Grolli (que entrou no lugar de Werly) expulso. O zagueiro recebeu o vermelho quando o Grêmio dominava, vivia talvez seu melhor momento no jogo. A partir daí o jogo favoreceu o Náutico.

Na próxima quinta é outro jogo, outro clima, outro gramado, mai fácil para propor um jogo de toque de bola. A questão é: que jogo o Grêmio vai propor e que jogo o Palmeiras vai permitir? O 4-3-3 de Recife pode surgir, mas acho que Luxa não abre mão de sua trinca de volantes. Talvez Marco Antônio não comece o próximo jogo.

Inter 1 x 2 Botafogo

Como não vi o jogo, prefiro confiar e postar aqui o comentário do Vicente Fonseca, do blog Carta na Manga:

"[...] A derrota prejudica os planos do Internacional de vencer em casa e empatar fora, receita mágica para buscar o título. Mas mais grave que a derrota são as opções que Dorival Júnior tinha hoje no banco para tentar mudar as coisas. Mesmo com a volta de vários titulares, fica evidente que o Inter não tem reposição à altura. Somente Dátolo seria um bom reserva (isso se não for titular, e Dagoberto reserva), mas está machucado. Jajá e Gilberto estão muitos degraus abaixo dos titulares. Não o condeno de todo por chamar Elton quando o jogo estava 1 a 1: diante da falta de bons atacantes no banco, talvez o melhor fosse mesmo meter um volante a mais e evitar a derrota. Mas não deu tempo.

Em tempo:

- Público muito bom no Beira-Rio, considerando as circunstâncias climáticas e de condições do próprio estádio."

Texto completo AQUI

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Grêmio joga mal, mas vitória pode melhorar o clima

A vitória de 2 a 1 do Grêmio, em Erechim, sobre o Ypiranga, foi muito apertada. Mais do que deveria ser. O Ypiranga ainda não venceu nenhum jogo no Gauchão. A terceira vitória tricolor só veio aos 47 e tantos do segundo tempo, depois de passar a primeira etapa toda perdendo e buscar o empate e a virada num segundo tempo arrastado.

O Grêmio entrou em campo como entrou no Grenal, a única diferença eram os dois laterais, já que Julio César e Mário deixaram o clássico machucados. Caio Junior tentou repetir o esquema, um 4-3-3 que conta com o recuo de Leandro quando a equipe se defende, formando uma linha de quatro no meio-campo e, às vezes, conta com o recuo de Kléber, centralizado atrás de Leandro e Moreno. É uma mecânica de jogo que ainda os jogadores não conseguem assimilar e executar com eficiência.

Mesmo que o Grêmio, de certo modo e com dificuldade, controlasse o Ypiranga, a equipe de Erechim encaixou um bom contra-ataque, contou com o erro em sequencia dos dois zagueiros gremistas e abriu o placar. O gol tirou o Grêmio do plumo. É sempre mais difícil a reação para uma equipe que ainda não está pronta. Num 3-6-1 bem fechadinho, o Ypiranga conseguia proteger com eficiência a meta do bom goleiro Vizzoto, de fundamental participação no jogo.

Logo depois do gol Caio Junior mexeu no time e, ao que tudo indica, este deve ser o Grêmio dos próximos jogos. Leandro saiu para a entrada de G. Silva, o Grêmio estabilizou no 4-4-2 mais simplificado e passou a buscar muito o jogo com Marcelo Moreno, mais uma vez o destaque gremista.
 
No segundo tempo o empate veio através de um futebol melhor elaborado. O Grêmio conseguiu imprimir certo ritmo à partida, mas abusou dos cruzamentos na área. Ainda falta alternativas coletivas ao time de Caio Junior. A vitória não deu-se pelas mudanças do treinador. O final do jogo foi arrastado, as duas equipes estavam muito cansadas e qualquer jogada era na base da vontade. Assim que o Grêmio virou, e isto nada tem a ver com a sensível melhora da matade do primeiro tempo até a metade do segundo.

Pois, ainda que não tenha a ver, a vitória faz bem à qualquer ambiente e pode ajudar o Grêmio de Caio Junior a se firmar animicamente nos próximos jogos, mesmo que com resultados apertados. O resultado positivo dá confiança e faz com que os jogadores acreditem no treinador.

*Foto Ricardo Duarte/ClicRBS