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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Filme de Segunda 155

Guardiões da Galaxia


Não há dúvidas que o Marvel Studios está completamente estabelecido no mercado, a ponto de arriscar grandes produções com heróis menos badalados. Se os direitos de X-Men, Homem-Aranha e Quarteto Fantástico ainda estão nas mãos de outros estúdios, o chamado Universo Cinematográfico Marvel vem sendo construindo desde 2008, com Homem de Ferro, Hulk, Thor, Capitão América, Os Vingadores e agora Guardiões da Galaxia, mesmo que ainda não tenha ficado claro como eles vão interagir com esse universo.

Guardiões da Galaxia é uma grata surpresa. É um grupo de anti-heróis pouco conhecido do grande público, mas que também não goza de grande prestígio dos leitores de HQ. Contudo, no cinema funcionou muito bem, buscando claríssimas referências em Indiana Jones e Stars Wars. O diretor James Gunn aproveitou a aventura interestelar com requintes de caça ao tesouro para homenagear estas duas franquias clássicas.


O inusitado grupo acaba se reunindo de maneira não planejada, um acaba precisando do outro por motivos alheios, não necessariamente nobres. O humano Peter Quill (Crhis Pratt) é um caçador de recompensa com requintes de galã, que rouba um objeto muito poderoso e antes que consiga vendê-lo passa a ser perseguido por outros interessados na misteriosa esfera. É assim que conhece o esperto guaxinim Rocket Raccoon (voz de Bradley Cooper), a amável árvore humanoide Groot (voz de Vin Diesel), a habilidosa guerreira verde Gamora (Zoë Saldana) e o grande e pouco inteligente vingador Drax (Dave Bautista). O grande vilão é o poderoso Ronan - O Acusador (Lee Pace), que tem planos de destruir o planeta Xandar.

A trinca roteiro, enredo e narrativa não tem absolutamente nada de especial. O diretor e os roteiristas Chris McCoy e Nicole Perlman não inventam, e optam pelo simples e bem feito. Dentro disso, há muitos acertos. Guardiões da Galaxia é um filme muito engraçado, que destoa da estética séria e até sombria de algumas adaptações. As referências oitentistas, como trilha sonora e citações de outros filmes também são muito eficientes.

Guardiões da Galaxia tem cenas de ação excelentes, com efeitos impecáveis e um trabalho de cenografia muito bom.  Sem muitas explicações, fica fácil entender aquele universo cheio de personagens curiosos e esquisitos. O quinteto conquista o espectador sem muito esforço. É mais um golaço do Marvel Studios

Gênero: Ação
Duração: 121 min.
Origem: EUA
Direção: James Gunn
Roteiro: Chris McCoy e Nicole Perlman
Distribuidora: Walt Disney Pictures
Censura: 12 anos
Ano: 2014
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Filme de Segunda 146

Kick-Ass 2


Poucas coisas no cinema são tão divertidas quanto a franquia de Kick-Ass. Em 2010, quando o primeiro filme que adapta as HQs de Mark Millar e John Romita Jr foi lançado, a polêmica foi grande. O longa dirigido por Matthew Vaughn colocava a jovem Chloë Grace Moretz em cenas pesadas de violência, algo à la Tarantino. Porém, acima de tudo, Kick-Ass - Quebrando Tudo surpreendeu o grande público e muita gente passou a conhecer a história através do cinema, para depois passar a consumir as HQs. Afinal não era só violência. Eram sequências de ação bem tramadas e filmadas, um humor refinado e um realismo dramático incomum nos trabalhos do gênero. Considero o primeiro, realmente, um grande filme. (Texto aqui)

Ao falar de Kick-Ass 2, entretanto, passa a ser inevitável qualquer tipo de comparação com seu antecessor. A verdade é que o segundo não empolga tanto quanto o primeiro, basicamente por três motivos. Primeiro Vaughn apenas produziu e deixou a direção com Jeff Wadlow, segundo o enredo é um tanto clichê e terceiro o fator surpresa não existe mais. Mas garanto que segue sendo muito divertido.


O triunvirato Aaron Taylor-Johnson, Chloe Grace Moretz e Christopher Mintz-Plasse, respectivamente Kick-Ass, Hit Girl e Red Mist (que agora é o super-vilão Motherfucker) ganham a companhia de Jim Carrey e seu Coronel Estrelas e Listras. E outros mascarados, é verdade. Em Kick-Ass 2 os fatos ocorridos no primeiro filme motivam outras pessoas comuns a saírem pra rua fantasiadas e tentarem combater o crime. Ao mesmo tempo, Hit Girl e Kick-Ass têm seus motivos para recolher suas fardas e deixarem de lado a vida de super-herói.

O drama estabelecido para os personagens desde o início é justamente este, a busca por sua personalidade. Para que e por quê se mascarar? Eles não estariam combatendo aquilo que eles mesmo criaram? Dentro deste arco dramático é que se destaca Chloe Moretz. Ela basicamente, como grande atriz que é, rouba a cena - ou as cenas. Assim como a veia cômica de Kick-Ass 2, que fica mais uma vez a cargo de Christopher Mintz-Plasse e seu super-vilão Motherfucker. É do núcleo mal do filme de onde surge as melhores sequências de comédia. O rapaz é um pateta, herdeiro de uma família de gangsteres cujo principal expoente, seu pai, foi morto pelo Kick-Ass. Ele, evidentemente, busca vingança nessa segunda parte. 

Embora o enredo seja clichê de uma forma geral, tendo início, meio e fim previsíveis, no desenrolar da história algumas surpresas ajudam a salvar a sequência. Sempre dentro da lógica impactante das consequências drásticas em relação as escolhas dos personagens estabelecido desde o primeiro longa. Tem muita violência, tem algumas mortes, tem humor. É Kick-Ass. É bem divertido.

Gênero: Ação, comédia
Duração: 103 min.
Origem: EUA
Direção: Jeff Wadlow
Roteiro: Jeff Wadlow
Distribuidora: Universal
Censura: 16 anos
Ano: 2013
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Filme de Segunda 118

Wolverine - Imortal

O personagem Wolverine realmente precisava de uma "nova chance" no cinema, pois o criticado X-Men Origens: Wolverine, de 2009, não funcionou muito bem. Não que o novo filme do mutante seja uma obra-prima, ainda está atrás, dentro da franquia, do Primeira Classe e do Confronto Final, mas sem dúvida funciona muito melhor que o primeiro longa estrelado somente por Hugh Jackman.

É preciso fazer uma ressalva, entretanto. O Logan dos cinemas é alguma coisa diferente que o das HQs. Na telona ele assume muito mais o papel de um herói, substituindo o instinto de animal selvagem, individualista, por uma amargura pessoal que acaba ditando os rumos de Wolverine - Imortal. Por essência, Wolverine não é mau, só não gosta de parecer bom. Dentro dessa ressalva, também é importante entender que essa "nova chance" é para o personagem do cinema, que vem sendo construído desde o primeiro longa da franquia, lançado em 2000.


Talvez seja aqui, em Wolverine - Imortal, que o mutante muito bem incorporado por Jackman, viva seu melhor momento em cinco filmes. Individualmente, o trabalho do ator, juntamente com o diretor James Mangold, está muito bem feito. Logan vive uma jornada solitária em busca de algo que nem ele mesmo sabe ao certo. A trama que acaba levando o mutante até o Japão e vivendo um amor com Mariko Yashida tem uma dosagem interessante de ação drama.

Não me parece ser um filme para o fã do quadrinho. A Fox faz suas adaptações para que o produto se torne algo potencialmente rentável e popular dentro da indústria hollywoodiana, e isso acaba sacrificando alguns elementos marcantes do personagem e da série X-Men. Porém, com mais altos que baixos, a franquia está bem representada no cinema e Wolverine - Imortal deixa a chama muito acesa para mais e mais filmes. Aguardemos!  
 
Gênero: Ação
Duração: 128 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: James Mangold
Roteiro: Christopher McQuarrie, James Mangold, Mark Bomback, Scott Frank
Distribuidora: Fox Film
Censura: 12 anos
Ano: 2013
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Filme de Segunda 115

O Homem de Aço

Sempre que falo sobre mais uma adaptação de HQ para o cinema, faço questão de ressaltar que nunca tive o habito do quadrinho, de ser aficionado e acompanhar a história de um super-herói a cada edição lançada. Como toda criança, tive meus heróis, mas sempre pelo games, desenhos animados ou até já adaptados ao cinema. Com o Superman não é diferente. Aliás, o Homem de Aço é um personagem pouquíssimo presente na minha infância e acredito que isso aconteça de uma forma geral para o público consumidor desse tipo de produto nos últimos 20 anos.

Em 2006, o diretor Bryan Singer tentou essa retomada com Superman - Return, mas não foi bem sucedido, tanto é que sete anos depois um novo filme, recontando a origem do herói, surge como a salvação da marca. Contudo, O Homem de Aço não passa de um bom entretenimento, ficando na média dos trabalhos de mesmo gênero, com seus pontos negativos e positivos.


O produtor Christopher Nolan é refém de seu próprio monstro. Depois de ter filmado a espetacular trilogia sobre o Batman recentemente, o parâmetro para os filmes de super-heróis ficou muito alto - quase que inatingível. Aqui com a direção de Zack Snyder e roteiro de David Goyer e Kurt Johnstad, O Homem de Aço bate no teto como obra cinematográfica, mas funciona muito para o grande público.

O principal destaque negativo é o protagonista Henry Cavill. Um galã incontestável, com a fisionomia perfeita para dar vida a Clark Kent, porém de atuação fraca, pouco convincente quando o papel exigiu. E exigiu bastante, afinal o jovem Super-Homem está numa jornada de autoconhecimento, em busca de sua origem. Zack Snyder divide o filme em drama pessoal e cenas de ação espetaculares. Se nas lutas o ator vai bem, na hora do olho no olho, Cavill fica devendo.

Mesmo que soe estranho as muitas cenas de Krypton, e que muita coisa ali fique no campo da ficção científica, não deixa de ser interessante conhecer um planeta tão pouco explorado em outras versões da história. 

A opção de fazer um filme picotado não ajudou. A trama não anda de forma cronológica, longos flashbacks muitas vezes cortam de forma abrupta um desenvolvimento mais profundo do roteiro e dos personagens. Um exemplo são os pais adotivos de Klark, subaproveitados em O Homem de Aço.

Contudo, as cenas de lutas, como já são de praxe pelo lado de Snyder, são impecáveis. Efeitos especiais aliados  à competente coreografia, junto de mais uma trilha acertada de Hans Zimmer, garante o entretenimento e vale o filme, sem dúvida nenhuma. A partir daí fica clara a opção de toda a equipe que trabalhou em  O Homem de Aço, garantir uma trama razoável, com atuações regulares, e apostar tudo em efeitos visuais e boas brigas. 

Gênero: Ação
Duração: 143 min.
Origem: EUA, Canadá, Reino Unido
Direção: Zack Snyder
Roteiro: David Goyer, Kurt Johnstad
Distribuidora: Warner Bros.
Censura: 12 anos
Ano: 2013
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Filme de Segunda 80

Como na semana passada a Jackeline também escreveu sobre O Cavaleiro das Trevas Ressurge, e na postagem dela já tem o trailer do filme, aproveito esse Filme de Segunda n° 80 para colocar um vídeo muito bom sobre esse encerramento de Batman - além, claro, de escrever a minha versão. É um vídeo feito pelo site Omelete, que responde questões importantes sobre filme, mas com spoilers.

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Se alguém se dispusesse a fazer um cálculo matemático, calculando proporcionalmente o tamanho da expectativa criada sobre O Cavaleiro das Trevas Ressurge  em relação ao nível de satisfação de quem assistiu, tenho certeza que o filme que fecha essa excelente trilogia de Batman sairia ganhando. É difícil encontrar por aí um terceiro filme de franquia que agrade público, crítica e fãs (de cinema, de quadrinhos, do herói...).

São pouco mais de três horas de filme. O espectador não sente, não cansa, e quando acaba, quer mais. E isto já é uma prova quase que definitiva do sucesso de O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Filmes muito longos correm o risco de serem chatos, como é, em alguns momentos, o próprio Batman Begins, de 2005, que abre a franquia.

E este novo filme, fecha? Com certeza fecha um ciclo. Chisthoper Nolan amarrou muito bem os três filmes, fazendo com que a trilogia tivesse uma unidade inconfundível. É uma trama com início, meio e fim muito claros. Assim como é clara a fresta que, inteligentemente, Nolan e os produtores deixam para uma continuação. Nada escancarado e obrigatório, mas esta lá, caso um dia alguém queira partir daquele ponto. Caso não queira, a franquia está muito bem fechada e explicada.

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um acerto atrás do outro. Pouco há de se dizer que vá contra o trabalho de Chistopher Nolan e sua equipe. O trabalho dos atores é algo espetacular. Chistian Bale faz um Batman muito crível, muito humano, assim como todo universo Gotan que o filme retrata. O vilão de Ton Hardy, o Bane, é aterrorizante. Funciona muito, a construção de personagem é exitosa, a começar pela voz imponente e o olhar que intimida.

Todo o restante do elenco tem espaço para brilhar, e todo mundo tem seu momento. O importância dramática de Michael Caine e seu Alfred, é comovente. As participações de Anne Hathaway e Joseph Gordon-Levitt como Mulher-Gato e Robin, respectivamente, são excelentes. Funcionam como uma espécie de sugestão aos personagens dos quadrinhos, pois em nenhum momento assumem a identidade de tais, mas atuam como se fossem, o que já basta. Não só basta como contribui com a verdade do universo Batman de Nolan, que sempre faz o possível para evitar o mundo fantástico.

Atenção: caso não tenha assistido ao filme, não assista ao vídeo, pois contém spoilers!!!



Gênero: Ação
Duração: 165 min.
Origem: EUA, Reino Unido
Direção: Chistopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan e Jonathan Nolan
Distribuidora: Não definida
Censura: 12 anos
Ano: 2012

Classificação PoA Geral 
X Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Filme de Segunda 79

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge 
Jackeline Moraes

Um final espetacular para uma trilogia que (re) surgiu para marcar a história dos filmes inspirados em HQ. 

Muito antes de o filme ser lançado, nós, fãs, já jogávamos sobre ele todas as expectativas possíveis de que essa iria ser a obra prima do cinema. E realmente foi! Podem me considerar exagerada ou entusiasta, mas, na minha humilde opinião, essa é uma das obras primas do cinema contemporâneo. 

Christopher Nolan supera todas as expectativas dos fãs em Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge e nos deixa de queixo caído com a estória incrivelmente bem entrelaçada. 
Nesta nova aventura do homem morcego, ele deverá combater um novo inimigo. Bane. Um sujeito com uma máscara e com uma ideia incrível para destruir Gothan City. Ainda contamos com a ilustre presença da mulher-gato, linda, sexy, uma ladra dotada de uma inteligência surpreendente. Batman ressurge e junto com ele se consagra mais um gênio do cinema, Chistopher Nolan. 

O grande problema do filme é a expectativa que foi colada sobre ele. Como o Batman- O Cavaleiro das Trevas (2008) foi incrível, esperava-se tudo de mais maravilhoso em cada detalhe do filme. Mas, nem sempre é possível agradar gregos e troianos, e eu como uma boa “do contra”, encontrei alguns pouco aspectos fracos no Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, o que de nenhuma forma desqualifica a fantástica produção. 

Confesso que sempre torci um pouco pelos vilões e a forma como o Coringa havia me conquistado jamais seria superada tão facilmente. A questão é que o Bane é ótimo, porém é mal por consequência. Ou seja, ele é mal pelos motivos que a vida lhe deu. O contrário do coringa, que era apenas um anarquista, mal na essência, um psicopata. 

Já Anne Hathaway no papel da mulher gato foi convincente, mas não o suficiente. Ela estava sexy e com a delicadeza que a ladra exige. Mas o tom que ela ganhou foi de uma Hobin Wood. A mulher gato é sarcástica e confusa, e nos deixa confusos. Até o ponto que nos perguntamos se ela é do bem ou do mal. A mulher gato da Anne estava desde o início muito inclinada para o bem. Por isso, pra mim, ela foi o ponto mais fraco do filme. 

A trilha sonora é indescritível. A primeira sequencia é totalmente guiada pela trilha e é onde ela realmente se mostra mais do que auxiliar da produção. E aqueles que prestarem mais atenção no contexto do que nos tiros poderão perceber algumas críticas à sociedade explanadas de maneira indizível. 

Analisando o conjunto do filme, concluo que não haveria melhor maneira de acabar a trilogia. Foi realmente um marco na história do cinema, que tive a oportunidade e o prazer de assistir. 

Uma verdadeira obra, mas ainda não consigo creditá-la como a melhor produção do Nolan. Pra mim ainda ganha  Batman - O Cavaleiro das Trevas. Mas certamente é um filme emocionante, que vale ser visto e revisto enquanto ainda estiver em cartaz. (E depois quando sair em Dvd e até que você decore todas as falas). Esse foi o nosso Filme de Segunda, classificado como a primeira “obra” de 2012.

Gênero: Ação
Duração: 165 min.
Origem: EUA, Reino Unido
Direção: Chistopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan e Jonathan Nolan
Distribuidora: Não definida
Censura: 12 anos
Ano: 2012


Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
X Obra
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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Filme de Segunda 76

O Espetacular Homem-Aranha

Foi por algumas divergências entre a Columbia Pictures e o diretor Sam Raimi que o quarto filme do Homen-Aranha não seguiu a história iniciada em 2002, com o ator Tobey Magauire dando vida ao popular herói da Marvel. Os produtores do filme entraram num consenso e decidiram reiniciar a história do aracnídeo, mas agora com outro protagonista e sob a direção de Marc Webb (de 500 dias com ela).

Comparações são inevitáveis, afinal de contas a franquia iniciou há apenas 10 anos e teve seu terceiro e último filme em 2007. É muito recente para que um remake seja feito. Sem contar que a série dirigida por Sam Raimi foi exitosa, agradou público e crítica, o que deixa a nova série com uma resistência inicial ainda maior. Se foi preciso mudar, era necessário partir do zero e mudar quase tudo? Talvez não.
O Espetacular Homem-Aranha não é espetacular como sugere o título, é diferente do primeiro, de 2002, mas é um filme muito bem executado tecnicamente. Inegavelmente os efeitos especiais são melhores, até porque Webb tem 10 anos de vantagem sobre Raimi, porém, o filme perde em roteiro e, talvez seja menos importante, em carisma do protagonista.

Tobey Magauire convence muito mais que o atual Peter, o Andrew Garfield. Entretanto, a culpa não cai apenas sobre Garfield, que está bem no filme. Mas o Peter Parker do Webb e dos roteiristas Alvin Sargent, James Vanderbilt, Steve Kloves, não é um cara tão tímido, usa lente ao invés de óculos, anda de skate e, mesmo não dando conta, encara os valentões que lhe atormentam na escola.

A história segue uma outra linha. Em O Espetacular Homem-Aranha a Tia May fica em segundo plano, participa pouco, a origem dos pais de Peter Parker ganha uma importância que geralmente não tem nas histórias do herói, o Dr. Connors deixa de ser o coadjuvante que foi nos outros filmes, e a grande paixão de Peter agora é Gwen Stacy, vivida pela encantadora Emma Stone.


O roteiro realmente é o grande furo da nova série. O argumento de O Espetacular Homem-Aranha se baseia em diversas coincidências improváveis como, por exemplo, o cargo de superestagiária de Gwen em uma das maiores corporações científicas do mundo, aspecto que passa a ser fundamental na trama. Ou então a busca pelo assassino do Tio Ben (feito pelo ótimo Martin Sheen), que simplesmente é esquecida a certo ponto da trama.

Fora alguns problemas de roteiro, e o nariz torto de ter que engolir uma nova franquia, O Espetacular Homem-Aranha alcança certo exito. É um filme que opta por uma estética mais sombria e mais séria que o de 2002, uma fotografia menos colorida e também por isso busca sua personalidade. O Homem-Aranha de Mark Webb também diverte, ainda mais quem é fã do aracnídeo. É sempre bom ver o Peter Parker se balançando entre os prédio de Nova Yorque.


Gênero: Ação
Duração: 137 min.
Origem: EUA
Direção: Mark Webb
Roteiro: Alvin Sargent, James Vanderbilt, Steve Kloves
Distribuidora: Sony Pictures
Censura: 10 anos
Ano: 2012



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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Filme de Segunda

Capitão América - O primeiro Vingador

Há algum tempo que nas listas de filmes mais esperados de cada ano figuram sempre duas ou três adaptações de quadrinhos. Sem dúvida, o quinto filme produzido pelos Estúdios da Marvel, Capitão América - O primeiro Vingador, estava entre os longas mais esperados de 2011. Levando em consideração o alto nível de produção e qualidade dos filmes que estão levando os super-heróis de novo às telonas, as expectativas se justificam.
Talvez a história do Capitão América seja das mais aguardadas pelos fãs de HQs e, ao mesmo tempo, um dos personagens mais difícil de se trabalhar para o público de massa, tal qual o americanismo do personagem e de sua biografia, tanto no gibi quanto no uso de sua imagem na prática. Capitão America é a personificação de todos os clichês cinematográficos do americano bonzinho, que salva o mundo dos russos, dos nazistas e dos muçulmanos. Esta é uma questão delicada, que o diretor Joe Johnston consegue trabalhar bem no filme, saindo pela tangente, tirando um sarro sutil do americanismo e dando sequencia na história sem abusar da propaganda do Tio Sam.
Capitão América - O primeiro Vingador é um filme de aventura, que pouco foca a dramaticidade de cada personagem, bem diferente de X-Mem: Primeira classe, por exemplo. O drama que Joe Johston usa serve para nos prender à trama, ficarmos do lado do personagem principal, o franzino Steve Rogers, que tenta a todo custo entrar no exército dos EUA e lutar na 2° Guerra, mas sempre é barrado devido ao seu porte físico. 
Um novo experimento do exercito americano mais tarde transformaria Rogers no supersoladado. E até que isso aconteça, e o ator Chris Evans reapareça com seu porte físico real, é usada a mesma tecnologia de O estranho caso de Benjamim Button. O efeito é irrepreensível, quem não conhece Chris Evans afirmaria que ele tem aquele tamanho. Evans que faz um bom trabalho, já viveu outro super-herói na carreira, o tocha-humana do Quarteto Fantástico, mas seguramente aqui está em seu melhor momento.
O diretor Joe Johnston tem um currículo muito interessante, não tem filmaços extraordinários nem uma estatueta do Oscar no armário, mas são todos produções regulares, de muito sucesso e, como aqui em Capitão América, pouco aprofundam os dramas e os amores dos personagens, mas ganham a simpatia do publico. Certamente seus filmes fazem parte da infância de muita gente, como Querida, encolhi as crianças (1989), The Rocketeer (1991) e Jumanji (1995). Johnston ainda herdou a franquia Jurassic Park de Spielberg, dirigiu o terceiro e assina o quarto que deve chegar ao cinema em 2012.
Capitão América - O primeiro Vingador funciona bem como um filme de aventura. Talvez uma sequencia mais longa e trabalhada do confronto do herói e seu inimigo Caveira Vermelha fosse mais um mérito do filme, mérito que fica pra uma próxima. O filme também serve como o último gancho para a grande cartada dos Estúdios da Marvel, Os Vingadores, que estreia na metade do próximo ano e reúne caras como Homem de Ferro, Thor, Capitão América, entre outros.
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