Mostrando postagens com marcador copa sul americana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador copa sul americana. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cansaço e displicência tiram Grêmio da Sul America

Alertei aqui no PoA Geral que a displicência do Grêmio no primeiro jogo contra o Millonarios, no Olímpico, poderia complicar o jogo da volta, em Bogotá. Em ambas as partidas, o time de Luxembrugo foi superior quando quis jogar, evitou o balão, colocou a bola no pé trocou passes. Como no primeiro tempo na Colômbia, de Grêmio 1 a 0 e classificado com qualquer empate ou qualquer derrota por um gol de diferença. No segundo tempo, em 30 minutos, o time gaúcho tomou três gols e acabou eliminado, quase que de forma traumática, aos 48 da etapa final, com gol de pênalti, bem assinalado pelo árbitro.

No jogo derradeiro, o fator cansaço também pesou. O Grêmio abdicou de jogar futebol ainda quando tinha fôlego, na metade final do primeiro tempo. Depois, não conseguiu acompanhar o ímpeto de um time acostumado a jogar na altitude e emabaldo por 40 mil torcedores. O Grêmio provou do próprio veneno, sofreu o que muito já fez no Olímpico. Deveria saber o antídoto, que é não ser displicente, propor o jogo enquanto for possível.

Lucas Uebel/Grêmio Divulgação
Vanderlei Luxemburgo começou a partida com duas linhas de quatro jogadores, Moreno como único atacante e Zé Roberto mais atrás, servindo de enganche entre meio e ataque. Bem protegido, com Pico e Pará de laterais base, sem desproteger a linha defensiva, com Marco Antônio na direita, Gago na esquerda e Souza e Fernando marcando e saindo pro jogo pelo meio, o Grêmio controlou o jogo na primeira etapa e saiu na frente no placar. Uma baita vantagem de 2 a 0, sendo um dos gols fora de casa (critério de desempate). Mas cometeu o erro de se apegar ao regulamento cedo demais.

Luxa ainda deu azar nas substituições. Tentou mais poder de fogo com Elano no lugar de Marco Atônio. O camisa 7 jogou menos que o meia que começou jogando. Para dar mais combatividade no ataque e tentar cavar faltas perto da área do adversário, Kléber entrou no lugar de Moreno. O Gladiador ficou três minutos em campo e sentiu o tornozelo, teve de ser substituído por André Lima. Talvez o Grêmio tivesse melhor sorte se tentasse dois atacantes no momento em que o Millonarios se jogou em busca do resultado. Não se sabe, só sabemos como foi. 

E não foi bom para o Grêmio, que acaba com qualquer possibilidade de título em 2012. O Olímpico não merecia um final em branco. Em contraponto, esse time talvez não merecesse as glórias de um título sul-americano. Fica de bom tamanho brigar por uma segunda colocação no BR-12. A vaga direta para a Libertadores 2013 é fator essencial para a preparação da equipe no início da próxima temporada.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Displicência gremista pode complicar no jogo de volta

O placar de 1 a 0 não pode ser desprezado. Nada disso. Vantagem é vantagem. Dia 15 de novembro, na Colômbia, o Grêmio inicia o jogo com 1 a 0 a favor, tendo qualquer empate a seu favor. Mas vale lembrar que algo como 1 a 0 pra Millonarios, ou um 2 a 0, na altitude de Bogotá, com pressão da torcida e um Grêmio desgastado nessa reta fina, não é resultado absurdo.

O time de Luxemburgo alternou bons e maus momentos na partida. O treinador poupou alguns jogadores cansados ou com princípio de lesão. Naldo, que entrou no lugar de Werley, foi um dos grandes nomes de jogo. Ao lado de G. Silva, o zagueiro reserva não perdeu nenhuma. Na frente, Leandro foi novamente inconstante. Enfrentou um burburinho da torcida, errou muitos passes, mas foi participativo como sempre é. Kléber Gladiador fez falta.

Foto EFE
No 4-3-1-2, Marco Antônio, o homem do gol, atuou pelo lado direito do meio-campo. Fez bom jogo. Diferente de Léo Gago, do outro lado, que apesar de dois bons chutes à gol, quebrou o ritmo da equipe em vários lances. Mais solto, Zé Roberto tentou organizar as jogadas ofensivas, mas poucas vezes achou opções para lançar ou tabelar. No final do segundo tempo, por duas ou três vezes, o camisa 10, com a bola dominada, procurou alternativas e abriu os braços. Não passou ninguém e ele precisou recuar a bola.

O Millonarios, que é um time razoável, foi completamente dominado pelo Grêmio. Não ofereceu quase nenhum risco à meta de Marcelo Grohe. O sistema defensivo gremista funcionou. Lá na frente, faltou um pouco de vontade. Tenho impressão que não tenha partido do banco, mas sim uma certa acomodação dos jogadores. Se apertasse, o Grêmio sairia com uma vantagem maior.

O Palmeiras fez 3 a 1 no primeiro jogo, em São Paulo. Na Colômbia acabou sendo eliminado, 3 a 0. É uma situação diferente, porém nem tanto. O Palmeiras jogou com o time reserva e está totalmente focado no Campeonato Brasileiro. De qualquer forma, serve de alerta. A displicência desta quarta, no Olímpico, pode valer muito mais desgaste no jogo da volta, em Bogotá. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Grêmio passa de fase na Sul Americana mas não joga bem

Tudo se encaminhava para o quarto empate consecutivo do Grêmio. Sendo que três deles, dentro do Olímpico. O gol de Zé Roberto, que deu ao time gaúcho a vitória sobre o Barcelona do Equador, 2 a 1, veio da linda cobrança de falta, criada por ele mesmo, depois dos 40 minutos do segundo tempo. O interminável Zé Roberto e o gol da vitória, pois a classificação já estava consolidada com o empate de 1 a 1.

Chega a ser preocupante em certo ponto. É uma fase ruim, de um Grêmio com um futebol menos eficiente do que dois ou três meses atrás. Mas a base do time continua a mesma, o pensamento de Luxemburgo continua o mesmo. Daqui a pouco é uma fase ruim que pode passar. E tenho a impressão que logo passa.

O Barcelona de Quayaquil não é mal time, pelo contrário. Contra o Grêmio, no Olímpico, o time equatoriano teve boa postura tática, um 3-5-2 nada afobado, que soube colocar a bola no chão e chegou ao gol no início do segundo tempo.

O grande problema do Grêmio foi não ter encaixado a marcação como deveria. Uma certa preguiça tática, que não apertou o Barcelona como deveria, como poderia. A vitória do tricolor é muito mais uma consequência da vitória pessoal de Zé Roberto que uma atuação coletiva competente da equipe. 

Faz parte. Coletivamente o Grêmio já teve ótimas atuações. Individualidade também é um ingrediente do futebol. 
Lucas Uebel/Grêmio Divulgação

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Na boa vitória gremista, novo esquema de Luxemburgo não encaixa

Não podendo contar com o lateral Pará, o zagueiro Gilberto Silva e o meia Zé Roberto, Luxemburgo surpreendeu contra o Barcelona de Guayaquil. Quando se esperava um Grêmio no habitual 4-4-2, apenas com outras peças exercendo as mesmas funções dos desfalques, o treinador gremista mudou, escalou a equipe no 3-5-2. E o principal motivo foi o substituto do Pará. Edilson e Tony eram os cotados, porém, ambos tem deficiências na hora de defender. O escolhido foi Tony, e por isso Luxa decidiu usá-lo como ala, com total liberdade para atacar.

O Grêmio venceu, mas não funcionou no 3-5-2. Sobretudo porque o time equatoriano joga numa espécie de 4-2-3-1, com os dois meias do lado do campo entrando bastante na área. Assim, o Barcelona matava a sobra gremista, deixava os zagueiros no mano a mano e obrigava os alas a descerem demais para fechar os espaços junto a defesa. A saída de bola gremista ficou prejudicada. Elano, Kléber e Moreno ficaram distantes, e bem marcados.

O Barcelona tem bom time, marcou o Grêmio de cima, teve mais posse de bola e só não saiu com resultado melhor porque Marcelo Grohe estava em noite inspirada.

Mas nada apaga o bom resultado gremista, que aproveitou uma das poucas jogadas de frente que construiu. Uma bela cabeçada do zagueiro Werley, ainda no primeiro tempo. Grandes campanhas também se fazem com jogos nem tão bons - como o de ontem. A vantagem que o Grêmio traz para o Olímpico é significativa, e deixa o time de Luxemburgo com um pé nas quartas de final da Copa Sul-Americana.

O jogo da volta é apenas no dia 24 de outubro.
Rodrigo Buendia/AFP

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Antes da América, o título

A Copa Sul Americana tornou-se cobiça dos clubes brasileiros desde que começou a a dar vaga para a Copa Libertadores do ano seguinte, em 2009. É uma opção viável para equipes que não têm gás para um campeonato longo e desgastante como o Campeonato Brasileiro.

Em 2008 o Inter chegou à final e venceu o Estudiantes. Em 2009 quem chegou foi o Fluminense, que acabou perdendo para a LDU. No ano seguinte o Goiás fez a final contra o Independiente e também não venceu, assim como o Vasco em 2011, que foi derrotado pela Universid de Chile. Mesmo que só o Inter tenha ganhado a competição aqui no Brasil, o retrospecto mostra que os times brasileiros estão chegando. E sempre chegam com grandes chances.

O Grêmio pode chegar, tem time pra isso. Mas a avaliação que ainda se faz no Olímpico é se o grupo tem gás para jogar o BR-12 e a competição continental ao mesmo tempo, com força máxima. Ao que tudo indica, o Grêmio vai tentar, a não ser que o rendimento caia muito em alguma das competições e Luxemburgo se veja obrigado e concentrar forças em uma.

Ricardo Duarte/ClicRBS
Ontem, na estreia contra o Coritiba, num Olímpico quase impraticável, inundado pela chuva que castigou Porto Alegre, o Grêmio fez bom jogo contra o Coxa. Luxa não contou com Zé Roberto, poupado e mal substituído por Marco Antônio (depois melhorou com Léo Gago), e com Marcelo Moreno, vetado pelo DM. André Lima fez dupla com Kléber e foi bem, na medida do possível. Jogo de trombada e bola alçada na área, e o Grêmio sabia que só poderia ser assim.

Atrás, cogitou-se a preservação do veterano G. SIlva. Ele não quis, foi pro jogo e fez uma baita partida. Anulou - com a ajuda da água - o veloz Everton, que tentou jogar pelo lado esquerdo de defesa gremista. Pelo outro lado, Werley também manteve a regularidade.

Se o time vai ter gás só saberemos em dezembro, quando as competições terminarem. Porém, Luxemburgo precisa trabalhar como se tivesse, e fazer com que o grupo de jogadores acredite nele. Dá, sim, pra chegar. Mas não pensando em vaga pra Libertadores. É preciso mirar o título, levantar o caneco, comemorar o fim do jejum e levar a vaga como consequência de um feito maior.

Este feito pode bem ser a Copa Sul Americana 2012.