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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Inter na Copa Audi, parte 2

O Inter podia estar em pré-temporada, em Bento Gonçalves, jogando contra o sindicato dos bombeiros, e se o goleiro defendesse três pênaltis, seria notícia. Imagine defender três pênaltis batidos pelo Milan. O goleiro Renan é o homem pênalti de 2011, pegou sete e já venceu três disputadas de penalidades.
A opção correta de levar a campo um time descaracterizado e jovem, visando não desgastar jogadores que estão em meio de temporada de jogarem duas partidas em 24 horas, encheu o torcedor do Inter temores, ainda mais quando o time italiano abriu o placar logo aos 3 minutos de jogo. Crônica da goleada anunciada que acabou por não se confirmar. Com boas atuações dos garotos João Paulo, Lucas Reggia e DamiGOL, o Inter equilibrou a partida e teve o fôlego que o Milan não teve para marcar no final do segundo tempo o gol de empate.
A direção colorada não poderia arriscar perder algum jogador importante de um grupo que tem carências, mas que tem muito a jogar e a fazer no BR-11. Lucro colorado, que  acabou com o terceiro lugar do torneio, fez boa partida no empate de 2 a 2 contra um Milan completinho no 1° tempo, venceu nos pênaltis, não fez feio contra o Barcelona, levou, de novo, o nome do clube para o mundo e ainda sai com nomes valorizadíssimos para futuras vendas, sobretudo Leandro Damião - este sim, o principal legado da Copa Audi.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Inter na Copa Audi, parte 1

Tem lá seu significado reencontrar o Barcelona cinco anos depois daquele Mundial de Clubes de 2006, que sagrou Campeão do Mundo o Inter de Abel, Gabiru, Fernandão, Iarley, Pato, entre outros. Tem significado maior para o Inter, sobretudo pela ignorância europeia de insistir em ignorar quem também é grande, quem também joga futebol, só que vem da América Latina e não ignora-os da mesma forma, com a mesma soberba.
Mas na Copa Audi a situação é outra, a imagem vale mais que o título, e a preparação para mais uma temporada europeia é mais importante que vencer quem quer que seja. Qualquer sintoma de soberba pode ser amenizado por uma supervalorização de quem não enfrenta caras como Milan, Barça e Bayer todos os dias, de quem está em meio de temporada e leva na bagagem o entusiasmo da torcida. Talvez essa regra não se aplique tando ao Inter da Copa Audi como foi com o Inter da Copa Dubai, em 2008. Mas se aplicaria a qualquer outro clube sul-americano.
O Colorado também foi pela imagem do clube, pela grana e pela poupa de estar entre os maiores. Ao lado dos maiores. Não estava planejado, mas também está servindo para fugir da crise, aliviar a pressão sobre o grupo de jogadores e sobre a direção. Claro, se ganhar, ninguém há de reclamar.
Contra o Barcelona, não foi o caso. Aliás, foi atípico. Nenhuma das equipes estavam com seu time titular completo. O Barça, por opção. O Inter, por lesões e pela convocação de Juan e Oscar na sub-20. O Interino colorado Osmar Loss armou um 4-1-4-1 e tentou parar o Barcelona comandado por Iniesta no primeiro tempo de 1 a 0 para os espanhóis.
Mesmo sem a maioria dos figurões, o tik-taca do Barcelona é um padrão de jogo que não muda, e funcionou contra o Inter, principalmente num primeiro tempo de imensa superioridade. Loss mudou sua equipe no intervalo, mandou a campo um time mais agressivo. O 2 a 2 acabou por ser um resultado justo pelo tanto que mudaram as duas equipes (tinham direito a 11 substituições), pelo tando que jogaram o goleiro Muriel e o atacante Damião, autor do gol de empate aos 40 mim do segundo tempo.
Nos pênaltis, fez-se a lógica do confronto.
Nesta quarta, no mesmo horário, o Inter disputa o terceiro lugar do torneio com o Milan. Bayern de Munique e Barcelona jogam a taça.