Por Castro Marcon Cavalcante*
É bonito o estádio Moses Mabhida, aqui em Durban. Bonito não foi o 0 a 0 de Brasil e Portugal. Um jogo muito tático, estratégico. Jogos táticos e estratégicos quase sempre são chatos, ainda mais quando o empate é bom resultado para ambos.
Portugal mudou muito para enfrentar o Brasil. E mudou certo, tivesse pouco mais de ousadia no segundo tempo, teria vencido um Brasil engessado. Engessado com a saída de bola do G.Silva e a articulação de J.Baptista, alguns dos problemas apresentados pela nossa Seleção, e que todo mundo já conhece há tempos, inclusive Dunga e os adversários.
Ronaldo ficou isolado na frente, como um falso-nove, que sai da área toda hora para articular o jogo pros que chegam de trás. O problema é que no primeiro tempo não chegou ninguém. E pior que o 4-5-1 lusitano chamou o Brasil. O Brasil só tocou bola pro lado, raramente conseguiu infiltração, e deu campo pro adversário. Acabou se salvando por causa da solidão de Cristiano Ronaldo e a mão providencial de Juan.
Nilmar foi destaque. Lúcio foi destaque. Ficamos por aí. Kaká e Robinho fizeram, até porque Julio Baptista e Dani Alves não fizeram nada. E mais uma vez a Seleção mostrou que não sabe furar retranca, se o adversário não permite o contra-ataque fica complicado. Ah, e faltou banco.
Nos primeiros 20mim do segundo tempo, entrou Simão no time de Portugal, Carlos Queiroz adiantou as linhas de meio-campo, assim trancou Maicon e Michel lá atrás e deu companhia a Ronaldo.Foi o melhor momento dos portugueses no jogo, o Brasil ficou acuado. Mas depois disso, tudo voltou como começara: Portugal virou uma parede, e a Seleção passou a chutar bola na parede.
Agora é Brasil e Chile. Esquecendo e ignorando a Zebra Futebol Clube, dá Brasil fácil nas quartas de final.
*Castro é louco, inclusive por futebol, e aceitou a ideia de ser o correspondente do PoA Geral na África do Sul.