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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Filme de Segunda 92

Os Penetras

Nada poderia ser mais comum que esse título. Muitos até lembrarão do hollywoodiano Penetras Bons de Bico (2005). Porém, não se trata de nenhuma cópia. Aqui, quem dirige é o arrojado Andrucha Waddington, cineasta brasileiro que assina filmes como Eu Tu Eles e Casa de Areia. Como o título, Os Penetras, basicamente, é um filme construído de forma simples. Waddington deixa quase todo o algo a mais a cargo de Adnet e Sterblitch. Os dois comediantes dão boa resposta.
Marcelo Adnet faz Marco Polo, uma espécie de releitura do malandro carioca. Ele tem pouca grana, mas tem bons contatos, se veste bem, é boa pinta e tem uma lábia espetacular. Vive de bicos e pequenos golpes em mulheres ricas e turistas, no Rio de Janeiro. Isso quando não lhe aparece um rapaz tímido, do interior, ingênuo e cheio da grana. Este é Beto, vivido por Eduardo Sterblitch, um cara que faz de tudo para reatar com sua ex. Beto acha que Marco Polo é o sujeito ideal para lhe ajudar. Marco acha Beto um otário, mas um otário com muito dinheiro.

Em Os Penetras temos uma comédia que, felizmente, não segue o padrão Globo de qualidade. Não falo isso de forma pejorativa, mas sim com o sentido de que televisão é uma coisa, cinema é outra. A maioria das comédias nacionais que chegam nas telonas têm atores globais, e um formato que lembra em demasia os humorísticos da emissora. Tanto em termos de piadas, de trilha sonora, de construção de personagens etc.

Adnet e Sterblicth são dois dos melhores nomes de uma nova geração de humoristas que vem surgindo desde a metade da última década. Ambos tem origem no teatro, e na televisão despontaram na Rede TV e Band, caso do Eduardo, e Marcelo na MTV. Com o bom trabalho de Andrucha, os dois não possuem a obrigação de fazer rir a qualquer frase, o que previne o longa de se tornar um completo pastelão.

Os dois humoristas fecham uma dobradinha que funciona muito. Talvez dê outros frutos mais pra frente, visto que os dois, inclusive, escrevem seus textos para seus projetos solos. Mariana Ximenes e Sterpan Nercessian também completam o time com muita sintonia. Principalmente o experiente ator, acostumado a papéis cômicos nas telonas tupiniquins.

Os Penetras é uma boa pedia. Vale a penas ver estes dois jovens contracenando junto. Tem muito talento ali. Eduardo Sterblicth tem um humor peculiar, que não precisa de piada ou imitação, a fisionomia já é capaz de arrancar risos. Por outro lado, Adnet é um grande imitador, faz mil e uma vozes, é versátil. Detalhe que não tinha feito bons filmes ainda. Agora, finalmente.    

Gênero: Comédia
Duração: 96 min.
Origem: Brasil
Direção: Andrucha Waddington
Roteiro: Andrucha Waddingnton, Nina Crintzs, Marcelo Vindicato e Rafael Dragout
Distribuidora: Warner Bros.
Censura: 14 anos
Ano: 2012
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Qual é a piada mesmo?














Devido a fanfarronice do comentarista da RBS Luiz Carlos Prates, o seu comentário se confunde com a esquete do programa Comédia MTV, interpretada pelo humorista Marcelo Adnet. Por ironia, o quadro humorístico foi ao ar bem antes do comentário de Prates.
Não quer dizer muito, pois os brados de Luiz Carlos Prates chegam ao público todos os dias pela televisão, blog, jornal impresso e rádio, e os comentários seguem a mesma linha editorial a maioria das vezes. O cara ataca - no sentido mais literal - por todos os meios. Ele é só mais um, e dos mais agressivos, que fala todos os dias, a bel-prazer, nos grandes conglomerados midiáticos.
Uns diriam que ele só deu a sua opinião, e que vivemos numa democracia e temos que respeitar. Ok. Apesar de, na grande mídia, a ideia de democracia tenha de ser discutida. Mas isso é outro assunto. Quero me ater a crítica do Prates, pois temos que utilizar essa mesma democracia para fazer uma crítica da crítica.
Ora, então é o pobre que nunca leu um livro, mas tem o seu carrinho, o responsável pelos acidentes nas rodovias brasileiras? Segundo Prates, apenas uma classe financeiramente mais privilegiada pode se dar ao luxo de ter um automóvel. A culpa é do governo, afirma o comentarista.
E então, é isso mesmo, simples assim? "Só" a opinião dele? Pra mim, opinião que fere os princípios democráticos acima de tudo e um deserviço à sociedade, trazendo uma análise totalmente distorcida e falaciosa dos fatos.
O personagem de Adnet não é um jornalista, mas se encaixa perfeitamente no perfil das famílias (são 11) que estão por trás dos grandes veículos de comunicação no Brasil. E isso já explica muita coisa.