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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Filme de Segunda 127

É o Fim


É o Fim é uma série de coisas, contudo, basicamente, nada mais é que um besteirol. Uma espécie de brincadeira de final de semana que vem dando certo. Arrecadou mais de 120 milhões de dólares no mundo todo, cifra quase quatro vezes maior que seu orçamento. O filme-catástrofe é a estreia de Seth Rogen e Evan Goldberg na direção. Os dois que vinham fazendo boas dobradinhas em roteiros como os de Superbad e Segurando as Pontas.

A característica mais evidente de É o Fim é que se trata de uma grande piada interna de 107 minutos. James Franco, Seth Rogen, Jay Baruchel, Danny McBride, Jonah Hill, Craig Robinson e mais algumas participações especiais, fazem os papeis de si mesmos. Estão todos em Los Angeles, na festa de inauguração da nova casa de James Franco. O filme tira onda com o "lifestyle" das celebridades hollywoodianas e potencializa a imagem pública criada entorno daquele grupo de atores. Franco e sua fama de homossexual, Rogen e suas atuações sempre muito iguais, Hill e sua soberba por ser indicado ao Oscar.

O filme não se poupa e não tem receio de fazer piada, usar drogas, falar palavrão, apelar para o escatológico. Tendo como pano de fundo o apocalipse, É o Fim tem efeitos gráficos que lembram algum momento dos anos 90. Não é ruim, mas também não é bom. Certa tosquice acaba funcionando como recurso de humor.

Apesar de não ser um grande roteiro, a completa liberdade para fazer o que quiser cria um clima nonsense e uma série de piadas politicamente incorretas. O público que já acompanha grande parte daquela turma no cinema certamente se diverte bastante. E também por isso, fica claro não se tratar de um filme para qualquer plateia. A tendência é que fique pouco tempo em cartas. Aliás, já é surpreendente que não tenha saído direto no DVD.

Aproveitando a possibilidade infame do trocadilho, que seja apenas o início da parceria de Seth Rogen e Evan Goldberg na direção. Não fizeram uma obra, mas não deixa de ser um bom e divertido trabalho.

Gênero: Comédia
Duração: 107 min.
Origem: EUA
Direção: Seth Rogen e Evan Goldberg
Roteiro: Seth Rogen e Evan Goldberg
Distribuidora: Sony Pictures
Censura: 16 anos
Ano: 2013
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Filme de Segunda 101

Vizinhos Imediatos de 3º Grau


Não é novidade o cinema misturar comédia e ficção científica. Já vimos filmes como Marte Ataca, de 1996, e Evolução, de 2001. Podemos colocar junto, de certa forma, até a trilogia MIB. O recente Vizinhos Imediatos de 3° Grau pode até ter um nome bem ruim, mas assim como os outros de seu gênero, cumpre bem aquilo que promete.

Se por um lado o diretor Akiva Schaffer conseguiu melhorar em relação ao seu primeiro filme (Hot Rod - Loucos Sobre Rodas, de 2007), a dupla de roteiristas Seth Rogen e Evan Goldberg já escreveu coisa melhor. Podemos lembrar dos ótimos SuperBad (2007) e Segurando as Pontas (2008).

Em Vizinhos Imediatos de 3° Grau temos em cena um quarteto que fecha uma em uma química uito interessante. Ben Stiller é Evan, um cara todo certinho, preocupado em ser bem quisto e engajado em tornar sua pequena cidade um lugar melhor. Para isso, ele cria um grupo de vigilância com o objetivo de solucionar o assassinato de um de seus funcionários.

Vince Vaughn volta a ser um falastrão na pele de Bob, um chefe de família atento, mas com dificuldades de se relacionar com esposa e filha. O cada vez melhor Jonah Hill é Franklin, jovem de espírito militarista americano, frustrado por não ser aceito na polícia local. Pra fechar, tem Richard Ayoad na pele de Jamarcus, um inglês que acaba de se divorciar e pretende fazer novas amizades.

Estas quatro figuras completamente diferentes acabam se encontrando e, de forma rápida, criando aquela relação que nos EUA costumeiramente se chama de "bromance". Vizinhos Imediatos de 3° Grau mistura boas cenas de suspense, comédia e ficção. Embora sem nenhuma genialidade ou algo que o fará entrar para hall de filmes inesquecíveis. Mas reserva ao púbico boas risadas, sem dúvida nenhuma.

Gênero: Comédia
Duração: 102 min.
Origem: EUA
Direção: Akiva Schaffer
Roteiro: Seth Rogen, Evan Goldberg
Distribuidora: Fox Filmes
Censura: 12 anos
Ano: 2012
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Filme de Segunda 94

Entre o Amor e a Paixão

A canadense Sarah Polley parece estar despontando como uma das grandes cineasta de uma geração que está surgindo. Ela tem apenas 33 anos e já assina seu segundo filme. São trabalhos autorais, de muita personalidade. Em 2006, Longe Dela, o primeiro. O segundo, Entre o Amor e a Paixão, é do ano passado, mas só agora entra em cartaz no Brasil.

Dirigido e roteirizado por Sarah, Entre o Amor e a Paixão é um romance indie, milimetricamente pensado a cada cena, a cada objeto posicionado, em cada cor ou música. Tudo nos leva a sentir aquilo que Polley nos que fazer sentir.

O nome em português é muito claro. Michelle Williams é Margot, uma jovem escritora, casada há cinco anos, que vive no subúrbio de Toronto. Em uma viajem ela conhece Daniel (Luke Kirby), que por coincidência é seu vizinho. Rola uma química muito forte entre os dois e surge daí uma paixão. Margot entra num dilema ético, pois é casada, ama seu marido, ao mesmo tempo que está completamente atraída por Daniel.

Entre o Amor e a Paixão não tem frases de efeito. A maioria das coisas ficam subentendidas através do olhar, de uma gaguejada, de um gesto, de uma trilha sonora e até mesmo na fotografia do filme. Há cenas muito poéticas, de um cuidado primoroso de Sarah e sua equipe, sempre repleto de cenários bem coloridos, porém com tons desbotados, sempre com muitos objetos.

O sentimento é o de Margot. Indecisão, angustia, atração física e apego ao que já está constituído e aparentemente dá certo. Entre o Amor e a Paixão  inspira certo ar de melancolia. É imediatamente chato, principalmente pela melosidade da protagonista. Mas o filme persiste, sabe o que quer e tem saldo positivo. Me ganhou só após a sessão, horas depois.

Seth Rogen é Lou, marido de Margot. Um dos pontos fortes do filme. Talvez o personagem mais simpático do trio de protagonistas. Contudo, Michelle Williams e Luke Kirby também estão muito convincentes, fazendo ótimos trabalhos sob o comando de Sarah Polley. Com esses três, Entre o Amor e a Paixão abre um leque imenso de possibilidades, sentimentos e interrelações. Apesar de se tratar de um roteiro amarrado principalmente por coincidências, estão ali situações possíveis, que em dado momento nos colocam com a mesma angustia de Margot. 

Gênero: Drama
Duração: 116 min.
Origem: Canadá
Direção: Sarah Polley
Roteiro: Sarah Polley
Distribuidora: Califórnia Filmes
Censura: 14 anos
Ano: 2011
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo